Transcricao do sermao
[00:00:00] Boa noite oficialmente a todos. Que a graça de Deus seja com todos vocês. Como Freitas falou, hoje a gente tem um tema quente para esquentar uma noite fria. Nós temos feito aqui aos sábados o estudo de seitas e heresias.
[00:00:24] E talvez esse seja o tema de hoje, sobre o marxismo, uma que você tenha estranhado estar nessa sequência de seitas heresias, porque, numa primeira olhada, nós não estamos falando propriamente de uma religião, mas de uma filosofia, de um aspecto econômico, de um aspecto sociopolítico.
[00:00:46] E é isso que eu quero abordar com vocês hoje, que a gente pense muito, uma conversa aqui entre a gente, primeiro para a gente averiguar se nós estamos falando de fato de uma religião ou somente de mais uma proposta político-econômica social.
[00:01:00] Mas antes eu queria orar pedindo que Deus nos oriente em tudo o que faremos aqui. Senhor, mais uma vez te louvamos pelo privilégio de estarmos reunidos e pedimos agora que o Senhor nos oriente por meio da sua palavra, que a gente não se perca em elucubrações humanas, mas que em tudo aprendamos e retenhamos somente aquilo que procede de Cristo Jesus.
[00:01:23] Amém. Alguém aqui já foi da guerrilha comunista aqui no passado? Os mais velhos aí já pegarem armas? Bem comum, não é? acho que foi o não sei se foi o Pondé que falou que é uma loucura que um adolescente não seja de esquerda e é uma loucura que um adulto continue a ser depois de deixar a adolescência alguma coisa desse tipo mas parece que é um terreno comum em que todo mundo vai passar em algum momento
[00:02:14] por ele, vai se encantar com ele com as ideias marxistas. E eu quero trabalhar um pouco com vocês, porque, como eu disse, pode estranhar para a gente pensar nisso como uma heresia, mas eu quero trabalhar e vou defender a tese de que o marxismo é mais do que simplesmente uma proposta filosófica, econômica, mas é, de fato, uma religião.
[00:02:37] E não só é uma religião, mas como é a religião que mais tem roubado pessoas da igreja cristã. Então a gente pode falar sobre o catolicismo, a gente fica escandalizado. Nossa, olha lá, um cristão se perdeu no caminho do catolicismo.
[00:02:56] A gente sabe de um caso que acontece lá no Paraná. Pipoca, dois, três casos por ano, de algum teólogo reformado, evangélico, que vira católico. A gente fica escandalizado. Mas quantos, principalmente jovens e adolescentes, têm saído da igreja por conta do encanto, do canto da sereia comunista, do canto da sereia do marxismo.
[00:03:23] Sem dúvida, não resta nenhuma dúvida para mim de que a religião que mais tem roubado pessoas do seio da igreja é o marxismo. E quando eu digo pessoas, estou me referindo principalmente a adolescentes e jovens. Dificilmente você vai ver alguém já maduro, e trilhar esses caminhos.
[00:03:44] Mas o jovem adolescente está absolutamente suscetível a isso. E a gente vai trabalhar o porquê que o jovem adolescente está suscetível a isso. Então, esse é um chamado, primeiro, de conscientização para nós. Um chamado de respostas, porque muitas vezes a gente sabe que está errado, mas não sabe responder biblicamente.
[00:04:05] A gente responde economicamente. No sentido, a gente responde assim, mas nunca deu certo. Alguém vai dizer assim, mas o marxismo, o comunismo nunca deu certo. Me provam um país em que deu certo. Ok, mas será que é esse o ponto?
[00:04:18] E se desse certo? Seria uma opção válida? Às vezes a gente se perde em discutir os termos nos termos que são propostos por eles. Mas o termo que a gente discute é completamente outro. Então isso é, primeiro, uma forma de equipar a igreja em conscientização e em respostas bíblicas para isso.
[00:04:38] Mas, com certeza, deve servir aqui como proteção às famílias que têm crianças, adolescentes e jovens no seu seio. Acho que praticamente todo mundo aqui, de alguma forma, tem relação com crianças, jovens e adolescentes. Ou são pais, ou estão gestantes.
[00:05:04] Já são pais, mas gestando. Tem avós. Aqui o Agnaldo representando o time dos avós. Tem tios. Enfim, tem pais de adolescentes. Pais de crianças que estão chegando lá e vão passar por essa fase terrível de grande perseguição.
[00:05:27] Então, irmãos, é um tema urgente para a gente trabalhar. E que a gente não pode menosprezar, porque as escolas, a televisão, o mundo não menosprezam esse assunto. E a igreja menosprezam. A igreja não fala sobre esse assunto.
[00:05:45] E aí a gente está completamente derrotado nessa guerra cultural que a gente tem batalhado, que tem travado. O texto básico que eu quero usar é o texto de Colossenses 2.8, que diz assim, cuidado que ninguém venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas conforme a tradição dos homens conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo cuidado, tomem cuidado para que ninguém venha enredar vocês, que ninguém venha
[00:06:17] prender vocês com sua filosofia com vãs sutilezas conforme a tradição dos homens e não segundo Cristo. A minha tese aqui é mostrar para vocês como o marxismo é uma filosofia segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.
[00:06:39] Por isso, nós devemos tomar cuidado para que mais essa filosofia pare de enredar pessoas do nosso sei, como tem feito durante todos esses últimos anos. Essa imagem aí, quem sabe quem são? Isso aí, falaram os três já. Marx, à esquerda, o Papai Noel ali.
[00:07:04] No centro, Engels, que foi parceiro de Marx nos escritos. E à direita, esse rapaz bonzinho, chamado Lenin, que operacionou, colocou em prática aquilo que os dois primeiros escreveram. Então, Marx escreveu muito. Marx escreveu muitas obras, muitas obras, juntamente com Engels.
[00:07:36] É difícil você encontrar alguém que tenha domínio de todas as obras de Marx, porque, de fato, ele escreveu muito. E ele, como alguém que reage, que dialoga no ambiente filosófico, ele tem suas muitas qualidades como intérprete.
[00:07:58] É um bom intérprete no sentido que ele chegou a locais corretos. Mas é alguém que as suas obras, de fato, impactaram o mundo e continuam impactando. Se ele fosse alguém fraco no que dizia, no que escrevia, não teria impactado como impactou.
[00:08:16] E, de fato, é difícil compreender e colocar em poucos minutos o que é o marxismo, do que se trata o marxismo. escolher alguma linha a tratar aqui. Obviamente que as obras mais famosas, o Capital, o Manifesto Comunista, são as principais obras dele e que foram, de fato, esse material embrionário para tudo aquilo que veio a ser o marxismo.
[00:08:48] Então a gente começa dessa primeira pergunta. O que é o marxismo? Marxismo, então, é uma ideologia? Marxismo é uma teoria econômica? Marxismo é uma teologia política. Marxismo é uma análise sociológica. Marxismo é uma religião.
[00:09:07] Como eu disse, Marx escreveu muito e escreveu sobre praticamente todos esses temas. Por isso, alguns vão dizer que Marxismo é uma colcha de retalhos. Ela é a união de vários desses mundos que vão formando esse corpo doutrinário chamado Marxismo.
[00:09:24] Vocês podem ler comigo? Então, existem várias definições possíveis, mas, de forma geral, é o conjunto das concepções teorizadas por Karl Marx e Friedrich Engels, posteriormente adaptadas em cada país que adotou suas ideias.
[00:09:39] É um sistema ideológico que busca a igualdade social com base em princípios econômicos, método de análise econômica baseada na luta de classes e no conflito social. Teoria filosófica, política e econômica, fundada na crítica ao capitalismo e na exaltação da vida social em igualdade plena.
[00:10:01] Analiticamente, é o fruto da conjugação. Veja, olha as coisas que ele une. O materialismo filosófico, a gente vai falar um pouco sobre isso, a dialética hegeliana, o socialismo utópico francês e o direito econômico inglês.
[00:10:16] Então, Marx une várias áreas do conhecimento para fundamentar a sua crítica ao status quo da sociedade e propor, então, aquilo que ele propõe, que ficou conhecido como o marxismo. Bom, para a gente conseguir, pelo menos, desenhar a espinha dorsal do que é o marxismo, eu quero aqui trabalhar de forma prática e rápida, numa sequência, como é a forma de Marx enxergar o mundo, como ele enxerga o mundo,
[00:10:48] qual é a crítica que ele faz para a sua sociedade e o que ele propõe para a melhoria social. A gente precisa começar do materialismo dialético, essa palavrinha que a gente viu lá. Irmãos, materialismo quer dizer o entendimento de que não há qualquer ser sobrenatural, de que o mundo é o mundo em si, ele não possui nada de transcendente, nada de sobrenatural.
