Lume · colecao de pregacoes

Pregacoes de Elienai Batista

Transcricoes do sermao/aula, metadados, temas e referencias dos sermoes de Elienai Batista no acervo da Igreja Batista Reformada de Sao Bernardo do Campo.

1 sermoes · gerado em 2026-08-08

Introducao

Este volume organiza as pregacoes disponiveis no Lume em formato de leitura continua. Cada sermão preserva o vínculo com a fonte original no YouTube e traz metadados suficientes para facilitar estudo, citacao e retorno ao audio/video.

Quando o registro vem de uma live completa, o ebook tenta remover a liturgia, os avisos e as demais partes do culto, mantendo apenas a transcricao do sermao. Em aulas e estudos, a transcricao normalmente começa desde o inicio do arquivo.

As transcricoes vêm do material publico do canal da igreja e podem conter imperfeicoes de ASR. Use este ebook como leitura de apoio; para citacoes formais, confira o trecho original indicado.

Indice

  1. Como ler livros - Pr. Elienai Batista03/10/2021 · Culto

1. Como ler livros - Pr. Elienai Batista

Data
03/10/2021
Tipo
Culto
Duracao
105.7 min
Recorte
sermão detectado a partir de 00:36:27
YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=oKioCAD4km0
Autoridade e suficiência das EscriturasDiscipuladoPiedade e vida devocionalSantidade e temor de DeusSantificaçãoSofrimento e provação

Transcricao do sermao

[00:36:27] E ele disse, pastor, eu estava lendo aí uma média de quatro capítulos por dia, ele disse. Eu disse, ok, que bom, você está lendo a Bíblia. Mas então eu disse, bom, eu também estou lendo, estou lendo o Evangelho de João, mas eu tenho há quatro dias que eu não saio do mesmo capítulo, porque uma outra abordagem, não estou dizendo aqui que é errado ler a Bíblia quatro capítulos por dia, eu acho que todo cristão precisa fazer isso de vez em quando para ter o panorama geral das escrituras.

[00:36:58] Você ler, suponhamos, o Evangelho de João por alguns meses e no final dizer, eu agora entendo a mensagem do Espírito Santo lá no Evangelho de João. Ou você ler o Evangelho de João correndo em quatro, cinco dias, porque leu ali quatro, cinco capítulos, e alguém perguntar, qual é a mensagem de João?

[00:37:17] Não sei, é sobre Jesus. É sobre a salvação. Está certo, mas não é só isso. Então, é preciso entender que dá trabalho. Eu ouvi uma história, eu acho que o livro é do Guimarães Rosa. Tinha uma moça na faculdade e ela estava sempre lendo esse livro, acho que é o Grande Sertão Vereda, se não me engano.

[00:37:42] Ela estava sempre lendo esse livro e aí o rapaz estava observando. E toda vez que eu vejo essa moça, ela está com esse livro. Ela já tinha lido o livro mais de dez vezes, a mesma obra, sempre lendo. lendo. Aí, de repente, surgiu na faculdade um curso daqueles opcionais, que era um curso sobre esse livro.

[00:38:00] E apenas duas pessoas se matricularam no curso. A moça, obviamente, e esse rapaz curioso, para saber como ia ser a conversa dela com o professor. Resultado, ele disse que ele ficou só assistindo, porque ele só tinha lido uma vez, né? A conversa foi do mais alto nível, cada detalhe da obra.

[00:38:25] E, depois, ele disse que a Rede Globo ligou para a faculdade e perguntou nós queríamos alguém que possa ser um consultor para fazer uma minissérie baseada nesse livro. E o professor imediatamente disse, eu tenho a pessoa certa.

[00:38:37] É essa aqui. E ela foi trabalhar para a Rede Globo. Então, perceba, como é que ela ganhou a habilidade para ter um domínio sobre a obra? Ela ganhou através de repetir a leitura, fazer a leitura muitas vezes. Bíblia também é assim, você precisa ler e ler e ler, buscar compreensão e vai desenvolvendo.

[00:38:59] E as grandes obras também requerem esse tipo de aproximação, muitas vezes, que terá que ser uma aproximação em etapas e uma aproximação com leituras dentro dessas etapas, uma leitura também, às vezes, mais lenta. Então, é preciso entender essa diferença entre ler para se informar, como está aí na folha, e a questão de ler para entender.

[00:39:30] Então, o sucesso de uma leitura é proporcional àquilo que nós conseguimos compreender. Você vai poder dizer, olha, eu entendi essa obra. Porém, se você já tentou ler uma obra um pouco mais densa, que eu tenho dado também alguns cursos sobre ela, quase todo mundo fica chorando, dizendo assim, pastor, isso aí é muito complexo, isso aí são as institutas da religião cristã.

[00:39:58] Então, principalmente a edição clássica, aí alguém diz, não, eu tentei ler, quando eu estava no segundo parágrafo, eu já tinha esquecido o que ele tinha dito no primeiro, e eu li a página duas, três vezes e não conseguia entender nenhuma página, então eu não seguia a minha leitura e a pessoa desiste.

[00:40:15] Isso acontece justamente porque, muitas vezes, nós não sabemos abordar adequadamente um grande livro, como as institutas da religião cristã. Então, essa compreensão dos grandes livros não é uma coisa assim fácil. Como eu disse, não posso ensinar um truque e amanhã você vai estar lendo os grandes livros.

[00:40:35] E, às vezes, vai acontecer de você tentar ler um grande livro e desistir. Isso geralmente acontece porque nós ignoramos o modo de nos aproximarmos corretamente daquele livro. E, às vezes, o que nós fazemos, e estamos nos tornando viciados nisso, é o quê?

[00:40:59] Você encontra a primeira dificuldade, pega o celular, vou ver o que isso significa, e vai olhar. Quando você percebe, você já não está mais no livro. Você já está no Instagram, já está no Facebook, já está fazendo outra coisa totalmente diferente da sua leitura.

[00:41:20] Então, isso acontece também na leitura da Bíblia. De que maneira? Você compra uma Bíblia de estudos e aprende a ler a Bíblia apenas olhando o quê? As notas de rodapé. Você vai fazer isso? Vai obter algum proveito? Eu acho que sim.

[00:41:38] Mas eu vou dizer a você que se você ler aquele mesmo livro da Bíblia e procurar aprender como ler aquele determinado tipo de literatura, o gênero literário, e se esforçar, você vai ter frutos que serão muito mais deliciosos.

[00:41:53] Porque você vai dizer, poxa, não foi que fulano me disse, foi que lendo aqui eu percebi. Olha aqui quanta beleza. E isso tem o efeito de produzir algo muito mais forte de convicção, de aumentar a sua fé, de mexer com o seu coração em relação a Deus, do que você encontrar ali.

[00:42:14] Ih, rapaz, isso aqui eu não tenho a mínima ideia. Olha no comentário, aí está tal coisa. Se você ainda estiver com uma Bíblia que tem um bom comentário, ainda vai te ajudar. Mas, se você estiver com uma Bíblia de estudo errada, isso vai te levar para um caminho totalmente adverso.

[00:42:30] Obrigado. Agora não sei exatamente onde. Dá, né? Ok, obrigado. Então, qual é a solução para lidar com livros difíceis? O Adler vai dizer que nós devemos fazer isso dispondo apenas de duas ferramentas. Quais são as duas ferramentas para ler um livro difícil?

[00:42:54] Seria a internet e o dicionário? Não. As duas ferramentas são o livro e a sua mente. Só isso. Só isso. Então, é nesse caminho que, se você deseja crescer intelectualmente, encarar em direção a isso a encarar é claro não vou dizer que começa com os livros mais complexos começa com os mais simples mas aprender a ler com essas duas ferramentas o livro e a sua mente e aí então você vai gradativamente

[00:43:29] elevar a sua compreensão de um nível inferior para o nível superior naquele tema desenvolvido pelo livro. Você vai compreender o que o autor está dizendo. Então, isso é a leitura ativa. O Adler vai definir leitura ativa como o processo por meio do qual a mente se eleva por conta própria, isto é, sem mais nada com o que operar, a não ser os símbolos contidos no livro.

