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EBD - Comunhão com o Deus Trino (O Filho) - Diogo Oliveira

"Cristo é plenamente adequado, suficiente e gracioso para salvar e para manter comunhão prazerosa com o seu povo."
Arrependimento e féGraça e eleiçãoPessoa e obra de CristoPiedade e vida devocionalSantificaçãoTrindade
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Texto-base e contexto

2 Coríntios 13.14; 1 Coríntios 1.9; João 1.14-17; Hebreus 2.14; Hebreus 7.25; 1 Coríntios 1.30

A aula parte da obra de John Owen sobre comunhão com o Deus Trino, especialmente a comunhão do crente com o Filho. O ensino distingue a união com Cristo, que é definitiva e garante os benefícios da salvação, da comunhão com Cristo, que pode crescer ou declinar na experiência cristã. A exposição percorre textos bíblicos que mostram Cristo como cheio de graça, mediador suficiente, esposo da igreja e fonte de salvação, sabedoria, justiça, santificação e redenção.

Ideia central

A comunhão com o Filho é uma comunhão de graça: Cristo se revela ao seu povo, recebe pecadores, salva perfeitamente os que se achegam a Deus por meio dele e concede tudo o que é necessário para a vida, a salvação e a santificação.

Exposição

A comunhão com Deus é apresentada como uma comunicação: Deus se dá a conhecer ao seu povo, e o povo responde a ele conforme aquilo que Deus revelou e requer. Essa comunhão deve ser entendida dentro da fé trinitária: não há três deuses nem separação da Trindade, mas o único Deus age pessoalmente como Pai, Filho e Espírito Santo na salvação do seu povo. Por isso Paulo pode falar da graça do Senhor Jesus Cristo, do amor de Deus e da comunhão do Espírito Santo. A comunhão com o Filho é especialmente chamada de comunhão de graça. Pela queda, o homem perdeu a comunhão com Deus; pela redenção, Cristo reconcilia pecadores com Deus. Textos como 1 Coríntios 1.9 e Efésios 2.13-15 mostram que fomos chamados para a comunhão de Jesus Cristo e aproximados pelo seu sangue. Essa graça não é fria nem meramente formal: Cristo tem prazer em cear com o seu povo, ouvir suas orações e receber pecadores. Cristo é cheio de graça e verdade. João 1.14-17 ensina que da sua plenitude recebemos graça sobre graça. Ele é adequado para salvar porque assumiu carne e sangue e venceu a morte; é pleno para salvar porque vive para interceder pelos que se achegam a Deus por ele; e é suficiente para atrair o pecador porque nele há sabedoria, justiça, santificação e redenção. Assim, o cristão não deve procurar em si mesmo aquilo que só pode encontrar em Cristo. A doutrina da Trindade e da comunhão com Cristo não é especulação abstrata. Conhecer corretamente a Deus move o crente à fé, ao arrependimento, à obediência e às boas obras. Muitos desvios práticos nascem de uma visão errada de Cristo: pensar que ele não recebe pecadores, que sua graça é insuficiente ou que precisamos complementar sua obra. A resposta bíblica é correr para Cristo, confiar nele e crescer em comunhão com ele pela fé.

Esboço da mensagem

  1. 1. O que é comunhão com Deus

    Comunhão é Deus comunicar-se ao seu povo e o povo responder conforme sua revelação. Ela se distingue da união com Cristo: a união é definitiva; a comunhão pode crescer ou declinar na experiência cristã.

  2. 2. Comunhão trinitária sem dividir a Trindade

    O Pai, o Filho e o Espírito Santo agem inseparavelmente como o único Deus, embora as Escrituras atribuam obras específicas a cada pessoa na salvação.

  3. 3. A comunhão com o Filho é comunhão de graça

    Cristo aproxima pecadores de Deus pelo seu sangue e chama seu povo à comunhão consigo, como ensinam Efésios 2.13-15 e 1 Coríntios 1.9.

  4. 4. Cristo é cheio de graça e verdade

    João 1.14-17 mostra que Cristo possui plenitude de graça e dela concede graça sobre graça ao seu povo.