[00:11:17] As pessoas materialistas são materialistas porque tudo para elas é material. Só o material, só aquilo que está aqui no nosso plano é o que existe. Não existe nenhum ser superior, um ser governante, um ser que está regendo a nossa vida, a nossa sociedade.
[00:11:34] Então, para Marx, e isso é fundamento, isso é o axioma, é o pressuposto de tudo aquilo que ele vai trabalhar, ele é um materialista. Marx desconsidera completamente a existência de Deus, qualquer força sobrenatural e transcendente.
[00:11:50] Mais do que isso. Porque, até então, quando os filósofos iam falar do mundo, mesmo aqueles que não queriam falar em Deus, em um criador, comparavam o mundo com uma grande máquina. Uma grande máquina em funcionamento. Mas, quando Marx vai trabalhar essa ideia, ele abandona essa ideia de máquina.
[00:12:13] Você lembra que o próprio Aristóteles sobre a questão daquele primeiro motor que impulsiona o mundo. Mas Marx, quando vai trabalhar sobre a questão do que é o mundo, ele não quer comparar o mundo com uma máquina. Segundo ele, uma máquina pressupõe um engenheiro.
[00:12:33] Assim como um relógio. Se você chega em um lugar e acha um relógio, você vai pressupor que houve alguém que construiu aquele relógio. Alguém que colocou cada pecinha no seu devido lugar. Então Marx quer fugir da ideia de enxergarmos o mundo como uma máquina, porque isso leva as pessoas a pensar que se é uma máquina, alguém projetou essa máquina.
[00:12:54] Então Marx foge disso e vai dizer que, na verdade, o universo é uma natureza dinâmica e não estática. Nós vivemos num conjunto de matéria que está em constante transformação, em constante adaptação, e que ela por si mesma existe.
[00:13:12] Ela é autocriada. o universo tornou-se, então, uma máquina auto-originada, auto-operante, que foi criada por alguém, movendo-se de modo anônimo, desculpa, autônomo, em que a própria natureza, a própria criação, não, a própria natureza, o próprio mundo, ele se autogoverna e as coisas vão transicionando de acordo com a própria natureza.
[00:13:43] parece muito filosófico, mas, em outras palavras, é o evolucionismo. Ponto. É uma forma de lidar com o evolucionismo. Não existe Deus, não existe um governante. Simplesmente as coisas se combinaram, os elementos químicos, físicos, a poeira cósmica lá se combinou de alguma forma, que passaram por várias transformações em tempos de bilhões e bilhões de anos, de forma que as coisas chegaram onde chegaram,
[00:14:12] da forma como estão. A natureza se transformou. Por isso é dialético, porque ela está em constante diálogo, em constante transformação. Mas é materialista. Não existe nenhuma força coordenando aquilo que a gente vive. Então, quando Marcos vai lidar com o mundo, ele lida com um mundo que é autocriado.
[00:14:37] E pensando nesse mundo autocriado, quando ele vai falar sobre o ser humano, ele vai pensar de como o ser humano chegou até onde estava enquanto Marx escrevia. Ele vai, então, entender que as sociedades, cada sociedade se desenvolveram de forma a produzir o próprio sustento.
[00:15:05] grupo social, cada grupo étnico, desenvolveu suas ferramentas de caça, suas ferramentas de corte, suas ferramentas de sobrevivência. E cada pequeno grupo social produzia aquilo que era necessário para a sua própria sobrevivência.
[00:15:22] A gente estudou isso. Os índios, os grupos étnicos, cada grupo produzia lá seu machadinho, seu arquiflecha, produzia seu moinho, tinha lá os seus animais. tendo domínio dessas ferramentas, produzia aquilo que ela precisava para o seu sustento e para a sua manutenção.
[00:15:42] E com aquilo que sobrava, eles trocavam, faziam os escambos de grupos entre grupos. Então, segundo Marx, esse é um estágio chamado de um estado de comunismo primitivo. Era como se houvesse um comunismo primitivo, em que lá no passado, ninguém era dono de nada, tudo era de todo mundo.
[00:16:05] A própria comunidade e sociedade tinha suas ferramentas, eles produziam aquilo que era necessário, e todo mundo vivia de forma igual. E aquilo que sobrava era trocado, e assim foi. Até que... Deixa eu ler uma frase aqui.
[00:16:22] Antes disso, essa frase de Lenin. Ele vai dizer... Podemos considerar o mundo material e cósmico como ser supremo, a causa de todas as coisas, o Criador do céu e da terra. A própria natureza, o próprio mundo é Deus. Veja, o próprio mundo material é o ser supremo.
[00:16:44] Não existe um ser supremo acima do mundo. Não, o mundo é o ser supremo e ele se autogoverna. Esse é o ponto do materialismo, esse materialismo dialético. Então, voltando à questão dessas sociedades que desenvolveram suas ferramentas para sustento pessoal.
[00:16:58] O que acontece é que, em algum momento, surge o que chamamos de propriedade privada. É como se, de repente, ao decorrer dessa dinâmica, alguém tomasse para si o machado, o arco e flecha, o martelo, e aí toda a comunidade não tivesse mais como caçar, não tivesse mais como produzir os alimentos, uma pessoa que era detentora dos meios de produção.
[00:17:35] Ela agora era detentora daquilo que é necessário para a produção. De forma que se outra pessoa quisesse de alguma forma ter peixe ou caçar, ou o que quer que seja, ela precisava de alguma forma usar as minhas ferramentas.
[00:17:52] Trabalhar para mim, caçar para mim, plantar para mim. E aí, de acordo com aquilo que eu recebo, eu te dou uma parte. Houve uma divisão social. Já não era mais tudo de todo mundo. Agora existe a burguesia e o proletariado.
[00:18:10] Isso já na linguagem industrial. Ou seja, ou você é burguês, ou você é detentor dos meios de produção, ou você tem as ferramentas e a propriedade e a terra como sua propriedade, ou você é do proletariado, Aquele que trabalha para alguém que é dono da propriedade privada e assim você tem o seu sustento.
[00:18:35] Então, quando Marx olha para a sua sociedade, olha para o mundo, ele olha o mundo em duas categorias. De forma que a economia, o mundo econômico, determina quem cada pessoa é dentro dessa criação, desse mundo. Ou você é burguês, ou você é do proletariado.
[00:18:54] Ou você é dono de propriedade, em todos os meios de produção, ou você é peão, ou você é do proletariado. E ele vai dizer, então, que em breve haverá uma revolução. Em breve, esse grupo de proletariado vai se revoltar e vai tomar as posses dos burgueses, vai tomar esses meios de produção para que os burgueses já não determinem mais quem pode ou não pode ser dono de propriedade.
[00:19:29] Ou seja, o que vem na sequência... Acho que eu ponho uma frase. A doutrina comunista de Marx foi construída no pilar da insatisfação com o mundo de sua época. Ele observou a condição social da população e entendeu que não havia justiça.
[00:19:44] Os industriais não eram bondosos para completariado. Pelo contrário, exploravam-nos intensa e abertamente. inundavam a consciência de Marx e o confronto entre ambas com a vida concreta levou a desenvolver sua teorização com o objetivo final explícito de distinguir a dissonância entre o ideal e o real.
[00:20:07] Ou seja, quando ele olha para aquela sociedade em que você tem patrões, você tem burgueses, explorando o proletariado, Marx vê isso como injustiça, como algo que está desencaixado e ele propõe, então, para reajustar esse padrão de justiça.
[00:20:27] Então ele prevê uma iminente revolução do proletariado. A gente chega, então, na revolução. A ideia de Marx é que o proletariado unido tomaria posse dos meios de produção a fim de que essa opressão dos burgueses se encerrasse e a propriedade privada fosse destruída a fim de que tudo fosse de todos.
[00:20:48] Como se a gente voltasse para aquele estágio inicial em que a ferramenta é de todo mundo, a terra é de todo mundo, maquinária de todo mundo. Tudo que se produzir vai dividir igual entre todo mundo e todo mundo vai ficar feliz.
[00:21:01] Ele entendia que a união dos trabalhadores de fábrica urbanos fariam com que houvesse uma revolta e uma revolução contra os seus opressores capitalistas. E ele vai dizer que isso seria feito usando todos os meios necessários para atingir esse objetivo, em especial a violência.
[00:21:25] Então ele defende que essa revolução, essa tomada do poder, essa tomada dos meios de produção, aconteceria usando todos os meios necessários, inclusive a violência, inclusive a morte, inclusive a morte de qualquer pessoa que se opusesse à revolução.