[00:43:56] Qual o resultado? Ele diz, a mente deixa de entender menos e passa a entender mais. Então, estamos falando de um tipo específico de leitura. E precisamos perceber que a leitura para informar, ela ocorre, por exemplo, quando você lê uma revista, lê um jornal, lê uma matéria na internet, e isso não resulta necessariamente em compreensão.

[00:44:18] Já a leitura para entender ocorre quando existe uma comunicação desigual. Quer dizer que o escritor oferece alguma coisa a você que você não sabia, que você está aprendendo com ele. Então, para que esse tipo de coisa aconteça, nesse nível aí da leitura profunda, duas condições são requeridas.

[00:44:41] Primeiro, deve haver uma desigualdade de entendimento. Então, por exemplo, se você abre um livrinho e o livrinho diz assim, Deus é amor, você vai dizer, bom, isso eu já sei. O único meio da salvação é Jesus Cristo, isso eu também já sei.

[00:45:02] Mas, quando você abre um livro e o autor começa a dizer essas mesmas verdades, mas de uma maneira mais profunda, você reconhece imediatamente. Bom, ele sabe mais do que eu. Então, eu tenho alguma coisa a aprender com esse autor.

[00:45:17] Então, para que você se eleve, você tem que ler um livro, um grande livro que vai fazer isso. Ele vai te dizer algo que você não sabe. Agora, o leitor tem que ser capaz de superar essa desigualdade completamente ou, pelo menos, parcialmente.

[00:45:35] Então, você olhar assim e dizer, o entendimento do autor está a 300 metros, mas, quando você acabar, você dizer, agora está a 250, porque eu já caminhei um pouquinho mais em direção a compreender essa obra. Agora, essa leitura, a instrução através dos superiores, que são os escritores, nós, então, entramos num processo de aprender com eles.

[00:46:01] Voltando àquela figura da família na gincana, se você é a criança que é o leitor, e se você se colocar na posição certa, você tem chances melhores para conseguir pegar essa bola. Então, você vai ver alguém que tem alguma coisa para oferecer a você e você se coloca numa posição para receber isso aí.

[00:46:26] O assunto do livro como ler livros é este, a arte de ler bons livros com o objetivo de entendê-los. Então, já fica bem claro. Então, é preciso também entender essa diferença entre aprendizado e ensino e descoberta. Isso quer dizer que, quando você está em uma palestra, você está em uma aula, você tem o ensino.

[00:46:51] Quer dizer, alguém vem, diz algumas coisas, você anota, você pensa, você reflete, você está juntando ali as informações e tal. Mas, se você tiver uma dúvida e houver um tempo, o que é que vai acontecer? Você vai levantar a sua mão no final e dizer, bom, esse ponto assim, assim, eu não entendi completamente, se eu posso explicar um pouco mais?

[00:47:10] Aí o professor vai tentar usar uma ilustração, fazer uma analogia, mostrar de alguma forma o significado daquilo. Agora, quando você está pensando em compreensão em relação aos livros, significa que tem alguém que tem um conhecimento superior a você naquele assunto, que você vai se aproximar do livro, mas você não tem ninguém entre você e o livro.

[00:47:34] Ou seja, quando você faz a pergunta, quem é que tem que descobrir a resposta? Você mesmo. Você tem que procurar essa resposta ali no próprio livro. Então, é um outro tipo de atividade. E aí você já percebe o quê? Que essa parte do ensino geralmente é um pouco mais passiva e essa parte de você ir lá e procurar a resposta é um pouco mais ativa.

[00:48:03] Agora, infelizmente, o número de pessoas que leem no nosso país é bem pequeno. E aí, quando a gente está falando sobre essa questão da compreensão, vamos chegar à conclusão que o número de pessoas que leem é pouco, é um número reduzido, e o número de pessoas que leem e entendem é mais reduzido ainda.

[00:48:22] E talvez tivéssemos que acrescentar o número de pessoas que leem obras que valem a pena, porque tem gente lendo só porcaria. E aí percebemos que existem vários tipos de ignorância. Tem a chamada ignorância abecedária. Essa ignorância, ela precede o conhecimento.

[00:48:39] Isso é uma referência a quem, infelizmente, não conseguiu aprender a ler. Então, ele tem uma ignorância abecedária. Ele não é capaz de ler e aprender através da leitura. Mas tem também o que o Adler chama de ignorância doutoral.

[00:48:54] O que é isso? É alguém que lê muitos livros, faz até faculdade, às vezes até vira realmente, literalmente, um doutor, mas quando você vai conversar, a pessoa não entende aquele assunto. decepções com isso. Eu, às vezes, ia conversar com alguém, por exemplo, eu fui conversar uma vez com uma professora, era uma professora de geografia, e eu quis conversar com ela um assunto sobre geografia, mas eu notei que ela não sabia

[00:49:24] nada, porque ela só sabia aquilo que estava no livro didático e que ela se acostumou a repetir. Então, ela tirou o diploma, está dando aula, tem o livro didático, ela só repete para os alunos o livro didático, acabou. Ela não é, vamos dizer um especialista em geografia.

[00:49:40] Isso está se tornando cada vez mais comum dentro da nossa cultura. A pessoa só está limitada a uma área, mas nem aquela área ela tem domínio. Ela só consegue fazer aquele programa ali de ensinar sempre as mesmas coisas.

[00:49:56] Então, existem muitas pessoas assim na faculdade, existem muitas pessoas assim, inclusive em púlpitos de igrejas, ensinando sempre as mesmas coisas e não trazem conhecimento para o povo de Deus. E existe aquele também que nós podemos chamar de analfabeto funcional.

[00:50:16] Vocês já devem ter ouvido essa palavra. O que quer dizer, então, alguém que não necessariamente lê muitos livros como o analfabeto doutoral, mas de qualquer jeito lê e diz assim, olha, eu não consegui entender. Uma vez eu estava fazendo uma viagem de Recife para Aracaju, e nós paramos em um restaurante e tinha um cartaz enorme com um livro sobre filosofia.

[00:50:42] Então, eu imaginei, deve ser parente do dono do restaurante, porque é um cartaz muito grande e tal. E aí, eu estava com alguns irmãos e a gente ficou curioso, qual o aspecto que aborda? Veio uma das donas do restaurante lá, servi e tal.

[00:50:58] Aí nós perguntamos, esse livro aí Eu conheço, eu li. Eu falei, ah, que bom. E fala sobre o quê? Pronto. Ou ela mentiu que leu e não leu nada, ou realmente, como é muito comum, ela não entendeu aquilo que ela leu. E isso acontece direto.

[00:51:21] A pessoa lê um livro e diz no final, rapaz, eu não entendi, foi a nada. Fica aquele senso de tristeza, de desânimo. Você diz, acho que nem vale a pena ler, porque eu não consigo entender. É muito difícil, é muito complexo.

[00:51:40] E aí ficamos bem desanimados. E algumas pessoas que sentem isso estão já estudando na faculdade. Aí vão recorrer para os resumos. Se leu ou não entendeu, vamos ver. Alguém vai me dizer o que isso aqui significa. Mas o que alguém vai te mostrar é um recorte do significado.

[00:51:59] E, se for um recorte errado, você vai chegar a uma compreensão errada. Então, é preciso notar essas distinções, que a informação vem de uma forma mais direta, o ensino também vem de uma forma mais direta, mas, quando estamos falando dessa investigação, isso requer o quê?

