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EBD - Comunhão com o Deus Trino (O Espírito Santo) - Diogo Oliveira

"A comunhão com o Espírito Santo é comunhão com o Consolador enviado por Cristo, que aplica a obra da salvação, glorifica o Filho, sela o povo de Deus e consola a igreja em suas aflições."
Consolo e esperançaEspírito SantoPessoa e obra de CristoSantificaçãoSegurança e esperança da salvaçãoTrindade
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Texto-base e contexto

João 16.7, com apoio em João 16.14; Lucas 12.11-12; Romanos 5.5; Romanos 8.16; Efésios 1.13; 2 Coríntios 1.22; Atos 9.31; 2 Tessalonicenses 2.16

A aula está inserida numa série baseada em John Owen sobre comunhão com o Deus Trino: comunhão com o Pai em amor, com o Filho em graça redentora e, agora, com o Espírito Santo como Consolador. Em João 16, Jesus prepara os discípulos para perseguições e ensina que sua partida ao Pai está ligada ao envio do Consolador. A mensagem aplica esse ensino à vida da igreja, distinguindo a verdadeira obra do Espírito de falsos entusiasmos e de uma fé apenas intelectualizada.

Ideia central

O Espírito Santo, enviado por Cristo, é o Consolador pessoal do povo de Deus: ele aplica a salvação, sustenta a fé, produz santificação, confirma nossa filiação, sela-nos para a redenção e consola a igreja em meio às aflições.

Exposição

O estudo começa lembrando que a comunhão cristã é trinitária. O Pai é apresentado como fonte do amor eletivo; o Filho, como aquele que redime e concede acesso a Deus; e o Espírito Santo, como aquele que aplica essa obra ao povo de Deus. Assim, falar da comunhão com o Espírito não é falar de uma força impessoal ou de experiências espetaculares, mas da pessoa divina enviada por Cristo para habitar, consolar e santificar os crentes. A mensagem alerta contra dois erros. O primeiro é o desprezo público do Espírito por meio da busca de falsos espíritos, desordem, espetáculo religioso, cobiça e manifestações que não correspondem ao caráter santo, ordeiro e pacificador da obra de Deus. O segundo é o desprezo por uma religiosidade meramente intelectual, em que a fé se torna apenas um conjunto de proposições, sem dependência real da operação do Espírito na pregação, na adoração, na mortificação do pecado e na vida piedosa. João 16.7 é usado como eixo: Cristo afirma que convém que ele vá, pois então enviará o Consolador. Isso mostra que o Espírito tem missão específica na economia da redenção: ele é enviado pelo Filho para consolar os crentes. Essa consolação não é sentimentalismo, mas a aplicação concreta das promessas de Cristo, especialmente em tempos de aflição, perseguição e fraqueza. A operação do Espírito é descrita em várias dimensões: ele traz à memória as palavras de Cristo, capacita a igreja a testemunhar, glorifica Cristo preservando aqueles que Cristo comprou, derrama o amor de Deus no coração, testifica que somos filhos de Deus, sela os crentes como propriedade divina e é dado como penhor da redenção futura. O resultado no coração do cristão é consolo, segurança e perseverança, não autoconfiança carnal, mas confiança na obra de Deus do início ao fim.

Esboço da mensagem

  1. Introdução: comunhão com o Deus Trino

    A série tratou da comunhão com o Pai em amor, com o Filho em graça redentora e agora com o Espírito Santo como Consolador.

  2. Confusões modernas sobre o Espírito Santo

    O Espírito não deve ser reduzido a dons, línguas, espetáculos ou manifestações estranhas; ele é maior do que os dons que concede.

  3. Dois tipos de desprezo ao Espírito

    A igreja pode desprezá-lo buscando falsos espíritos e desordem, ou desprezá-lo por uma fé meramente intelectual, sem dependência de sua obra viva.

  4. O envio do Consolador por Cristo

    João 16.7 mostra que a vinda do Espírito está ligada à ascensão de Cristo e à missão do Consolador em favor dos discípulos.

  5. As operações do Espírito nos crentes

    Ele lembra as palavras de Cristo, glorifica Cristo, derrama o amor de Deus, testifica nossa adoção, sela-nos e é dado como penhor.