[00:21:44] Inclusive há uma frase de Lenin que diz assim, moral é tudo aquilo que colabora para a revolução. quer saber se uma coisa é certa ou não? Essa coisa colabora para a revolução de alguma forma? Pode fazer. Posso matar alguém?
[00:22:00] Colabora para a revolução? Colabora. Vai fundo. Posso torturar alguém? Essa tortura colabora para a revolução? Colabora. Então vai fundo. Ou seja, moral é tudo aquilo que colabora para a revolução. A ideia é a revolução.
[00:22:14] Pela revolução, nós vamos então mudar essa estrutura social que a gente vive. que se chegue ao comunismo. As pessoas muitas vezes usam socialismo e comunismo de forma intercambiável, mas, grosso modo, o socialismo era um estágio inicial até chegar no comunismo.
[00:22:38] Então, como essa revolução é algo progressivo que precisa acontecer no mundo inteiro, a gente viveria primeiro um estágio socialista para que, superada essa primeira fase socialista, fosse comunista, mas então o objetivo final era o comunismo.
[00:22:56] O objetivo final era uma sociedade em que tudo fosse de todos e tudo aquilo que é produzido é dividido entre todos. Não há mais ricos, não há mais pobres, não há burgueses, não há proletariado. Todos nós temos aquilo que é necessário para o nosso meio e para o nosso sustento.
[00:23:13] Bonito, não é? Bonito o objetivo. Mas o ponto é, a teorização, aquilo que Marx usa para o seu pressuposto. É um pressuposto válido ou não? Alguém vai dizer, mas isso não funciona. De novo, o meu ponto não é se funciona ou não.
[00:23:31] A gente sabe que não funciona. A gente sabe que é uma utopia inalcançável. Mas o ponto é, e se funcionasse? Seria um caminho válido para nós? Seria um caminho válido para nós cristãos? Mas o tema de hoje não é econômico.
[00:23:47] O tema de hoje não é político, social. O tema de hoje é religioso. Minha próxima pergunta é a seguinte. O que é uma religião? O que define algo como religião? Bom, se você jogar em qualquer dicionário, você vai ver que religião pressupõe a fé em um ser supremo.
[00:24:14] Pressupõe isso. E a gente viu que, para Marx, isso não há. De fato, não há. Marx desconsidera qualquer poder supremo acima da matéria. Mas, por outro lado, ele coloca a matéria como o próprio ser supremo. Então, a gente pode discutir se, de fato, Marx apenas dizia não querer um ser supremo, mas, na prática, ao colocar o mundo como um ser que se autorrege, se autogoverna, se não seria o próprio mundo, esse ser supremo, a reger todas as coisas.
[00:24:47] Mas, de forma geral, eu quero trabalhar com o conceito de religião não segundo o dicionário, mas segundo a própria revelação bíblica. Como que a Bíblia se revela a nós? A gente já falou isso muitas vezes aqui, sobre a forma como a Bíblia é desenvolvida.
[00:25:02] Vocês já ouviram falar em teologia bíblica? Teologia bíblica é aquilo que nós chamamos da história da revelação. Sobre o que é a Bíblia? Se alguém te perguntar sobre o que é a Bíblia, sobre o que fala a Bíblia, a Bíblia fala de muitas coisas, mas ela tem uma espinha dorsal, ela tem uma história única, ela tem uma linha em que, de alguma forma, cada história, cada episódio, cada personagem está ajudando a construir essa grande história.
[00:25:30] E essa grande história pode ser dividida nesses quatro episódios. Criação, queda, consumação e redenção. Então, o que é a Bíblia? A Bíblia é a mensagem de que Deus criou todas as coisas. Deus autoexistente, Deus sempre eterno, não há começo nem fim, completo nele mesmo, nas três pessoas da trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, com um pacto entre as pessoas da trindade, então, decidem por criar.
[00:26:08] Decidem por criar o mundo e nós temos, então, a criação do mundo. todas as coisas são feitas por Cristo, por meio dele, e sem ele nada do que há se fez. A Bíblia começa nos contando sobre a criação. Mas três capítulos depois, nós já temos a queda.
[00:26:25] Porque Deus cria um mundo perfeito, mas logo no capítulo 2, o pecado entra logo nos primeiros episódios. E nós temos, então, a queda. A queda que é quebrar a ordem de Deus. A queda é chamada, teologicamente, de pecado. O pecado é a queda.
[00:26:51] E aí nós temos, então, toda a revelação nos mostrando os efeitos dessa queda. O que a queda causou? Bom, se você fica escandalizado com histórias trágicas, a Bíblia provavelmente não é um bom livro para você ler. Às vezes, eu vi até um texto do...
[00:27:10] Acho que foi o Nelson que mostrou. do Tiago Cavaco, dizendo que a vantagem de crianças que crescem lendo a Bíblia é que nada além da Bíblia vai escandalizá-las tanto quanto a própria Bíblia. Assassinos, limpezas étnicas, casamentos completamente desajustados, tudo logo em Gênesis.
[00:27:33] Tudo isso em Gênesis. Coisas terríveis, pecados terríveis, torturas, Sacres. Logo em Gênesis. Se você conseguir chegar em Juízes, tira as crianças da sala. Porque a coisa é terrível. Mas o que é isso, senão os efeitos da queda?
[00:27:54] São os efeitos do pecado. A Bíblia está nos revelando o que é o pecado. O que o pecado fez com essa criação bela e perfeita que Deus criou. Mas, para essa queda, para esse pecado... Nossa, eu inverti a ordem. Inverti a ordem.
[00:28:12] Aqui é a redenção, o terceiro é a redenção. Para a queda, nós temos a redenção. Nós temos a solução para essa queda. E qual que é a redenção? Cristo Jesus. Cristo Jesus que vem do próprio Deus, Deus de Deus, luz de luz, e morre no lugar de pecadores.
[00:28:36] Morre no lugar de pecadores para salvar o seu povo. Ou seja, Jesus é a redenção para o pecado. Jesus é a resposta para o pecado. De forma que, então, esse povo, que é redimido por Cristo Jesus, que é salvo por Cristo Jesus, eles, então, chegam à consumação.
[00:28:51] O que é a consumação? É a glória. É o céu, é a Jerusalém celestial. É o Monte Sião, que nós estudaremos amanhã de manhã em Hebreus capítulo 12. É Sião, Jerusalém celestial, a casa de Deus, em que toda essa criação que foi imaculada pelo pecado será refeita.
[00:29:08] E nós viveremos em novos céus e em nova terra. Essa é a revelação de Deus. Irmãos, se a gente colocar nessa perspectiva, o marxismo é uma religião. Porque ele tem as mesmas respostas que nós temos para cada um desses episódios.
[00:29:30] A ordem vai estar inversa, mas eu explico quando chegar lá. Então, enquanto nós olhamos criação, o marxismo vai ver como materialismo. Como o mundo foi formado? Ele é autoformado. Ele tem uma resposta para a criação. Ele vai se usar da evolução, ele vai usar de todo o arcabouço proposto pelo evolucionismo, de que não há Deus, não há um ser supremo.
[00:29:56] O mundo é autocriado, autoformado, é a criação. Qual é a queda? Onde começou a dar problema nessa criação? propriedade privada. Quando começou a propriedade privada, quando alguém resolveu tomar conta dos meios de produção, aqui está o problema para Marx.
[00:30:15] Quando Marx olha para o mundo, qual é o problema do mundo? A propriedade privada. O cristão olha para o mundo e vai dizer qual é o problema do mundo? Qual é o problema do mundo? Pecado. É a queda. Quando a gente olha para o mundo, você olha para as guerras, para os conflitos, para a pobreza.
[00:30:35] Qual é o problema do mundo? o pecado. Agir contra a vontade de Deus. O Marx nunca vai dizer que é o pecado. Aliás, Marx nunca vai colocar que a culpa é do ser humano. Ele vai dizer que a culpa da propriedade provada não é do ser humano, mas é da estrutura econômica.
[00:30:54] Não me pergunte quem que formou a estrutura econômica, se não o próprio ser humano. Mas o homem é essencialmente bom. Não há nada de mal no homem, não há um pecado moral, a ser justificado. Há uma questão de estrutura que nós precisamos corrigir.
[00:31:11] E a queda, então, para Marx, é a propriedade privada. Qual é a redenção, que seria o terceiro capítulo? Onde está a solução para o nosso problema? A solução para a queda? É Jesus? Não. A solução para a queda é a revolução.