[00:52:21] Isso requer pesquisa, isso requer tempo, isso requer reflexão, e fazer isso sem a ajuda de ninguém. você faz isso sem a ajuda de ninguém, é a hora que você vai crescer. Então, imagina que você vá para a academia. Aí você diga, olha, eu vou para a academia e vou chamar o Guilherme.

[00:52:37] O Guilherme é forte. Aí você vai levantar o peso, mas o Guilherme está atrás levantando para você. Quando é que você vai desenvolver seus músculos? Nunca. Nunca. E o dia que o Guilherme não estiver, o que acontece? Você não consegue levantar o peso que você estava levantando.

[00:52:57] vicia a ficar indo na internet, a olhando comentários, a procurar todas essas coisas, no final das contas, quando você chega um momento que fala assim, preciso usar a minha mente. A mente diz, oi, eu não estou aqui não, eu estou dormindo, desculpa aí, mas eu não posso te ajudar, porque você não se acostumou a pensar por si mesmo. Então, a leitura de livros vai ajudar você nisso, quando você lê as grandes obras, é um exercício

[00:53:24] do seu intelecto. Então, na leitura dos livros, você tem um professor que está ausente, que não vai te responder, que você não vai tirar todas as mínimas dúvidas, mas você vai ter que ter o trabalho de, por si mesmo, fazer isso.

[00:53:45] E isso, muitas vezes, numa grande obra, significa, sim, ler o livro mais de uma vez. Ontem eu tive uma reunião de um grupo de leitura, encorajei alguns jovens a formarem uma sociedade de leitura, uma sociedade literária John Milton.

[00:54:06] Eles se encontram na internet, eles discutem grandes obras clássicas a partir de uma perspectiva cristã. Então, ontem tivemos o primeiro encontro de um dos grupos, que dividiu em dois grupos. E aí a obra foi Orgulho e Preconceito, da Jane Austen.

[00:54:25] a minha primeira leitura dessa obra, porque, para falar bem a verdade, lá atrás eu olhava para essa obra assim, Selva para menino de 15 anos, um velho como eu vai meter a mão nesse livro e perder tempo com isso. Mas agora, lendo, falei, rapaz, não é para 15 anos, não.

[00:54:40] Isso aqui tem muito mais do que a pessoa imagina. Não é um livro de romancezinho, é uma obra clássica de grande valor. E foi muito interessante já as moças, porque só tinha dois homens, um rapaz lá e o resto são todas meninas.

[00:54:57] Na verdade, 18, eu e o rapaz, e as outras 16 são as moças. Aí as meninas diziam assim, não, porque nessa minha terceira leitura... Só que o que elas estavam dizendo? Que nessa terceira leitura ela estava vendo coisas que ela não viu antes.

[00:55:17] Então, é isso. quando você se dedica a uma obra, você vai conseguir alcançar alguma coisa que você não tinha percebido antes. Então, quando você, às vezes, ouve um pregador, o pastor da igreja, outro irmão pregando, ou dando um estudo, muitas vezes você talvez diga em seu coração assim, rapaz, eu li esse texto semana passada e eu não vi nada disso, mas está aqui, agora que ele está falando, faz toda a lógica, está aqui.

[00:55:44] Por que eu li e não vi? Você se pergunta, já aconteceu isso com você? Acho que já. Mas é porque o pastor dedicou um bom tempo para estudar aquele texto. Então, por isso, ele foi capaz de perceber essas riquezas que você passando correndo, não vai perceber.

[00:56:02] Você passa ali, ah, eu li hoje, eu li dez capítulos hoje da Bíblia. Ótimo, mas e aí, qual deles que você entendeu? Se você não entendeu nenhum, então você deve se perguntar se está valendo a pena seguir aquele determinado modelo de leitura.

[00:56:19] Então, quando a gente está com um livro, um grande livro, lembre-se disso, você vai fazer as perguntas e você mesmo vai ter de encontrar as respostas. E aí você vai ter um crescimento. O livro vai ensinar você. O autor do livro é o professor ausente que vai estar te ensinando alguma coisa.

[00:56:40] Dito isso, observe aí na nossa folha, na parte de trás da primeira folha, onde tem aí os níveis de leitura. Então, o Adler nos apresenta quatro níveis de leitura. A leitura elementar, a leitura inspecional, a leitura analítica e a leitura sintópica.

[00:57:04] Ele se refere a níveis e não a tipos de leitura, porque os tipos são coisas diferentes. E a ideia aqui é que elas têm uma relação e elas têm uma relação progressiva. Então, essa é a ideia aqui. Então, um nível de leitura, ele supera e complementa o nível anterior.

[00:57:27] Então, quais são os quatro níveis? Elementar, inspecional, analítica e sintópica. que é a leitura elementar. É a leitura básica, é a leitura inicial, é a leitura que você aprendeu quando foi alfabetizado. Então, você foi alfabetizado, aprendeu a saber o que são as letras, esses símbolos, como eles se juntam, como eles formam sílabas, como formam frases, como formam parágrafos, você aprendeu tudo isso aí.

[00:57:57] Então, esse nível de leitura, ele geralmente é alcançado no início do processo educacional. é o nível mais comum entre as pessoas alfabetizadas, mas aqui o problema é que a maioria das pessoas aprende esse nível, ponto final, não sabe alcançar, não é capaz de ir para os próximos níveis, nem sabe que existem os próximos níveis.

[00:58:23] Qual é a pergunta que você fará quando está fazendo a leitura elementar? A pergunta mais básica é essa, o que diz a frase? A leitura só vai te dar isso, o que diz esse determinado texto. O segundo tipo de leitura apresentada aí é a leitura inspecional.

[00:58:41] A principal característica da leitura inspecional é o tempo. Então, essa leitura inspecional é uma leitura que prepara você para o outro nível, que é o analítico. Só que, dentro da leitura inspecional, o fator principal é esse fator do tempo, ou seja, que num tempo curto, você consiga obter o máximo de informações possíveis, que vão ajudar a entender, por exemplo, se você deve comprar ou não esse livro, se você deve ler analiticamente ou não esse livro,

[00:59:16] Se você vai ler várias vezes ou só ali na leitura. Não, isso nem merece a minha leitura mais profunda, já está fora. Então, a leitura inspecional, como diz o nome, é uma inspeção que você faz, uma sondagem que você faz no livro, para que você tome certas decisões sobre o livro.

[00:59:35] Então, você não vai analisar a parte profunda, mas só a superfície desse livro e aprender o máximo que é possível com essa superfície. Então, tem alguns autores que fazem esse tipo de leitura. Por exemplo, o Deacarson, ele lê 500 livros por ano, mas boa parte dessa leitura é uma leitura mais inspecional do que analítica.

[01:00:00] Ele consegue lá obter o máximo desses livros fazendo uma leitura mais rápida. Essa leitura inspecional é simplesmente uma arte de saber folhear o livro. vai fazer um processo aqui ao pegar o livro, que depois de 10, 15 minutos, se alguém falar assim, o livro é sobre o quê?

[01:00:23] Você vai saber responder, mesmo sem ter lido o livro. Você não vai saber tudo, mas você vai saber o tema central do livro, alguns aspectos, você vai conseguir detectar. O terceiro nível de leitura, que está aí na folha, é o livro da leitura analítica.

[01:00:40] Então, essa leitura analítica, o Adler diz que é a leitura propriamente dita. É o ápice, é o melhor tipo de leitura. Por quê? Porque é a leitura que você pega uma grande obra e lê para entender essa grande obra. Na leitura inspecional, a grande pergunta que você vai fazer, a anterior que eu pulei aqui, é o livro é sobre o quê?

[01:01:09] Qual a estrutura do livro? Quais as partes principais do livro? Esse livro é um romance? É uma história? É ciência? É o quê? Na leitura analítica, você também vai ler profundamente e vai fazer perguntas. Mas as perguntas são tantas que eu não coloquei aqui, porque você vai fazer perguntas em todo o decorrer da sua leitura.

