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Aula 01

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  • A criação revela a glória inesgotável de Deus, que é eterno, autoexistente e não depende de nada, moldando nossa adoração e transformação.
    • Introdução: O Propósito do Estudo da Criação
      • Não é focar em polêmicas modernas ou em uma abordagem puramente técnica, mas em ver a glória de Deus na criação para moldar nossa disposição para com Ele. O livro de Gênesis é histórico e apologético, estabelecendo padrões divinos.
    • Deus é Antes de Todas as Coisas
      • A frase 'No princípio criou Deus os céus e a terra' revela a eternidade de Deus (Salmo 90:2). Deus é autoexistente (Êxodo 3:14), não tem começo nem fim, e não depende de Suas criaturas ou de algo fora de Si mesmo para Sua felicidade e completude (Confissão de Fé Batista de 1689, Cap. 2; João 5:26; Neemias 9:6; Atos 17:24-25).
    • A Adoração Verdadeira Diante da Glória de Deus
      • Deus não é servido por mãos humanas como se precisasse de algo (Atos 17:25; Salmo 50:8-12). A glorificação de Deus acontece quando O invocamos na angústia e Ele nos livra (Salmo 50:15). Nossa transformação ocorre pela contemplação da glória do Senhor (2 Coríntios 3:18), que humilha e eleva o homem, revelando o amor gracioso de Deus.
  • Ouvir sermões eficazmente é uma responsabilidade bíblica do cristão, tão importante quanto a pregação em si.
    • I. O Problema da Audição de Sermões
      • Muitos reclamam da qualidade dos sermões e da falta de aproveitamento, atribuindo a culpa somente aos pregadores. Aponta-se para a falta de preparo de alguns pregadores e métodos impessoais.
    • II. A Grande Responsabilidade do Ouvinte
      • A Bíblia, através de Jesus (Mt 13:9, Ap 2-3) e outros textos (Mc 4:24, Lc 8:18), enfatiza a responsabilidade do ouvinte em prestar atenção, compreender e aplicar a Palavra. A parábola do semeador ilustra que o problema muitas vezes reside no 'solo' do ouvinte.
    • III. O Propósito da Pregação e da Audição
      • Deus fala por meio da pregação de Sua Palavra, e o Espírito Santo a usa para promover o crescimento espiritual e a edificação do corpo de Cristo (Ef 4:11-12).
    • IV. A Necessidade de Equilíbrio e Aplicação
      • A eficácia da pregação depende tanto de pregadores eficientes quanto de congregações que sabem escutar, compreender e implementar a verdade. A não aplicação da Palavra pregada torna o ouvinte como o homem insensato que edifica sobre a areia (Mt 7:26).
  • Os Salmos são a escola bíblica de oração dada pelo Espírito Santo para formar a devoção, a adoração e a vida do povo de Deus.
    • 1. Os Salmos como escola de oração da igreja
      • Durante quase dois mil anos, os Salmos moldaram a devoção cristã, ensinando os fiéis a responder ao Deus que se revela.
    • 2. A perda da centralidade dos Salmos
      • O abandono dos Salmos, especialmente sob influência de leituras críticas e liberalismo teológico, empobreceu a oração e a adoração da igreja.
    • 3. A oração bíblica é formada pela Escritura
      • A oração não deve ser mera espontaneidade sem direção; deve ser moldada pela sabedoria bíblica, com reverência, clareza doutrinária e temor de Deus.
    • 4. Os Salmos expressam toda a vida diante de Deus
      • Eles ensinam a orar em alegria, sofrimento, desapontamento, confissão, humilhação, esperança e pedidos de livramento.
    • 5. Os Salmos na Bíblia e na história da igreja
      • O Novo Testamento cita amplamente os Salmos; cristãos como Agostinho, Calvino e Lutero os usaram intensamente na pregação, meditação, culto e até no leito de morte.
    • 6. Os Salmos como caminho de meditação cristã
      • A meditação cristã não é voltar-se para dentro de si, mas voltar-se para Deus e sua Palavra, recebendo dele sabedoria, consolo e riqueza espiritual.