[00:31:28] Certo? Enquanto para a gente, cristão, a partir da Bíblia, qual é a solução para os problemas do mundo? Jesus Cristo. só Jesus pode restaurar esse mundo só Jesus pode acabar com as injustiças só Jesus pode acabar com a pobreza só Jesus pode acabar com os desajustes sociais mas Marx quando olha para os problemas sociais, econômicos, estruturais ele vai dizer a solução é a revolução e qual que é a consumação para Marx?
[00:31:58] é o céu? é a nova Jerusalém? é a glória? não, é o estado comunista chegamos no céu chegamos na plenitude de que seria um Estado comunista. Então vocês percebem comigo de que, para cada um dos capítulos da revelação bíblica, o marxismo tem as suas respostas.
[00:32:18] Por isso, ele se acomoda perfeitamente naquilo que a gente pode chamar de uma religião. Porque é mais do que simplesmente uma proposta econômica, filosófica. Eles estão substituindo cada uma das respostas bíblicas de criação, queda, redenção e consumação, por outras explicações.
[00:32:36] O que torna isso não só uma religião, mas uma heresia. E por isso é encaixada aqui na nossa sequência de estudos. É interessante porque quando Marx vai falar sobre o dia da revolução, ele usa um termo litúrgico chamado dies irae, o dia da ira.
[00:32:53] Um termo até religioso. Quando o dia da ira chegar, ele vai escrever. O dia da ira. Parece as profecias bíblicas Ele vai dizer o dia da ira. O dia da ira é o dia da revolução. Então, a proposta de Marx é uma proposta escatológica.
[00:33:14] É uma proposta de, olha, nós temos um problema. Esse problema é a burguesia. Esse problema é a detenção dos meios de produção. A resposta é a revolução. Para que a gente chegue, então, no nosso céu. E o nosso céu é o comunismo.
[00:33:27] E a minha proposta de dizer que isso é uma religião não é algo meu, mas que ao meu lado existem vários filósofos, teólogos, economistas e eu quero trazer algumas frases aqui. Ali em cima vai estar o nome de cada um. O marxismo é nada menos que um programa para criar uma nova humanidade e um novo mundo, nos quais todos os conflitos atuais serão resolvidos.
[00:33:51] Semelhante ao cristianismo, o pensamento de Marx é mais que teoria, é para muitos uma fé secular, uma visão de salvação social. muitos estudiosos de Marx dão evidência de que Marx não obstante seus pronunciamentos contra as religiões criou uma religião ou uma religiosidade substitutiva marcada por todas as características essenciais de uma fé você lembra, a frase de Marx é que a religião é o ópio do povo
[00:34:18] ele está dizendo vocês usam da religião para não ter que enfrentar os problemas das injustiças sociais a gente poderia dizer para Marx você rejeita a religião evitar pensar que você vai enfrentar a própria justiça de Deus.
[00:34:37] O marxismo tem tudo o que necessita para se qualificar como uma religião. Esse Máximo Gork foi um marxista também, seguidor de Marx, e ele dizia que o marxismo deve ser reconhecido como a mais religião de todas as religiões.
[00:34:58] O que Marx declarou ser descoberta científica. Era, ao contrário, do princípio ao fim, uma fé escatológica. Irmãos, não se percam com roupagens que isso nos venha. A proposta marxista, o entendimento, a visão de mundo, a cosmovisão marxista é uma cosmovisão religiosa que quer trazer para a gente uma salvação que não vem por meio de Cristo, mas vem por meio da revolução.
[00:35:30] Qual é o perigo? Aliás, por que o marxismo é tão encantador? Por que ele tem esse canto da sereia que leva tanta gente, que encanta tanta gente? Como é que eles fazem isso? De fato, quando a gente lida com as injustiças, quando eu falo aqui das injustiças, das opressões, pessoas muito ricas explorando pessoas muito pobres, que dentro da gente já vai gerando uma angústia.
[00:36:01] Uma angústia. E talvez uma vontade de vingança, de guerra, de batalha. E quando isso é proposto para um adolescente, para um jovem, que quer mudar o mundo, mas, como dizem seus pais, nem arrumam o seu próprio quarto, isso parece ainda mais sedutor.
[00:36:22] Mas, veja, quando eu trabalho nessas quatro propostas, do encadeamento do marxismo, há uma contradição em si mesma, que alguns chamam da mágica marxista. Porque a proposta marxista é em si mesma contraditória. Ela é em si mesma contraditória.
[00:36:41] Mas eles chamam que há uma mágica marxista. E eu vou explicar isso para vocês. Ficou ruim de ler. Eu quis colocar numa cor comunista aí. Veja, essas duas primeiras ideias. Primeiro, materialismo dialético. e eu coloquei como pressão para lembrar que Marx olha a propriedade privada como algo ruim, como algo injusto, são coisas que se autoconflitam, que não fazem sentido uma com a outra.
[00:37:09] Eu vou explicar para vocês. O materialismo dialético quer dizer o quê? Não existe Deus, não existe um ser supremo, não existe ninguém governando a gente, o mundo é o que é porque o mundo é assim e se chegou até aqui, não existe certo e errado.
[00:37:25] As coisas simplesmente se desenvolveram para ser do jeito que são. Nós não passamos de nada além de uma poeira cósmica, de junção de elétrons e energia. O Nelson, que é engenheiro, sabe falar melhor que eu. Essa junção físico-química que acontece, biológica, que deu um choquezinho lá e você está aqui hoje.
[00:37:48] Mas veja, não tem qualquer valor moral na tua vida, nem na minha vida. Logo, não há certo e errado. eu não presto conta pra ninguém. Não tem um ser supremo. Se eu mato uma barata, não é certo nem errado. Eu só esmaguei células ali.
[00:38:05] Que vão se degradar e vão se tornar outra coisa. Agora, qual que é a diferença de eu esmagar uma barata e esmagar você? Nenhuma. Nenhuma. Por quê? Nós não prestamos conta da ninguém. O que é certo? O que é errado? Veja, se não há Deus, se Deus não existe, Logo, o padrão de justiça não existe.
[00:38:25] Por que é certo eu matar alguém? Por que é errado eu violentar sexualmente alguém? Por que é errado? Oi? Exato. A gente vive a lei da natureza. A gente vive como viviam os animais. E mesmo os animais, existe uma ética inscrita no seu próprio instinto.
[00:38:47] Mas veja, em nós existe necessariamente um conceito de certo e errado. E não só em nós, no próprio Marx. Porque Marx, quando chega nesse segundo ponto, ele olha para a sociedade e diz, injustiça, errado isso aí. Não pode.
[00:39:08] Os proprietários, os burgueses, não podem explorar os trabalhadores. Há uma injustiça. O ponto é, de onde Marx tira o seu padrão de justiça? Ele está vendo uma situação e está julgando aquilo como injusto. Por que é injusto?
[00:39:23] Se não há um padrão, se não há um Deus, se não há ninguém a prestar contas, lei do mais forte, não é isso? Se eu precisar explorar alguém, fazer alguém escravo, bater nele, que diferença faz? Não tem certo e errado. Mas veja, quando ele é apresentado para incultos, é apresentado omitindo essas questões.
[00:39:45] Então, para alguém que tem um senso de justiça mais elevado, ele vai dizer que isso vai trazer melhoria, justiça social, isso vai trazer bem-estar social. Para alguém mais intelectualizado, ele vai dizer que se a gente caminhar por essa revolução, os mecanismos econômicos se ajustarão de forma mais adequada.
[00:40:11] Eles usam essas duas medidas de materialismo e de padrão de justiça, que são antagônicas nelas, mas a mágica marxista, como alguns chamam, é que eles sempre apresentam só uma das mãos de cada vez. Nunca apresentam as duas mãos juntas, dizendo que não existe padrão de certo e errado porque Deus não existe.
[00:40:32] O mundo está errado. Se eles apresentassem as duas mãos, todos veriam que há algo inconsistente aqui. Por isso, a mágica marxista é sempre te levar de forma ambígua. E você pode ver isso nas campanhas políticas do próximo marxista que for se candidatar.
[00:40:49] Ele vai negar completamente a existência de Deus, a não ser que ele precise ganhar votos de católicos evangélicos e vá na missa comer a hoste. Mas, no geral, eles negam a existência de Deus, negam a existência de um padrão de certo e errado.
[00:41:04] Eles vão dizer que não é padrão, é cultural, a cultura que determina o que é certo e errado. mesmo tempo, eles dizem nós vamos lutar por mais justiça. Nós vamos lutar por fraternidade. Nós vamos lutar para que as pessoas...