[01:01:29] Então, o leitor vai formular perguntas, vai procurar as respostas que aparecem no texto. E, à medida em que você faz a leitura analítica, é o momento em que você vai poder dizer, de certa forma, que você está se apropriando do livro, porque você está começando a compreender o que aquele livro quer dizer.

[01:01:49] E aí aparece, quase em todos os livros que vão falar sobre a leitura para crescimento intelectual, uma frase famosa do filósofo Francis Bacon, que é, alguns livros devem ser degustados, outros devem ser engolidos, e alguns poucos devem ser mastigados e ingeridos.

[01:02:11] Quer dizer que cada livro merece um tipo de atenção diferente. Tem livro que você vai fazer a leitura inspecional e dizer rapaz, isso merece uma leitura mais profunda. E outro que você já de cara vai dizer isso aqui, já vi que nem vou perder meu tempo aqui. Então, cada livro.

[01:02:31] Outro que você vai falar, eu vou ler, mas vou ler rapidamente. rapidamente, não ficou ali pesquisando, marcando toda a vida, você queria obter uma noção daquele assunto e leu. Então, na leitura analítica, o que a gente faz? A gente degusta? Não. A gente só engole? Não.

[01:02:51] A gente vai fazer o quê? Vai mastigar e digerir. Isso é a leitura analítica. É a mais profunda leitura. Então, é quando você quer realmente entender um livro, você quer elevar o seu entendimento. Ela não é necessária quando você vai ler uma revista, quando você vai ler um artigo na internet, ela é necessária quando você vai ler um grande livro que valha tal tipo de leitura.

[01:03:16] Então, não é para todo momento, todos os dias, qualquer hora. O próximo nível de leitura, que é o último aí, é a leitura sintópica. Esse tipo é o mais complexo e sistemático. Por quê? Porque você vai fazer uma leitura comparativa.

[01:03:35] Então, esse tipo de leitura seria, por exemplo, você dizer assim, vou ler aqui as obras dos puritanos sobre a oração. E aí você leu dez obras dos puritanos sobre a oração, fez em todas elas uma leitura para compreenderem.

[01:03:55] Então, a leitura o quê? Analítica. E agora que você leu as dez obras numa leitura analítica, Na leitura sintópica, você compara as posições de cada um desses autores. Então, você vai ter um trabalho muito maior. Isso é o que alguém vai fazer quando vai escrever uma tese, um trabalho de mestrado ou de doutorado, ele tem que fazer isso.

[01:04:17] Geralmente, ele vai ler muita coisa e ele vai comparar para dar comparação, extrair alguma tese que ele vai colocar ali no seu trabalho. Então, eu vou fazer aqui um teste rápido. E vocês, acho que podem responder, acho que não deve haver nenhum problema com isso.

[01:04:40] O teste está aí, né? Cheguei em uma livraria, existem dois livros sobre um assunto que eu desejo estudar. Eu preciso decidir qual devo comprar, eu só tenho 30 minutos e o meu dinheiro só me permite comprar um desses dois livros.

[01:04:55] Que tipo de leitura eu devo empregar para fazer a minha escolha? A leitura inspecional. Muito bem. Dois, estou lendo na internet uma notícia sobre a situação política no Egito. Que leitura estou fazendo? Só estou lendo ali a notícia. Qual é?

[01:05:16] Elementar. Três, estou pensando em escrever um livro sobre o que os puritanos disseram sobre a oração. Já acabei de dar a pista. Já reuni vários livros, eu quero começar o meu trabalho. Que nível de leitura eu devo utilizar?

[01:05:31] Sintópica. Quatro, quero aprofundar meus conhecimentos teológicos, por isso desejo ler as Institutas de Calvino. Que leitura devo utilizar para entender as Institutas de Calvino? Analítica. Cinco, estou lendo as Crônicas de Nárnia.

[01:05:47] Meu objetivo é entretenimento. Que nível de leitura eu vou utilizar? Elementar. crônicas de Nárnia, pois desejo apresentar uma monografia sobre este livro. Que leitura devo empregar? Analítica. Desejo escrever uma tese sobre a utilização de símbolos nos escritos de César Lewis e, para isso, já reuni todos os seus livros. Que nível de leitura deverá ser empregado?

[01:06:16] Sintópica. Muito bem. Preciso selecionar na biblioteca alguns livros para escrever um texto sobre a literatura brasileira. Que tipo de leitura posso empregar antes de escolher os livros que vou levar? Inspecional. Muito bem. Dez para todos vocês.

[01:06:37] Próximo ponto. Agora vou dar os conselhos. Primeiro, sobre a leitura elementar. Então, não tem muitos conselhos, porque eu acho que, provavelmente, todos vocês aqui sabem ler nesse nível de leitura. Mas vou dar aqui uma dica para os pais.

[01:06:55] nível de leitura é a base para todos os demais níveis de leitura. Então, alguém que não lê com proficiência na leitura elementar, quando tem que fazer a leitura analítica, o que acontece? Não consegue, porque se enrola já no nível mais básico.

[01:07:11] Então, os pais devem se certificar que seus filhos sejam, que se eles são pequenos, que eles recebam a alfabetização adequada. Então, glória a Deus que vocês têm aqui uma escola de educação clássica. Então, você deve cuidar para que assim seja, que seus filhos recebam uma alfabetização adequada que vai fornecer a eles realmente a capacidade de ler.

[01:07:39] Eu, há uns bons anos atrás, uns 15 anos, lá em Cabo Frio, quando eu morava em Cabo Frio, eu cheguei à conclusão que eu deveria retirar meus filhos da escola. Eu adotei o homeschool, quando o homeschool não tinha nenhum material, ninguém fazendo e ainda era um perigo muito maior do que hoje.

[01:08:01] Mas eu tomei essa decisão, várias razões me levaram a isso, uma delas é que, na reunião da professora, a professora disse assim, olha, queridos pais, se o seu filho escrever Casa com Z, não corrija, porque essa é a verdade dele.

[01:08:18] Aí eu falei, ah, minha filha, mas aqui isso aí não vai colar de jeito nenhum. Aí aquilo começou, e ao mesmo tempo eu estava estudando, e aí criava aquele impacto de você ver o erro aqui e saber que você tem uma responsabilidade.

[01:08:31] Aí eu alfabetizei meu filho, que é esse que está aí, que é o Joab, esse rapaz aí. Aí alfabetizei Joab. Quando Joab chegou na escola, Joab começou a responder as coisas, o professor, ei, fique quieto, porque senão você vai atrapalhar os seus coleguinhas.

[01:08:46] porque ele já sabia ler, os coleguinhas não sabiam, então ela começou a toler qualquer participação dele. Aí, naquela hora, eu falei, sai, o outro de seis sai também, e os outros dois que vieram depois não vão entrar, não entraram nunca, graças a Deus ficaram livres de sair.

[01:09:04] Então, perceba, nessa época, outras famílias da igreja resolveram fazer isso. eu tentei não ficar usando minha autoridade pastoral para que alguém fizesse isso, porque isso é uma questão pessoal da família, mas os outros pais disseram, e agora o que a gente vai fazer?

[01:09:22] Aí decidimos que nós íamos dividir o trabalho entre os pais, cada pai ia estudar um assunto e ia ajudar os filhos dos outros naquele assunto. Então, coube a mim uma pesada tarefa, uma delas, fiquei com história, fiquei com geografia, com várias outras, mas fiquei com a questão da leitura.

[01:09:48] E o que eu descobri? Que as outras crianças tinham sido alfabetizadas no método construtivista, então, quando elas iam ler uma coisa, elas só conseguiam adivinhar, pareciam os adivinhos do palácio do faraó. Era adivinhação do começo ao fim.