  6. As consequências no coração da igreja

    A obra do Espírito produz consolação, segurança, perseverança, temor do Senhor e crescimento mesmo em meio à perseguição.

Doutrinas — Confissão de 1689

A pessoa e missão do Espírito Santo na TrindadeCap. 2 - De Deus e da Santíssima Trindade
Cristo como Mediador que envia o Consolador ao seu povoCap. 8 - De Cristo, o Mediador
Chamado eficaz e obra regeneradora do EspíritoCap. 10 - Da Vocação Eficaz
Santificação e mortificação do pecado pelo EspíritoCap. 13 - Da Santificação
Fé salvadora sustentada pela obra do EspíritoCap. 14 - Da Fé Salvadora
Segurança da salvação, testemunho interno e consolação do EspíritoCap. 18 - Da Segurança da Graça e Salvação
Perseverança dos santos selados para o dia da redençãoCap. 17 - Da Perseverança dos Santos

Aplicação pessoal

  • Examine se sua visão do Espírito Santo está sendo moldada pelas Escrituras ou por experiências religiosas confusas e espetaculares.
  • Dependa do Espírito na luta contra o pecado; estudo e disciplina são importantes, mas não substituem a mortificação espiritual operada por Deus.
  • Busque consolo nas promessas de Cristo em tempos de medo, perseguição, incerteza política, perdas ou aflições pessoais.
  • Descanse na segurança de que os que pertencem a Cristo são selados pelo Espírito para o dia da redenção.
  • Ore pedindo iluminação, lembrança da Palavra e resposta obediente ao que Deus revelou.

Na família

  • Conduza conversas em casa que ensinem as crianças e familiares a reconhecer a obra do Espírito pela Palavra, e não por desordem ou superstição.
  • Ore em família pedindo que o Espírito Santo produza santidade, amor, paz e confiança em Cristo.
  • Use momentos de aflição familiar para recordar promessas bíblicas e ensinar que o consolo cristão vem de Deus.
  • Evite transformar a vida cristã doméstica em mero acúmulo de informação; una doutrina, oração, arrependimento e dependência do Espírito.

Na igreja

  • Valorize a pregação, a oração, o louvor e a adoração como atos que dependem da operação do Espírito Santo.
  • Rejeite práticas que atribuem ao Espírito aquilo que produz confusão, cobiça, maledicência ou espetáculo centrado no homem.
  • Evite uma cultura eclesiástica meramente intelectual, na qual boa teologia não resulta em piedade, temor do Senhor e santificação.
  • Console irmãos aflitos lembrando-os da obra do Espírito: ele testifica a adoção, sela o povo de Deus e sustenta os santos.
  • Promova uma comunhão reverente, ordeira e cheia de esperança, reconhecendo que a igreja cresce no conforto do Espírito Santo.

Perguntas para estudo

  1. Segundo João 16.7, por que Jesus diz que convinha que ele fosse para que o Consolador viesse?
  2. Quais são os dois erros sobre o Espírito Santo destacados na aula, e como eles ainda aparecem na vida da igreja hoje?
  3. De que maneira o Espírito Santo glorifica Cristo ao preservar aqueles que Cristo comprou?
  4. Como Romanos 8.16 e Efésios 1.13 ajudam o cristão a compreender a certeza da salvação?
  5. Qual é a diferença entre estudar a Bíblia de modo fiel e transformar o cristianismo em mera intelectualidade?
  6. Em quais situações concretas você precisa aprender a buscar consolo nas promessas que o Espírito traz à memória?

Versículo para memorizar

O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Romanos 8.16

Textos paralelos

João 16.7João 16.14Lucas 12.11-121 Coríntios 2.41 Timóteo 4.12 Pedro 1.20-21Romanos 5.5Romanos 8.16Efésios 1.132 Coríntios 1.222 Tessalonicenses 2.16Atos 9.31

Próximo passo: Releia João 16.7-15 e Romanos 8.14-17, anotando tudo o que o texto atribui ao Espírito Santo; depois ore pedindo que Deus transforme esse conhecimento em consolo, santidade e segurança em Cristo.

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Informações

Data
29/08/2022
Pregador
Duração
58 min
Livros
1 Coríntios, 1 Tessalonicenses, 1 Timóteo

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