[00:41:19] Vejam lá os discursos do Boulos. Até arrepia. Nós vamos lutar pelos mais pobres. Pelo fim da pobreza. Pelo fim das injustiças. Ora, por quê? Parece que ele faz uso de padrões morais universais, como justiça, bem social, mas na sua teorização ele acabou de negar que essas coisas existem. Mas, de novo, a mágica marxista é essa.
[00:41:47] Apresenta uma mão, recolhe para apresentar outra. O mesmo sujeito que, de repente, fala que não existe Deus, não existe certo e errado, no próximo minuto ele está dizendo por isso vote em mim se você quer mais justiça. Qual o padrão de justiça?
[00:42:01] Que justiça? Se não há ninguém que é justo. Se não há um padrão do que é justo. E por isso é uma filosofia, é uma religião que, de fato, atrai muita gente. Por isso que quando a gente é colocado nesses termos, alguém pergunta para você, mas não é um absurdo essa relação de opressão de classes?
[00:42:25] Você não considera um absurdo essa luta de classes de opressores e oprimidos? Veja, quando a pessoa te pergunta e te coloca nessas situações, você fica sem resposta. Os termos da pergunta já estão feitos de forma errada.
[00:42:40] Veja, a pessoa já te pergunta, já te coloca num problema que a própria formulação da pergunta já está errada. Mas quem diz que, necessariamente, nós vivemos numa sociedade de luta de classes? É como se eu dissesse sim para você.
[00:42:56] Will, você só pode me responder sim ou não. Não existe outra resposta. Sim ou não, ok? Você já parou de bater na sua mãe? Tem resposta? Quer dizer, se ele falar sim, então você estava batendo nela. Se ele falar não, piorou.
[00:43:20] Se ele disser, eu prefiro não responder, está vendo? Tem culpa. Não quer responder? Tem culpa. Está vendo? Veja, é assim que são nos propostos as questões. Você como cristão, que a igreja deve se engajar para resolver os problemas de disputa de classe.
[00:43:42] Sim ou não? Nem sim, nem não. Ah, está vendo aí? Tem culpa. Por quê? Porque a pergunta está errada. A pergunta já está parecida de resposta errada. Você já parou de bater na sua mãe? Eu nunca comecei. Eu nem comecei a bater na minha mãe. Como assim?
[00:44:00] Como assim se eu já parei? Mas veja, quando jovens e adolescentes são colocados contra a parede nas escolas por professores diariamente, sendo expostos a essa ideologia diariamente, eles vão aceitar como pressuposto. Eles vão aceitar como padrão.
[00:44:16] E eu passei por isso. E talvez aqui todo mundo passou por uma fase em que se deslumbrou com essas ideias. Enxergou isso como, de fato, uma resposta para a gente. Como uma resposta possível para a gente. Mas, quando a gente cresce, tem uma decepção.
[00:44:32] E veja, essa decepção não foi só nossa. Que bom que houve essa decepção. Mas essa decepção foi dos próprios marxistas. Eles se decepcionaram. Sabe por quê? Porque algo deu errado no plano. E o que deu errado no plano foi a própria revolução.
[00:44:46] A revolução não aconteceu. O proletariado não se uniu. Marx morreu. E, enquanto vive, ele dizia que está iminente, está no ponto. Daqui a pouco, o proletariado vai se unir, e a burguesia, está perto, está perto, está perto.
[00:45:05] E aí passou, passou, passou. E não aconteceu, não se uniram. Inclusive, alguns vão dizer que o grande ponto de decepção dos marxistas foi na Primeira Guerra Mundial. Porque na Primeira Guerra Mundial, quem estava se matando na batalha ali, morrendo nos campos?
[00:45:26] Eram os burgueses que estavam ali? Eram os ricos? Um ou outro. mas, no geral, era proletariado. E eles estavam ali unidos por uma causa econômica, social? Não, eles estavam unidos pelo nacionalismo. Foi outra coisa que uniu.
[00:45:39] Só que no campo de batalha, era proletariado matando proletariado. Era pobre matando pobre. Era operário matando operário. Para um marxista olhar aquilo, como assim? A gente está se matando. A gente devia unir nós todos proletários e matar a burguesia.
[00:45:59] Não a gente se auto-assassinar por conta de questões nacionais. Por isso, isso gerou uma grande decepção marxista. E nós veremos qual é, então, o reflexo disso nos nossos dias. Esse slide era para estar antes dessa questão da decepção.
[00:46:24] Porque eu quero falar rapidamente aqui sobre as consequências da sacralização do marxismo. O que acontece pelo fato de o marxismo ser, então, uma religião? Bom, as verdades são dogmas. Axiomas que a gente não pode mais discutir.
[00:46:40] Dogmas sociais. Que existe luta de classes e ninguém discute. Que existem classes oprimidas simplesmente por pertencerem às classes. São dogmas. Há um caráter devocional dos seus defensores. Você vai conversar com um marxista, é como se conversar com um testemunho de Jeová.
[00:46:56] As coisas pegam fogo. discutindo uma teoria econômica, social. Está discutindo a fé dele. Está discutindo a esperança que há no coração dele. E há um exclusivismo. Há esse caráter de seita que nós temos trabalhado aqui aos sábados.
[00:47:12] Não há espaço para membros que não sejam do proletariado, muito menos para crentes de outras religiões. Embora o marxismo prometesse a redenção de toda a humanidade, esse termo deve ser bem compreendido. Ao garantir um mundo justo, fraterno e igualitário, dessa nova dispensação os burgueses.
[00:47:31] Na qualidade de malfeitores, de inimigos do proletariado, não fariam jus ao gozo das virtudes que estavam por vir à humanidade. A justiça pretendida, portanto, não era propriamente universal, mas restrita à classe que eles escolhessem como merecedores.
[00:47:45] Todos os que se colocassem contra o proletariado eram, pela mera oposição, automaticamente rotulados de burgueses, e por isso deveriam ser apartados, excluídos e, por fim, totalmente exterminados, porque indignos da nova ordem social.
[00:47:59] Nessa concepção, a religião secular marxista autorizava e até recomendava as mortes em massa, uma vez que os seus opositores eram a representação do próprio mal, cuja permanência na Terra atrasaria ainda mais a nova era de bonança que tanto se aguardava.
[00:48:15] Veja, o marxismo se apresenta como uma teologia para resolver problemas sociais, problemas de opressão, mas a verdade é que eles querem vingança, eles querem a sociedade como querem mas só pro nosso grupo quem se opor a gente é morte é paredão, é fuzilamento isso não ficou só na teoria, mas de fato vocês sabem, não preciso provar pra vocês que isso aconteceu, aqui eu trouxe três casos aqui na Rússia
[00:48:41] por ordem do qual 163.300 clérigos ortodoxos russos tinham sido presos, do qual digo Stalin, né, sido presos só durante os expurgos de 36 a 38 mil dos quais tinham sido mortos. A igreja tordoxa russa, que tinha mais de 55 mil paróquias em 1914, passou a ter 500.
[00:49:03] Na China, os residentes estrangeiros são particularmente visados. Em 1950, são detidos 13.800 espiões, sobretudo eclesiásticos, entre os quais um bispo italiano condenava a prisão perpétua. Enfim, ele vai falar depois do massacre de católicos, de cristãos.
[00:49:20] No Camboja, também os mondes o enquadramento tradicional desse país budista representava uma forte concorrência inaceitável. Enfim, que também foram perseguidos pelo movimento marxista comunista ao redor do mundo. E é assim até hoje.
[00:49:40] Nós recebemos, há algum tempo atrás, um missionário que trabalhou durante quatro, cinco anos na China. E lá é assim. Perseguição completa, perseguição completa. Se você vai mandar um WhatsApp para ele, um e-mail para ele, ele pede que não escreva a palavra Deus, não escreva a palavra Jesus, não escreva a palavra Cristo, igreja, porque tudo aqui é perseguido, é olhado, é controlado.
[00:50:03] Lá existe a igreja cristã autorizada. A igreja cristã autorizada é a igreja do Estado, que existem igrejas evangélicas filiadas ao Estado. Então, por exemplo, vamos supor que nós estivéssemos na China e a nossa igreja batista quisesse ter a chancela do Estado para autorização para fazermos cultos abertos É possível.
[00:50:22] Mas algumas regras para isso. A primeira, a gente não pode usar a nossa Bíblia. Existe a versão da nossa Bíblia, autorizada pelo Estado, em que vários e vários textos bíblicos foram retirados. Porque Cristo não pode ser rei.
[00:50:36] Cristo não pode ser rei. O céu não é a glória. Existem vários textos que são retirados porque a gente não pode crer, porque ela é conflitante com a proposta marxista. E assim vai. Por isso, esse é o resultado marxista. Voltando aqui a essa questão da decepção marxista.