[01:10:10] Via o começo, via o ele. Aí já dizia assim, elegante. Eu falei, não, é elementar. E eu fiquei trabalhando com essas crianças durante meses e meses. E Deus treinou minha paciência, porque foi difícil. Foi muito difícil. Tinha hora que eu falava assim, meu irmão, eu vou dizer para os outros pais ficarem com seus filhos, porque eu não estou aguentando, não.

[01:10:34] Mas Deus foi misericordioso, dificuldades superaram. A gente lia os livros juntos, e aí cada criança ia ler, ia corrigindo, mostrando, tentando ajudar, e eles conseguiram superar aquilo dali. Então, se você falha aí, você já tem o fundamento.

[01:10:54] Com falha, a construção toda fica torta. Então, cuide disso. Quando o pai ou a mãe percebe que o seu filho com certa idade ainda está com deficiências, porque talvez ele foi educado lá atrás, um adolescente, por exemplo, verifique isso.

[01:11:08] porque isso também é um fator que desmotiva o adolescente, a criança, de ler. Esse não é o único motivo, obviamente, mas pode ser um fator que está contribuindo para quem não quer ler, porque não tem a habilidade necessária.

[01:11:21] E é importante notar isso, porque quando você tem a habilidade necessária, o que acontece? Você vai de peito aberto. Então, por exemplo, quando eu estava fazendo a oitava série, Eu me lembro que eu cheguei em Minas, na cidade dos meus avós, e eu vim do Rio, até metade do ano eu tinha conseguido uma façanha, eu tinha fugido de todas as provas de matemática.

[01:11:46] E eu cheguei lá sem ter feito nenhuma prova, metade do ano. Aí a professora disse, olha, eu vou passar uma prova que vai valer pelo semestre. Eu falei, beleza. Aí ela me deu a prova e os alunos da classe que eu estava conhecendo naquela hora, um deles foi me dando toda a dica.

[01:12:02] que eu colei e passei naquela prova, passei na sétima série, tá beleza. A professora deixou colar. Mas quando chegou na oitava, aí mudou. Na metade do ano apareceu um outro professor, que eu nunca esqueço o nome dele, José Ricardo.

[01:12:18] E a primeira aula ele disse, olha, quero avisar vocês que na minha aula ninguém vai colar. E aqui, se vocês tentarem, vocês não vão conseguir nada. Mas, ele disse, Quem quiser aprender matemática pode vir aqui aos sábados, às oito horas da manhã, que eu vou ajudar, por fora, aula extra.

[01:12:40] E eu era um dos piores alunos da matemática. Quando falava em matemática, eu quase me colocava debaixo da cadeira. Pois eu fui para essas aulas. No final do ano, eu parecia o Ronaldinho, sabe? Cheio de gás, assim, dizendo, qual é a tua dúvida aí que eu vou te esclarecer, meu amigo?

[01:12:56] Os colegas me pedindo ajuda. Por quê? Porque agora eu tinha proficiência naquelas matérias matemáticas da oitava série, e os outros colegas ainda estavam com dificuldade, eu tinha estudado seis meses a cinco, e eu sabia.

[01:13:11] Então, isso me motivava naquele assunto. Se você não tem habilidade, você fica meio que se escondendo. Então, se a pessoa tem dificuldade na leitura elemental, ela vai ter dificuldade para a leitura profunda. O Adler vai oferecer no livro alguns conselhos sobre a questão de velocidade, que é uma coisa comum, a gente às vezes não tem um bom ritmo, e a questão muito comum de fixações e retrocessos.

[01:13:36] O que é isso? Você está lendo e, de repente, para ali. Ou você está lendo e, em vez de descer a linha, você volta para a mesma linha. Então, ele dá lá algumas dicas de como corrigir, porque isso atrasa a sua leitura. Agora, conselhos sobre o próximo nível, a leitura inspecional.

[01:13:53] Há dois tipos de leitura inspecional. A pré-leitura, ou chamada sondagem sistemática, e a leitura superficial. O que é a pré-leitura? Na pré-leitura, você vai fazer essa sondagem sistemática do livro. Então, o que você vai fazer?

[01:14:10] Primeiro, você vai olhar a folha de rosto, que é essa aqui. Hoje, quase elas não comunicam muita coisa. Mas, antigamente, às vezes, havia aqui um sumário, alguma coisa que te ajudava a entender o objetivo do livro. Então, você vai fazer uma leitura da folha de rosto e uma leitura, isso é a leitura inspecional, tá?

[01:14:32] E você vai ler, pelo menos, uma parte do prefácio, principalmente se o prefácio foi escrito pelo próprio autor, porque aí o autor ali faz o quê? Ele diz, nessa obra, eu desejo apresentar, pronto, ele já está te dizendo o objetivo da obra.

[01:14:50] Então, você vai examinar a folha de rosto e o prefácio. Outra coisa que você vai examinar, você vai examinar o sumário, não sei se dá para ver aí, é o sumário. A pessoa, às vezes, não faz isso, mas o sumário é como se você dissesse assim, eu vou dar uma olhada nas árvores, quando eu fizer a leitura o quê?

[01:15:13] Analítica, eu vou olhar a folha, os troncos, tudo mais. Mas agora eu não quero fazer isso, eu quero olhar a floresta. Então, você sobe no helicóptero e olha de longe. Então, como você faz isso? Você olha, como é que ele dividiu esse assunto?

[01:15:30] Como é que ele organizou o tema? E você vai lendo. E, quando você lê esse sumário, você vai começar a ter uma ideia do todo da obra. Então, você vai fazer isso na leitura inspecional para ter essa ideia do todo. Você vai examinar.

[01:15:45] O sumário é como se fosse um mapa. porque você vê de onde ele saiu e aonde ele chega no final. Ainda na leitura inspecional, você vai consultar o índice remissivo. Não sei se dá para ver aí, mas é lá atrás onde tem palavras, autores, os assuntos que tem no livro.

[01:16:08] Às vezes está separado o índice de autores com o índice de assuntos. Mas você tem lá o índice remissivo que é isso. E isso aí te dá uma ideia. Por exemplo, vou dizer a vocês aqui desse livro como ler livros. Vou escolher aqui uma letra A. Vou olhar aqui os autores. Por exemplo, ele vai citar o Agostinho.

[01:16:36] tem quatro citações. Apolônio, duas. Tomás de Aquino, umas doze. Aristófanes, duas. Aristóteles, umas trinta, quarenta. Já ficou claro o quê? Aí vocês lembram que eu falei que ele era um filósofo aristotélico? Então, já mostra que ele tem mais conhecimento sobre Aristóteles. Mas qual seria a segunda maior influência aqui?

[01:17:04] Na letra A. Tomás de Aquino. aqui como Aquino, então você percebe que são os autores que ele mais leu, e por isso ele mais cita. Isso ajuda você a entender o escopo da obra. Então você consulta o índice remissivo, tanto para ver também os assuntos que mais...

[01:17:22] Por exemplo, se você lê lá, fé, aí tem sete citações, depois você lê esperança, tem cinquenta, então você já fica claro que o principal tema do livro é a esperança, está claro, só olhar ali no índice remissivo. Leia a contracapa, que é aqui, e leia a orelha, que é essa parte aqui.

[01:17:45] Essas duas partes geralmente são pura propaganda, porque é para você querer comprar o livro. Mas isso ainda te dá alguma dica sobre o livro, porque às vezes quem fez a propaganda vai dizer esse livro é para quem deseja ler e crescer intelectualmente.

[01:18:03] Pronto, te deu uma pista importante sobre o objetivo do livro. Número cinco, examine os capítulos que parecem centrais. Como é que você vai saber os capítulos que parecem centrais? Deixa eu te dar uma dica. Nesse livro aqui, parte um, as dimensões da leitura, é o que eu estou dando para vocês agora.

