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A ira de Deus e a impiedade dos homens

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  • Conhecendo a Deus pela criação, os homens se recusaram a glorificá-lo — e por isso a justa ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade.
    • 1. A ira de Deus: real, justa e presente (v. 18)
      • Paulo anuncia que a ira de Deus se revela ativamente contra toda impiedade. Deus não é apenas o Deus do amor; ele é santo e justo, e sua ira contra o pecado é um atributo necessário da sua santidade. A pregação fiel do evangelho começa com essa realidade, não com promessas de bênção ou apelos sentimentais.
    • 2. A revelação geral: todos são indesculpáveis (vv. 19-20)
      • Deus se revelou a todos os homens por meio da criação — seu eterno poder e divindade são claramente perceptíveis nas coisas criadas. Por isso, mesmo os gentios que nunca tiveram acesso à Escritura são 'indesculpáveis'. A beleza, a ordem e a complexidade da criação constituem argumento irrefutável da existência do Criador.
    • 3. A raiz do pecado: recusa em glorificar a Deus (vv. 21-23)
      • O problema dos homens não é falta de conhecimento, mas rebeldia da vontade. Tendo o conhecimento de Deus, recusaram-se a glorificá-lo e a dar-lhe graças. Isso obscureceu o coração, tornou vão o pensamento e gerou idolatria — adoração às criaturas em lugar do Criador. A negação de Deus é moral, não intelectual.
    • 4. O julgamento de Deus: a entrega tríplice (vv. 24-28)
      • Três vezes Paulo afirma 'Deus os entregou': à impureza sexual (v. 24), a paixões infames incluindo relações entre pessoas do mesmo sexo (vv. 26-27), e a uma mente reprovável (v. 28). Essa entrega é o julgamento presente de Deus — deixar o homem colher os frutos amargos de sua rejeição ao Criador.
    • 5. O catálogo da degradação moral e a aprovação do mal (vv. 29-32)
      • Paulo lista a devastação moral que resulta do afastamento de Deus: injustiça, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, soberba, desobediência aos pais, falta de misericórdia. O ponto mais grave está no v. 32: esses homens não apenas praticam tais coisas, mas aprovam quem as pratica — sinal de uma consciência completamente cauterizada.