[00:50:54] Como houve, então, essa decepção marxista porque a revolução não aconteceu? Nós vivemos hoje o que eu chamaria, porque eu inventei isso aí, de marxismo 2.0. O inimigo agora é outro. Por quê? Porque as coisas mudaram um pouco.
[00:51:12] Primeiro porque a revolução não aconteceu. E aí precisou de uma autoanálise do próprio marxismo para dizer por que, cargas d'água, esse proletariado não se uniu. E foi sobre isso que Gramsci e George Lucas, e não é o do Star Wars, pensaram e teorizaram toda a sua vida.
[00:51:35] Eles disseram que o problema na luta de classes não é econômico, mas é cultural. É necessário lutar contra a cultura da classe dominante. Eles perceberam que, na verdade, o grande problema não é econômico, mas é cultural.
[00:51:53] Sabe por quê? Porque simplesmente dizer às pessoas que estão sendo exploradas, que estão sendo torturadas no trabalho e, por isso, devem pegar em armas e fazer essa revolução, não é suficiente para que essas pessoas se animem para isso.
[00:52:07] Sabe por quê? Porque há muito crente nesse meio. Há na cultura impregnada o que nós chamaríamos de uma noção judaico-cristã. Imagina na Europa, século XIX, hoje muito menos, mas ainda nesse período, muito maior do que hoje.
[00:52:27] Mesmo para quem não era cristão, mesmo para quem estava distante, mas ainda na cultura haviam valores impregnados do próprio cristianismo, que impedia com que essas pessoas aceitassem a proposta marxista, de vamos fuzilar quem aparecer pela frente tomar os meios de produção.
[00:52:46] Então, Gramsci percebeu que antes de a gente trabalhar a questão econômica, a gente precisa trabalhar a questão cultural. A gente precisa destruir a cultura. Para destruindo a cultura, aí sim a gente fazer essa revolução que a gente tanto quer.
[00:53:00] Porque enquanto a cultura cristã existir, a cultura cristã vai impedir com que essa revolução aconteça. Porque a gente abre a Bíblia e o que vai dizer para os escravos? Respeitem-se os senhores. ao Senhor. Vai dizer, olha, se você tem sofrido, ele vai dizer, se você é escravo e tem sido explorado, se você tiver uma oportunidade de liberdade, aproveite.
[00:53:24] Mas se não tiver, sirva como ao Senhor, em submissão. Dando testemunho da sua fé. Como que um chão de fábrica cristão que ouvia isso na igreja ia pegar em arma para destruir o burguês? Ele falava, não. A minha redenção não vai vir por aí, não.
[00:53:45] Veja, ele não está negando que ele não era explorado. Era sim. Era explorado sim. Não tinha as condições mínimas de sobrevivência? Não tinha. Mas como crentes, nem todo o caminho para a gente é justo. A gente não usa da filosofia de Stalin de que moral é tudo aquilo que colabora para a revolução.
[00:54:04] Para nós, a gente obedece ao Senhor. Ainda que seja abrindo mão dos nossos direitos. Ainda que seja sofrendo perseguição, sofrendo tortura. o Senhor virá. E o Senhor nos livrará de toda a opressão, de todos aqueles que nos perseguem.
[00:54:20] E o Senhor nos dará a paga. A justiça pertence ao Senhor, a ira pertence ao Senhor, a vingança pertence ao Senhor, não a nós. Então eles percebem que é impossível acontecer uma revolução socialista, marxista, comunista, enquanto a cultura cristã estiver impregnada na sociedade.
[00:54:40] Agora, vocês acham que é por acaso esquerda estejam tão engajados em destruir a cultura cristã? Não, não é por acaso. É porque há uma proposta clara. É o que nós chamaríamos de marxismo cultural. Hoje a guerra marxista não é mais econômica, primariamente, mas é cultural.
[00:55:00] Nós precisamos destruir a cultura cristã do seio da sociedade para que a revolução aconteça. E é isso que eles têm feito. Como que eles têm feito isso? Chamando os oprimidos. Só que não tem mais proletariado burguês. Essa divisão social já nem existia muito bem na época de Marcos, já não era tão claro assim.
[00:55:21] Mas hoje, muito menos. Quem aqui tem uma MEI, trabalha com uma MEI? Sabe aquela MEI, o CNPJ MEI? Quem tem? Você tem, Freitas? Não, você é CLT, né? Você é proletário. Você tem, né? Uma MEI. Você é MEI, Fê? Proletariado. Univos.
[00:55:42] Por exemplo, o Rio. Você é burguês? Tem uma livraria. Você é burguês? Você é burguês? Nesse sentido capitalista, dono de propriedades, dono do meio de produção, na mesa, com o pé em cima da mesa, um charuto cubano, copo de uísque, dinheiro por todo lado, cheques assinados.
[00:56:08] O cara que tem um carrinho de pipoca na frente da escola. ele é ou não é dono do seu meio de produção? Não é. Mas ele é burguês, será? Será que ele estaria mais perto de um burguês ou de um proletariado? Mas veja, ele é dono do meio de produção dele.
[00:56:25] Veja, a sociedade não é dividida dessa forma, muito menos hoje. Por isso não tem mais como a gente juntar os oprimidos. Oprimidos, venham aqui. Mudou. Então eles precisaram mudar quem são os oprimidos. Quem são os oprimidos hoje?
[00:56:40] As minorias sociais. então eles são os oprimidos hoje é por isso que os partidos de esquerda os partidos marxistas eles olham para os grupos chamados de minorias sociais e primeiro eles informam esses grupos olha, vocês são oprimidos eu nunca vi alguém que é oprimido precisar ser avisado que é mas é assim que funciona nos nossos dias olha, vocês são oprimidos o homem branco e hétero e crente te oprime
[00:57:09] oprime o gay judeu aqui, porque geralmente os partidos de esquerda não ajudam os judeus. Não, acho que de amarelo é o obeso. É o negro, o obeso, o deficiente, mulheres, grávidas e o muçulmano. Mas, enfim, vocês sabem que tem vários outros. Mas qual é a estratégia dos partidos de esquerda hoje? Olham para os grupos minoritários. Mulheres!
[00:57:34] Nós defenderemos os direitos das mulheres. Nós vamos representar vocês. Tem sido oprimida por essa sociedade machista. Nós vamos defender vocês. Vocês estão sendo oprimidas. Univos. Negros. Nós vamos representar vocês com cotas, com direitos aos negros, com isso, com aquilo. Eu vou representar vocês.
[00:57:54] Gays. Vocês são oprimidos. Nós vamos representar vocês. Obesos. Vamos se livrar da sociedade gordofóbica. Vamos Islã, religião da paz. vamos se livrar dessa cultura judaico-cristã islamofóbica. Nós vamos aqui representar vocês.
[00:58:15] E assim os partidos de esquerda mudaram o discurso para os oprimidos, porque não há mais oprimidos em fábricas. Há, mas não é mais assim que a sociedade é distribuída. E vão nesses grupos, essas minorias sociais, que de fato sofrem muitas coisas.
[00:58:31] Não estou dizendo que não sofrem. Sofrem, sim, muitas coisas. são muitas vezes, de fato, oprimidas pela estrutura social. O Afriado de Esquerda usam isso e usam esses grupos como massa de manobra para dizer que precisamos da revolução e agora vocês são os nossos soldadinhos.
[00:58:51] E aí vão conduzindo esses grupos para onde quer que eles desejam. Sim, aqui foi só uma imagem que peguei no Google. A ideia é que você sempre precisa dividir a sociedade entre opressores e oprimidos. Você precisa dividir.
[00:59:13] Opressores são brancos, ricos, homens, héteros. Oprimidos, negros, pobres, mulheres, homossexuais. A gente vai dividindo. E, de alguma forma, isso vai me atingir. Dependendo de quem me analisar, vai me colocar nos negros.
[00:59:27] Dependendo de quem me analisar, vai me colocar nos brancos. dependendo você é colocado dependendo de quem você for você é ao mesmo tempo oprimido e opressor dependendo das suas características físicas, sociais mas o ponto é é um discurso que anima porque vem alguém querendo lutar por quem eu sou olha como eu me sinto especial por quem eu sou, vai lutar pelos meus direitos vai estar lá na presidência
[00:59:52] lá no senado lutando por mim pela minha classe por isso univos mas junto com isso há uma ideia de destruição da cultura porque a Bíblia não trabalha nesses termos sociais de opressão social ela vai trabalhar em opressão sim mas vai trabalhar em opressão que é feita pelo pecado é o pecado a origem do pecado é o coração de vocês é a cobiça no coração de vocês não é questão social não é questão meramente estrutural da sociedade
[01:00:27] não há só essa questão do convencimento das minorias sociais, mas há a questão da destruição cultural. Quais são as pautas? Quais são as pautas principais da esquerda? Aquilo que é caro para nós como cristãos. É o aborto. Por que a esquerda é tão preocupada em aprovar aborto? Porque é uma barreira cristã na sociedade. E eles precisam destruir barreiras cristãs na sociedade.