[01:18:24] Isso tem cinco capítulos. Parte dois, o terceiro nível da leitura, a leitura analítica. quatro, cinco, seis, sete. Tem sete capítulos. Então, veja, tem cinco capítulos para falar dos quatro níveis. E tem sete capítulos para falar só sobre o nível.

[01:18:45] E eu não disse que para o Adler a principal leitura não é analítica? Então, onde está o cerne desse livro? Está no assunto da leitura analítica. Então, você dá uma olhadinha no começo, no final dos capítulos sobre esse assunto. Isso vai te dar uma noção de onde ele quer chegar.

[01:19:00] E o último conselho que ele dá aí é simplesmente folhear o livro. Dá uma lida no parágrafo aqui, uma lida no outro parágrafo ali. Você consegue fazer isso em 15, 20 minutos. E se você treinar, no final você vai poder dizer, bom, esse livro ensina como ler grandes obras da literatura ocidental, fornecendo certas habilidades, e ele dividiu a leitura em quatro níveis, elementar, inspecional, analítica e sintópica.

[01:19:30] A pessoa, poxa, você leu tudinho, hein? Não, não, não. Você só fez a leitura inspecional. Agora, isso é o nível 1, o primeiro tipo de leitura inspecional. Qual é o segundo tipo de leitura inspecional? O segundo tipo de leitura inspecional é ler a obra toda sem se deter, sem ficar olhando o dicionário, sem consultar comentário, sem riscar, sem anotar, sem marcar, sem fazer nada, só...

[01:20:02] Porque você só quer fazer o quê? Ter uma visão geral. Então, aqui está o grande problema. Você chega lá nas institutas e já quer chegar entendendo. Você nem sabe o que está lá. Quando você começa a seguir esse passo, leitura inspecional, sondagem, Na instituto você vai ter que gastar mais do que 15 minutos, com certeza.

[01:20:28] Fez aquela sondagem. Depois você fala assim, eu vou ler o livro 1 da edição clássica, que é o menorzinho. Aí você lê o livro 1 todinho, não marcou nada, não fez nada. Mas agora você sabe o trajeto. Quem é mais novo vai entender isso com mais facilidade.

[01:20:47] Você vai jogar o videogame. Aí a primeira vez que você vai jogar, quando chega num determinado momento, armadilha, você cai nessa armadilha, aí restarta o jogo e começa de novo, mas agora se você é esperto, você vai pular na hora certa e não cai na armadilha.

[01:21:05] Quando você faz a primeira leitura, você sabe o que tem no caminho e agora você consegue ver as outras coisas que você não viu na primeira e você consegue fazer a leitura analítica sabendo onde ele quer chegar. Então, isso é primordial, essa leitura inspecional como preparação para a leitura de um grande livro.

[01:21:28] Ou seja, se o livro for muito bom, ele merece uma leitura corrida e depois uma leitura analítica. Então, isso é a leitura inspecional superficial. Nesse caso, quando você faz essa leitura inspecional superficial, você tem que focar só no que você consegue entender.

[01:21:49] porque qual é a tendência? Você passa aqui, poxa, eu não entendi, o que você vai querer fazer? Voltar para entender, não, nessa aqui você não faz isso, porque é só superficial, não entendeu? Segue, vai, vai seguindo, vai seguindo, então você vai colher o que der para colher, mas vai fazer isso muito mais rapidamente para ter a visão mais ampla, então você vai passar batido pelos parágrafos difíceis,

[01:22:13] se alguém perguntar o que eles significam, você não vai ser capaz de dizer, mas você tem agora uma compreensão geral sobre a obra. Então, não vai ler nota de rodapé, não vai ver indicação de livro, nada. É só o texto. E vai evitar o quê? O uso de ferramentas.

[01:22:33] Dicionário, comentário. Por exemplo, a pessoa nem fez... Você também pode fazer isso na Bíblia. Escolha, faça um teste. Escolha um livro pequeno, tipo Judas, Primeiro, segundo e terceiro João, bem pequenininho. Ou um livro do Antigo Testamento, Sofonias, ou Badias, que é um capítulo só.

[01:22:56] Você vai e lê, vamos dizer, um livro como Sofonias, três capítulos. Lê de uma vez só, num dia só, pá, lê os três capítulos. Ok. Aí, no outro dia, você vai lá e fala assim, agora eu vou estudar, lê com muita calma, tentar observar todos os detalhes, tomar nota o máximo possível do capítulo 1.

[01:23:17] terça. Quando chegar na quarta, o que você pode fazer? Ler de novo. Aí, quando você fizer essa outra leitura agora, como você já estudou um, quando você chegar no três, ah, aqui no três tem uma coisa que eu estudei, tem relação com o que está no um.

[01:23:33] Então, você fica, é como se você fizesse aproximação e distanciamento. Aproximação e distanciamento. Isso é mais trabalhoso do que a leitura analítica. Mas, na Bíblia, vale a pena você fazer isso, para compreender A palavra de Deus.

[01:23:50] Conselhos agora sobre a leitura analítica. Não, perdão, não é sobre a leitura analítica. A leitura analítica é em outro tempo. E conselhos agora para a leitura mais ativa, em qualquer nível. Então, algumas técnicas. A primeira técnica, eu vou ensinar uma coisa aqui, ótimo.

[01:24:10] A técnica para dormir enquanto lê. Gosta dessa técnica? Número um, deite-se confortavelmente. O cérebro vai dizer, opa, ele deitou. Então, logo, o que ele quer fazer? Ele quer dormir, ele quer descansar. Então, você passa uma mensagem errada para o seu corpo, para a sua mente, perdão.

[01:24:34] Segunda regra para ler e dormir, leia com pouca iluminação. A sua vista logo ficará cansada e você vai dormir. E, terceira, escolha um livro que você não quer ler. Por exemplo, você foi passado um livro da faculdade, você não está com vontade de ler, mas tem que ler.

[01:24:54] Então, se você juntar para ler deitado e ler sem iluminação e não quer ler, meu filho, você não vai ler. Quando alguém chegar no quarto, dormiu, olha, que gracinha. Então, isso é o modo errado, não faça isso. Então, se você quer uma leitura ativa, deve lembrar, quanto mais ativa, mais compreensão.

[01:25:17] Então, requer esforço e, como eu já disse, o esforço é recompensado. Qual é a principal prescrição de uma leitura ativa? Fazer perguntas enquanto lê. Isso vale para livros, isso vale para a Bíblia. Quais as principais perguntas?

[01:25:34] O livro é sobre o quê? Você tem que ter isso em mente enquanto lê o livro. o tema central do livro, o assunto principal, que nem sempre está tão óbvio no título. Por exemplo, qual é o assunto principal de como ler livros?

[01:25:52] É sobre a leitura de livros, de grandes obras, para o crescimento intelectual. Então, como ler livros não expressa exatamente o que é o assunto principal aqui. Então, essa pergunta você descobre fazendo a leitura inspecional, por exemplo, o tema central do livro.

[01:26:14] Segunda pergunta, o que exatamente está sendo dito e como? Então, o que você tem que descobrir aqui? As ideias, as afirmações, os argumentos, isso é o trabalho da leitura analítica. Você deve perceber, principalmente, as conclusões e as definições aqui.

[01:26:36] Então, quando você encontrar o autor dizendo assim, defino tal coisa como, pode marcar, porque isso é essencial para compreender o assunto. Se ele está dando definição, é porque ele quer saber, ter certeza que você entende o que ele quer dizer sobre aquele assunto, para você poder compreender o desenrolar daquele determinado tema.

[01:27:00] A terceira pergunta que você deve fazer, a segunda é o que exatamente está sendo dito e como, então, ideias, afirmações, argumentos, etc. E a terceira pergunta é, o livro é verdadeiro no todo ou em parte? Mas você só pode fazer isso depois de entender.