  5. 5. Cristo é suficiente para salvar

    Ele é adequado para salvar, pleno para interceder e virtuoso para atrair, pois nele encontramos sabedoria, justiça, santificação e redenção.

  6. 6. A comunhão com Cristo produz piedade

    Conhecer Cristo corretamente leva o crente à oração, ao arrependimento, à confiança, à santificação e ao deleite em Deus.

Doutrinas — Confissão de 1689

A Santíssima Trindade: o único Deus subsiste em Pai, Filho e Espírito Santo, e a salvação é obra do Deus trino.Cap. 2 - De Deus e da Santíssima Trindade
Cristo, o Mediador: o Filho se fez carne, morreu, ressuscitou e intercede pelos seus, sendo o único mediador entre Deus e os homens.Cap. 8 - De Cristo, o Mediador
Fé salvadora: o pecador deve achegar-se a Deus por meio de Cristo, confiando em sua suficiência e graça.Cap. 14 - Da Fé Salvadora
Justificação em Cristo: Cristo é nossa justiça, e não há necessidade de complementar sua obra com justiça própria.Cap. 11 - Da Justificação
Santificação: Cristo é também nossa santificação, e o crescimento em santidade flui do conhecimento e comunhão com ele.Cap. 13 - Da Santificação
Perseverança dos santos: a união com Cristo garante que o verdadeiro crente não perderá os benefícios espirituais conquistados por ele.Cap. 17 - Da Perseverança dos Santos

Aplicação pessoal

  • Examine se sua visão de Cristo corresponde ao que as Escrituras revelam: ele recebe pecadores, é suficiente e se deleita em ter comunhão com seu povo.
  • Ore com confiança, lembrando que Cristo não está distante nem indiferente, mas tem prazer em ouvir seu povo.
  • Pare de procurar em si mesmo a justiça, a segurança e a santificação que só existem plenamente em Cristo.
  • Cultive comunhão diária com Cristo pela fé, preparando os olhos para a comunhão plena da glória.

Na família

  • Conversem em casa sobre quem Cristo é antes de tratar apenas de regras e comportamentos cristãos.
  • Ensinem os filhos que a obediência cristã nasce do conhecimento de Deus e da graça de Cristo, não de justiça própria.
  • Pratiquem oração familiar com confiança na mediação de Cristo, levando pecados, fraquezas e necessidades a ele.
  • Quando houver culpa ou pecado no lar, apontem uns aos outros para Cristo como Salvador suficiente.

Na igreja

  • Valorize a bênção apostólica e a adoração comunitária como expressão da comunhão com o Deus trino.
  • Reúna-se com expectativa reverente, crendo que Deus se faz presente quando seu povo se reúne em seu nome.
  • Aconselhe irmãos levando-os a Cristo, especialmente quando sua culpa ou incredulidade revela uma compreensão errada da graça dele.
  • Pregue e ensine Cristo como suficiente para salvação, santificação, segurança e esperança do povo de Deus.

Perguntas para estudo

  1. Segundo a aula, qual é a diferença entre união com Cristo e comunhão com Cristo?
  2. O que 2 Coríntios 13.14 ensina sobre a participação do Deus trino na vida da igreja?
  3. Por que a comunhão com o Filho é chamada de comunhão de graça?
  4. Como João 1.14-17 ajuda a entender que Cristo é cheio de graça e verdade?
  5. De que maneiras Hebreus 2.14 e Hebreus 7.25 mostram que Cristo é adequado e pleno para salvar?
  6. Em quais áreas da sua vida você tem procurado em si mesmo aquilo que deveria buscar em Cristo?

Versículo para memorizar

"Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção."

1 Coríntios 1.30

Textos paralelos

2 Coríntios 13.141 Coríntios 1.9Efésios 2.13-15João 1.14-17Hebreus 2.14Hebreus 7.251 Coríntios 1.30Apocalipse 3.20Cânticos 2.4-6Oséias 2.19-20

Próximo passo: Leia João 1.14-17 e Hebreus 7.25 em oração, anotando o que esses textos revelam sobre a suficiência de Cristo; depois, transforme essas verdades em pedidos e ações concretas de fé, arrependimento e comunhão com ele.