[01:00:52] Por que o casamento afetivo é uma bandeira tão forte para as pessoas da esquerda? causa cara para nós cristãos. Ainda é um aspecto cristão impregnado na sociedade. E eles precisam destruir. Por que eles não vão se preocupar em economia?
[01:01:07] Eles vão se preocupar em falar sobre casamento gay? Porque o que impede a revolução é a cultura. E, por isso, a cultura precisa ser destruída. Veja, essa questão do casamento gay é uma das questões mais óbvias para mim.
[01:01:21] Porque, assim, no Brasil não é proibido, por exemplo, agora o casamento também não é, pensa enquanto não havia ainda esse reconhecimento de casamento no afetivo. Veja, nada impedia de dois marmanjos comprar um apartamento e morar junto.
[01:01:37] Não havia nenhuma lei contra isso. Nada contra isso. Eles podem ir no cartório, fazer um termo de divisão de bens e viver. Mas veja, eles não estão satisfeitos com isso. Eles querem o reconhecimento social, que aquilo se chama casamento.
[01:01:50] E casamento é algo cristão. Ou seja, eles pegam um termo cristão E como afronta, como roubar de fato aquilo que é caro para a gente. O Deus de vocês falou que bola é bola, mas eu quero que agora sejam chamadas de retângulo.
[01:02:08] Porque é assim que a gente quer que seja. Veja, ninguém está falando. Olha, vai lá e mora junto. Vai lá, coma apartamento. Não, eles querem o reconhecimento e querem que a igreja diga que aqui está sim um casamento. Veja, por quê?
[01:02:21] Porque a cultura precisa ser sistematicamente destruída. precisa ser destruída. Porque quanto mais a cultura for destruída, mais fácil o caminho será aberto para que o comunismo avance. E é fácil perceber isso. Olha a Europa.
[01:02:41] Quanto mais a Europa se afastou de uma cultura judaico-cristã, mais o nacionalsocialismo tem crescido na Europa. Mais o nacionalsocialismo tem crescido na Europa. Mais essa visão marxista considera Deus e está crescendo.
[01:02:59] E aí, então, há uma desvalorização do casamento, da maternidade, promoção de aborto, sexo livre. E aí você liga a novela, você liga a televisão, você liga qualquer coisa na TV. Você acha que as pautas que estão ali são neutras?
[01:03:17] Ou por acaso? Não. Há um caminho a ser seguido. Há um caminho a ser seguido. É o Big Brother, os programas que vão surgindo por aí. Vamos destruir essa cultura cristã. Sexo livre, sexo à vontade, com quem você quiser. Drogas, normal.
[01:03:37] O trans, normal. Não há nada de estranho nisso. Homens disputando esporte olímpico com as mulheres, normal. E quem achar isso estranho é louco. Você vê lá, na natação, o sujeito que nunca ganhou nada nos masculinos, recordes ganhando todos os ouros no feminino.
[01:04:00] O vôlei aqui no Brasil, a tal da Tiffany lá, né? Mas é normal. Louco é quem achar isso estranho. Louco é quem achar isso estranho. Marxismo cultural, então, é a filosofia que preserva os objetivos essenciais do marxismo clássico, mas propõe que a luta de classe seja travada com armas simbólicas na cultura, transformando comum aos poucos, através da presença de ideias e agentes revolucionários na mídia, na educação,
[01:04:33] nas leis e assim por diante. Para destruição dos valores tradicionais oriundos da tradição ocidental judaico-cristã. E assim, irmãos, o marxismo tem invadido o mundo, tem invadido as escolas, tem invadido o país. Hoje é praticamente impossível, impossível, praticamente, você colocar um filho na escola e achar que ele não vai ser completamente encharcado de marxismo.
[01:05:04] Não é isso? Trinitas aqui é exceção. Por que há tantos pais fazendo homeschooling? Não é só isso, mas também é isso. Também é isso. Porque você não quer que seu filho seja exposto a tudo isso. Mas pior do que isso é que o marxismo também entra nas igrejas.
[01:05:27] entra nos púlpitos, entra nas teologias. Em 1970, nós tivemos a ascensão no Brasil e no mundo da teologia da esperança, depois a teologia da libertação entre os católicos e, mais recentemente, entre os evangélicos, a chamada teologia da missão integral.
[01:05:42] Que nada mais é do que uma roupagem evangélica, cristã, no marxismo. De dizer que tudo bem, a gente crê em Deus, crê na Bíblia, mas o importante é a luta de classes. É só jogar no YouTube e jogar Missão Integral. Tem aquele famoso pastor Arevaldo Ramos, ele vai dizer que enxerga o mundo, a Bíblia, eminentemente como algo de luta de classes.
[01:06:10] É a forma como enxerga o mundo. Eu uso óculos da luta de classes para ler a Bíblia, para ler o mundo. Chegou. Essa teologia construída por uma heresia, por uma seita marxista, já está nos púlpitos de grande parte das igrejas evangélicas no Brasil.
[01:06:29] Por isso, irmãos, isso aqui é algo terrível, sério, que os pais precisam muito fortemente orientar os filhos, cuidar com aquilo que os filhos têm ouvido nas escolas, cuidar com aquilo que os filhos têm assistido pelo celular.
[01:06:47] O Instagram, o tal do TikTok, são tudo instrumentos de destruição cultural. Tudo instrumento de instituição cultural. Que vai abrir. Aí o filho faz 14, 15 anos, vira comunista, vira... Nossa, onde foi que eu errei? Onde foi que eu errei?
[01:07:05] Errou a vida inteira. Errou a vida inteira, porque entregou seu filho para ser educado. Uma criança passa quantas horas hoje na escola padrão? Seis horas. Imagina, seis horas todo dia. Seis horas é pouco ainda. Estou dando por baixo.
[01:07:23] Tem escola que fica às vezes oito horas com a criança. Às vezes a criança beber, fica oito horas. O pai leva no trabalho de manhã e vai buscar no fim do dia. E fica ali sendo doutrinado, doutrinado. Aí faz 15 anos, fala, nossa, onde foi que eu errei?
[01:07:37] A pergunta é, onde foi que você acertou? Porque você errou em tudo. de Bauscham que diz não há como a gente mandar nossos filhos para serem ensinados por César e nos surpreender quando eles voltarem de lá como romanos. Se eles forem para lá, serem educados por César, eles vão voltar de lá romanos.
[01:08:01] Não tem como. Se a gente mandar nossos filhos para aprender na Babilônia, eles vão voltar, filhos da Babilônia. E eu encerro com essa pergunta. Pode um cristão ser marxista? E se eu falar que pode? Vocês vão me matar? Boa, é isso aí, Gilberto.
[01:08:37] Esse pode. É como a pergunta lá, você já parou de bater na mãe? Melhora a pergunta. Pode um cristão ser marxista? Pode no sentido de deve? Claro que não. Claro que não. É impossível. Jamais. Agora, é possível que um crente, salvo em Jesus Cristo, seja marxista?
[01:08:59] É possível. Eu acho que é possível. Porque a gente cai em muitas contradições. Muitas contradições. O ser humano é uma fossa de contradição. Há muitas pessoas... Eu acho que é impossível ele ser no sentido ortodoxo-marxista.
[01:09:22] Ele não vai ser. Mas pode ser um crente, um cristão, que está vislumbrado com algum encanto marxista, alguma teoria de esquerda. Porque, às vezes, me gera um pouco de cuidado quando a gente ouve na internet dizendo que, se é de esquerda, você não é crente.
[01:09:41] Gente, cuidado. Ele não deveria ser. Não deveria ser, mas nós somos contraditórios. O ser humano é contraditório. Quando a gente se converte, a gente não se liberta dos nossos ídolos de uma hora para a outra. A revelação de Deus é uma revelação progressiva.
[01:09:58] E, às vezes, um senhorzinho lá que trabalhou na GM, foi sindicalista a vida inteira, vota, não sei o quê, se converteu. Mas ele ainda não entendeu tudo. Ele ainda não tem a revelação completa. Eu lembrei do texto bíblico que o nosso creme é a Deus igual ao seu futebol.