[01:27:17] Se você entendeu, agora você vai dizer, não, o que ele está dizendo aqui não é verdadeiro, é falso. e você tem um outro livro para comparar. Qual? A Bíblia. O ensino bíblico você vai comparar agora com isso aqui. Se você entendeu, você vai ser capaz de avaliar e dizer se é verdade.

[01:27:36] Em parte, ou se é verdade no todo, ou se é mentira no todo também. E a última pergunta é, e daí? Então, essa é a pergunta que você vai pensar sobre a importância daquelas ideias. Como isso se aplica à sua vida? Então, você vai buscar as implicações dessa leitura para a sua vida.

[01:27:58] Se isso é verdade, e daí? Como isso vai funcionar? E essa é uma pergunta muito simples, mas que nós não fazemos, inclusive, às vezes, quando estamos lendo a Bíblia. E um outro grande erro é quando a gente está lendo teologia.

[01:28:16] Você lê lá a obra teológica, mas não se pergunta, e daí? Aí fica tudo como se fosse só uma grande teoria sobre Deus. Você fica estudando aquilo dali. E o efeito disso, muitas vezes, é o quê? É um coração orgulhoso. Porque você faz uma...

[01:28:33] Você dissocia aquela verdade bíblica sobre Deus da sua vida. Então, em vez de te humilhar, você fica estudando mais e se enchendo de soberba e tirando onda com o outro que não sabe aquilo que você já descobriu. E aí você se torna especialista em arrumar confusão na internet.

[01:28:52] Mas aí você está errado, joga lá, eu tenho um argumento e tal, fica ali debatendo. E cai num erro muito comum hoje entre os jovens, é o erro de ficar sempre na curiosidade, na especulação. Ah, isso aqui a Bíblia não disse nada, mas aí você quer respostas para as quais Deus não quis dar a resposta.

[01:29:16] ali cavando, cavando. Aí você vai para onde? Na filosofia. Um monte de coisa que está fora da Bíblia. E você começa a ficar num terreno perigoso para a sua fé. Então, perceba. Quando você pensa, por exemplo, você estuda lá sobre a onipresença de Deus.

[01:29:36] O que você tem que fazer para fazer essa pergunta? E daí? Você tem que pensar quais as consequências práticas de você confessar isso. você diz assim, Deus é onipresente, significa que quando você está tomando banho, quem está lá?

[01:29:54] Deus. Significa que quando você está comendo, quem está lá? Deus. Quando você está mentindo, quem está ouvindo sua mentira? Deus. E se você medita sobre isso, isso traz temor ao seu coração e faz com que você tenha a graça necessária para fugir do pecado.

[01:30:16] Então, veja, um ponto muito interessante que eu tenho estudado nos últimos dias. Nós, de maneira geral, aqueles que confessam a fé reformada, temos um grande apreço pelos puritanos. Então, amamos a teologia dos puritanos, amamos a história dos puritanos, mas a grande pergunta é se nós amamos a prática dos puritanos.

[01:30:42] Porque o que fez grande diferença é que eles pegaram a teologia da reforma e colocaram na vida. E é muito interessante observar, pelo menos até onde eu pude perceber, existem muito mais livros da teologia puritana do que da prática puritana.

[01:30:59] Porque existem mais consumidores para a teologia do que para a prática. Isso talvez seja um mau sinal das disposições do nosso coração. E, obviamente, tem coisas preciosíssimas que nós podemos obter grande proveito dessas obras e lê-las.

[01:31:16] Claro, vamos ler com discernimento, avaliando tudo, mas são obras preciosas sobre a prática. E, às vezes, tem conselhos que você pode ler um conselho e passar horas meditando naquilo ali. Eu estou estudando sobre a vida piedosa e aí estou lendo o livro do...

[01:31:40] Baile, agora esqueci, é Lewis Baile, acho que é o nome. A Prática da Piedade, da editora PES. É um livro assim, falando sobre várias coisas da vida prática da piedade. Aí ele diz uma coisinha muito simples. Uma hora, ele diz, como começar sua manhã elevando seus pensamentos a Deus?

[01:31:59] Quando você acordar, antes de fazer qualquer coisa, procure a primeiro pensamento do seu dia, seja o próprio Deus. E aí ele diz, se você colocar Deus em primeiro lugar, é bem provável que as outras coisas não tenham coragem de entrar.

[01:32:13] É muito simples, não é nenhum segredo, está na Bíblia, que nós devemos meditar no Senhor, na sua lei. Mas, muitas vezes, nós acordamos e a primeira coisa que fazemos, pega o celular que está do lado da sua cama e já vai consultar, nem escovou o dente, já vai consultar a rede social.

[01:32:36] Pois é isso aí que vai ser o seu dia todinho. E, provavelmente, isso quer dizer uma coisa mais triste ainda, que você está com um ídolo, dormindo com um ídolo do seu lado. uma coisa que rouba a sua atenção e para a qual o seu coração está sempre ansiando.

[01:32:53] Deveria acordar e dizer, bom, acordei. E fazer uma oração simples, Senhor meu Deus, que nesse dia eu viva para a Tua glória. Senhor meu Deus, não permitas que eu peque contra Ti. Senhor meu Deus, me dá graça para eu fazer tudo o que o Senhor quer que eu faça nesse dia.

[01:33:11] Uma oração de menos de um minuto, mas você terá se lembrado de quem é realmente importante na sua vida. Então, nós não queremos trazer essa prática. Então, daí a importância de quando ler, perguntar. E daí? Então, você vai precisar fazer muitas perguntas.

[01:33:32] E para tomar posse de um livro, você precisa fazer, além das perguntas, anotações. E três razões para anotar. É uma atividade que vai manter você acordado, o pensamento se expressa em palavras, então, isso força você a pensar, e anotar ajuda a lembrar as ideias do autor.

[01:33:56] Você vai mostrar lá concordância ou discordância. Então, eu, recentemente, estou usando uma ferramenta para estudar a Bíblia, que é uma coleção da editora Thomas Nelson, NVI, então eu leio com cuidado, mas ele tinha uma coisa que eu queria há muito tempo.

[01:34:14] O que era? Um papel que você possa marcar e não vai furar do outro lado. E nem manchar. Então, um papel mais grosso. E do lado esquerdo tem o texto bíblico e do lado direito, linhas. Para você notar, meu irmão, é uma benção. Porque você vai ali, começa, por exemplo, eu destaco todas as menções a Cristo, de uma cor o Espírito Santo de outra cor, os outros personagens de outra cor, palavras que se repetem de outra cor, então fica meio colorido.

[01:34:42] Mas eu identifico, olha aqui, quantas vezes o verbo crer foi repetido. Olha que a ênfase nessa parte é toda no testemunho. Aqui em João, enfatizou o quê? Que eles tinham visto o milagre, mas aqui a samaritana, ela creu por ouvir.

[01:35:00] O oficial do rei creu por ouvir. Você vai detectando essas coisas, marcando, e aí do lado você vai escrevendo as suas anotações. Então, em certo sentido, é como se você estivesse escrevendo o seu próprio comentário da Bíblia.

[01:35:15] Então, você vai crescendo, vai aprendendo, vai desenvolvendo. Então, anotar é muito importante. Mas, não só anotar. Você pode fazer uma coisa que muita gente não gosta, de marcar o livro. Ah, meu livro eu não vou marcar.

[01:35:33] Tá bom, se você tiver a capacidade de conseguir ler e entender o livro sem ter uma leitura muito ativa, então você tem um dom especial, ótimo, não precisa marcar. Mas a maioria dos mortais deve usar recursos que ajudem.

[01:35:49] Só que, claro, se é um livro analítico que merece ser marcado, a primeira leitura que você fez, se você vai ler analiticamente e marcar, a primeira leitura já te mostrou o total. Na segunda, você só vai marcar o que realmente é importante e fundamental para o argumento do autor.