[01:10:22] O meu recado é raiz, o meu não conhecimento e nem o conhecimento. Você falou que é impossível um creme corretivo ser marxista. Eu concordo com você que é impossível. Por quê? Se não tem conhecimento... Porque, assim, um cristão pode sustentar Erros teológicos?
[01:10:47] Pode. Pode. O cristão vai aos poucos aprendendo. Ele não é instantaneamente transformado. Ele não é instantaneamente conhecedor de toda a revelação bíblica. Ele vai aprendendo. Ele vai aos poucos. Então, a gente tem que tomar cuidado com isso.
[01:11:05] Porque o que faz de alguém ser crente? O que faz um cristão ser um cristão? Reconhecimento do pecado. Clamor pela graça de Deus. reconhecimento que não há salvação em nenhum outro que não é Jesus Cristo. Exato. É impossível isso acontecer.
[01:11:40] É isso. É impossível ele continuar mantendo. a ortodoxia cristã e abraçar a ortodoxia marxista. Até porque, em questão de termos, é impossível alguém ser marxista e cristão em questão de termos, porque o marxismo nega a Deus e o cristianismo, pressupõe, depende de Deus.
[01:11:58] Em termos práticos, um verdadeiro marxista jamais poderia ser cristão e vice-versa. Mas como o ser humano é contraditório, é muitas vezes burro, é muitas vezes volátil, ele acaba abraçando, mas é o que você está falando.
[01:12:14] Um bom cristão, nesse sentido, um cristão doutrinariamente robusto, sem abrir mão dos seus pressupostos, ele não vai ser marxista. Ah, mas não tem o Caio Fábio, não tem o Oriolvaldo Ramos, não tem o Edir Henne Kivitz. Mas, ponto é, ali são pessoas doutrinariamente robustas?
[01:12:32] Não são. Pode ser que já tenham sido? Pode ser, mas abriram mão para se tornarem marxistas. Nesse sentido, de fato, são apóstatas. Se eu estiver errado, isso é um exemplo de apostasia. Exato. Exatamente. Mas é o que eu estou te falando.
[01:12:50] É diferente alguém que tem conhecimento bíblico, que tem conhecimento da revelação bíblica e abre mão de bases fundamentais bíblicas para abraçar esse arcabouço filosófico, é um apóstata. O que é duro é que esse pessoal está influenciando milhares.
[01:13:09] Exato. Mas a gente precisa saber diferenciar o apóstata do cristão fraco na fé. A gente precisa diferenciar os Caio e os Fábios da senhorinha que está ali ouvindo ele, que talvez vai lá e ouve ele e fala, é verdade, eu sou oprimida mesmo.
[01:13:25] Está certo isso aí que está falando. Vou votar nesse candidato aí que ele falou. Está certo. E ela é uma mulher crente em Jesus. Confessou seus pecados, confia unicamente em Cristo, mas não tem a revelação de forma abrangente para entender que ali há uma contradição.
[01:13:47] É, exato. Então, a minha preocupação, e eu sei que eu trouxe uma polêmica aqui para a gente discutir no final, mas a minha preocupação é quando a gente fala assim, traz aqui quem você votou e eu já vou separar aqui quem é crente e quem não é crente.
[01:13:59] Não é assim. Não é assim. É muito além disso. Por quê? Porque nós somos contraditórios, porque a gente não faz uma leitura boa da nossa conjuntura. Quando a gente está vivendo algo, a gente nunca faz uma boa leitura. Não necessariamente a pessoa que é crente, convertida, e não tem jeito de falar.
[01:14:26] Uma pessoa que não é convertida, mas também é contra, já é contra a natureza. Sim, porque só pela lógica você já devia ser contra. Não precisa nem ser crente para isso. Eu quero só ler um texto final. Eu ia trabalhar nesse texto com vocês, mas a hora está avançada, isso, mas esse texto de Tiago vai falar, olha, suportem com perseverança quando vocês forem provados.
[01:14:52] Se vocês sofrem opressão, se vocês sofrem injustiça, suportem com perseverança. Não diga que você está sendo tentado por Deus no sentido que Deus está te levando a pecar. Não bote a culpa em Deus, não. Vocês são tentados por causa da própria cobiça.
[01:15:10] O problema do mundo, o problema das opressões dos ajustes sociais é por causa da cobiça do coração. E é isso que precisa ser tratado. É a cobiça. A cobiça é um mandamento que precisa ser... Todos os mandamentos para se quebrarem, você precisa quebrar a cobiça primeiro.
[01:15:31] O décimo mandamento sempre é quebrado quando você peca. Porque Tiago diz que todo pecado começa com cobiça. Começa com um desejo desajustado. E ele diz que a cobiça, percebida, dá à luz ao pecado, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
[01:15:48] Por que há injustiça? Por que há morte no mundo? Por causa do capitalismo? Por causa da propriedade privada? Por causa da burguesia? Não, por causa da cobiça no coração do homem. Não vos enganeis, amados irmãos. Toda boa dádiva, todo dom perfeito são lá do alto.
[01:16:07] Nada que é justo não venha do alto. Nada que é bom não vem do alto. O ser humano, por si só, o que é justo. Proletariado nunca vai conquistar a justiça. As minorias sociais não vão conquistar a justiça. O que é bom, o que é perfeito, vem do alto, descendo dos pais da luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.
[01:16:28] Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias de suas criaturas. Sabeis dessas coisas, meus amados irmãos? Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar. E olha por que ele fala isso.
[01:16:42] Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus. Irmãos, todo o encanto marxista de lutar por justiça parte da ira. Parte da ira. O pressuposto é ira. Você está sendo oprimido, você está sendo perseguido, se ire e faça justiça com as próprias mãos.
[01:17:06] Mas olha o que o texto está dizendo. A ira do homem não produz a justiça de Deus. Você não vai resolver o problema social, você não vai resolver o problema da do mundo com a ira. Porque a ira não produz justiça de Deus.
[01:17:19] Você quer mudar o mundo? Você quer que o mundo seja mais justo? Então busque a boadade, o dom perfeito que só pode vir do alto. Num alto caminho. Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.
[01:17:40] Nossa redenção, a salvação para o mundo, para as injustiças, para as opressões, não virá por meio de mecanismos sociais, econômicos e de revolução. Virá, pelo contrário, reconhecendo que nós somos pecadores e que se Cristo não vier, não há solução.
[01:17:59] Mas se Cristo vier, Ele é poderoso para salvar nossa alma. Essa é a nossa mensagem para o mundo. Essa é a forma como a gente vai transformar o mundo. Amém? Deixo com vocês essas três indicações de leitura. esse primeiro aí fala sobre cosmovisão, vai falar sobre como a escritura de Deus deve coordenar todas as nossas compreensões econômicas, filosóficas, de enxergar o mundo, libertando o cristianismo do seu cativeiro cultural.
[01:18:36] Esse livro do meio é falando especificamente sobre pobreza. como o marxismo atua muito sobre acabar com a pobreza esse livro é muito legal, um livro fininho esse do meio, esse da esquerda é grandão tá com ele aí? é bem fininho, tem o que? 120 páginas?
[01:18:53] bem fininho mas ele é muito bacana, ele vai trabalhar sobre como que a bíblia enxerga a pobreza se Deus se importa com os pobres se nós devemos importar com os pobres e como que a pobreza vai de fato acabar e esse livro da direita, eu não li, mas eu assisti um curso dele.
[01:19:12] É um brasileiro, Carlos Eduardo Berechani, eu acho que fala. Marxismo na contramão do bom senso. E nesse livro ele vai defender, então, marxismo também como uma vertente religiosa. Irmãos, é isso. Nosso horário está um pouco avançado, então eu vou encerrar e a gente pode bater papo e discutir, continuar conversando aqui depois. Vou orar.
[01:19:35] Senhor, obrigado pelo tempo que tivemos palavra, pela sua iluminação. Pedimos a Deus que o Senhor nos livre do encanto do marxismo, nos livre dessa heresia, dessa seita tão terrível que tem tirado tantos da tradição cristã, tem tirado tantos do seio da igreja.
[01:19:56] Pedimos a Deus que o Senhor tenha misericórdia de nós, livre nossos jovens, crianças e adolescentes desse mal tão terrível, Senhor. Traga transformação ao mundo por meio da tua igreja, sabemos que a ira do homem jamais produzirá a justiça de Deus mas confiamos que é o teu evangelho que fará a transformação é a igreja forte é homens e mulheres pregando o evangelho para seus amigos e parentes que vão transformar o mundo
[01:20:22] e é nisso que confiamos faça isso Senhor traga um avivamento ao nosso país ao nosso mundo que os pecadores de fato se arrependam e sejam transformados pelo Senhor em nome de Cristo que nós oramos amém Obrigado. E aí