[01:36:09] Porque eu, o meu primeiro contato com a fé reformada, quando eu ainda era um pastor da Assembleia de Deus, foi o seguinte, eu fui numa livraria e vi um livro lá chamado Pregação e Pregadores, do Lloyd-Jones. Aí eu comprei esse livro.

[01:36:30] Mas aí eu comecei a ler e falei assim, meu irmão, eu queria pregar desse jeito aqui. Eu estava vendo lá como ele estava dizendo da pregação expositiva. E esse livro hoje, eu guardo ele apenas como uma relíquia desse tempo.

[01:36:42] Porque o livro não dá para ser lido por uma razão. É mais fácil você achar as partes que não estão marcadas, porque o resto está tudo marcado. Cada coisa que eu li, não, isso aqui é bom demais, isso aqui é bom demais, isso aqui é bom demais.

[01:36:59] e o livro ficou todo marcado, é caneta vermelha para todo canto. Mas não é exagero. É tipo assim, duas linhas em uma página e não foram marcadas, porque o resto foi tudo marcado. Então, obviamente, eu era um leitor menos maduro e não sabia o que marcar.

[01:37:14] Então, era meio impulsivo. A primeira coisa que eu via que achava interessante, eu marcava. Mas você, com o tempo, vai ganhando experiência. Então, geralmente, hoje, quando eu não estou fazendo uma leitura analítica, mas é um livro que você vai ler de uma vez só, Eu uso a seguinte técnica, eu leio o capítulo e depois eu volto para marcar só os pontos que eu acho que naquele capítulo são elucidativos.

[01:37:38] Então, eu faço isso para evitar, porque às vezes você marca aqui e daqui a pouco, poxa, mas aqui ele falou muito melhor do que aqui. Aí você marcou lá e marcou aqui. Então, para evitar isso, eu leio o capítulo, volto, onde foi que estava aquele ponto?

[01:37:52] Eu marco lá, às vezes eu escrevo no próprio livro um resumo daquela ideia. Então, essa prática de sublinhar o trecho, quando é um trecho muito grande, você pode traçar uma linha vertical. Você bota lá como se fosse um colchete daqui até aqui embaixo.

[01:38:10] Então, isso aqui é um ponto importante. Você também pode usar asteriscos ou outros símbolos, por exemplo, para marcar os dez parágrafos mais importantes do livro. Claro, você só pode fazer isso num livro que você vai ler analiticamente e que você já fez aquela leitura inspecional inicial.

[01:38:31] Mas você pode usar marcas assim. Ou colocar aqueles marcadores coloridos que colam assim no livro. Você pode também inserir números. Por exemplo, se você for ler as institutas na edição da Unesp, você vai sentir muito mais dificuldade.

[01:38:51] Os parágrafos são inteiros. A sessão é um parágrafo só. E, às vezes, ali, vai dizer assim, em primeiro lugar, em segundo lugar. Então, o que eu faço? Eu boto um lá do lado do primeiro. ele tem três pontos principais do seu argumento e eu acho facilmente, mesmo não tendo parágrafos bem divididos, eu acho facilmente os argumentos dele ali.

[01:39:17] Ou então, como ele vai dar um exemplo, ele começa a falar, nos pais da igreja, em fulano isso, aí eu marco um, em ciclano isso, ou dois, então já sei que ali tem dez citações sobre os pais da igreja que eu identifiquei, às vezes eu coloco lá o nome do lado.

[01:39:32] Então, são recursos que você deve... Você ficar com um lápis na mão durante a leitura, já é em si uma forma de você conseguir ler mais ativamente. Se você está marcando certo, se você está escrevendo alguma coisa do lado, um resumo, se você coloca ali uma dúvida, às vezes eu coloco simplesmente um sinal de interrogação.

[01:39:53] Eu não entendi aquilo. Mas, em outra leitura, talvez quando eu acabar o livro, o que é que eu posso fazer? Acabei o livro. Eu venho aqui e faço só assim. O que é que eu vou achar? Os sinais de interrogação. E talvez agora, tendo acabado o livro, eu cheguei ali, por que eu botei esse sinal de interrogação aqui?

[01:40:13] Eu já sei o que ele quis dizer, porque eu já li o livro todo. Então, às vezes você vai descobrir. Agora, se não descobriu, aí você tem mais trabalho pela frente. Você também pode fazer com que aponte para outra, bota lá um CF, de confira, circular palavras, frases, quer dizer, toda essa questão de circular, marcar, sublinhar, colorir, você pode fazer isso.

[01:40:41] Eu não sublinho tanto, porque eu acho que quando você vai sublinhar, você usa a caneta, o lápis acaba, eu tenho a mão meio pesada, eu acabo forçando um pouco a folha, eu uso um lápis de cor, aí eu uso duas cores. Quando é mais ou menos, é uma cor.

[01:40:56] quando é um negócio assim que eu falo assim, isso aqui é inesquecível, aí eu marco da outra cor. E o número sete ali é escrever nas margens da página, então, resumir um argumento, fazer uma pergunta e dizer que ali, aquele texto responde aquela pergunta, então, são recursos que depois vocês podem olhar com mais calma, aí na folha e podem utilizar.

[01:41:29] As anotações são de três tipos. Na inspeccional, são anotações estruturais. Na analítica, são anotações conceituais, quais as ideias do livro. E na sintópica, são anotações dialéticas. Quer dizer, como esse livro conversa com esse outro livro aqui.

[01:41:47] Indo para o final. São muitas regras que tem aí na folha, só nessa primeira parte. É verdade. Mas, como tudo, você começa devagarzinho, aplica um, aplica outro, aplica outro. Daqui a pouco, quando você vê, então, quem já aprendeu a dirigir, sabe que quando você pega pela primeira vez, você se pergunta, meu irmão, como é que eu vou segurar no volante, passar a marcha, apertar um pé na empregagem, outro pé no acelerador, olhar o retrovisor daqui, olhar o retrovisor daqui, você fica, como eu vou fazer tudo isso?

[01:42:19] A minha cabeça só dá para segurar no volante. com aquela dificuldade. Mas, depois que você aprende, que você fica dirigindo muitas horas e, principalmente, se é o mesmo trajeto, de repente, teve uma vez que aconteceu um negócio comigo que eu falei, rapaz, eu fui para o Clire, lá em Recife, eu estava dando aulas lá. Aí, eu, na volta, voltava às vezes com alguns jovens que pediam carona, aí os jovens pediram. Aí estava uma conversa dentro do

[01:42:46] carro muito agradável e eram 50 minutos, 40 minutos de carro do centro para a minha E a conversa, conversando, conversando. Quando eu dei por conta, eu já estava em casa. Mas eu não me lembro nada. Assim, eu dirigi tão no automático que eu me desliguei.

[01:43:06] A sensação foi como se eu tivesse me teletransportado do centro da cidade para a minha casa. Porque eu fiquei tão entertido na conversa que eu dirigi no automático. Não faça isso que é perigoso. Mas, só quero dizer que quando você faz a mesma coisa muitas vezes, você vai ganhando hábito daquilo e você vai fazendo cada vez melhor.

[01:43:25] Qual é o processo? Conheça as regras. Então, você tem uma dica aí nessa folha. Se você quer aprofundar, compre o livro em algum momento e execute. Não tem outro jeito. Tem que executar para poder aprender. Tem tempo para perguntas, Guilherme?

[01:43:42] Você acha que... Tá, então tá bom. Por mim, eu ficava até meia-noite para a gente fazer um monte de perguntas aqui, mas as crianças não conseguem. Mais uma vez, obrigado, pastor. Minha oração é que a gente realmente consiga aprimorar a nossa habilidade na leitura, porque isso edificar muito a igreja, não só na leitura das escrituras, mas na leitura nossa do dia a dia, no nosso crescimento como estudantes da palavra. Vamos orar

[01:44:29] para encerrar, pedindo a benção de Deus sobre nós. Obrigado, Senhor, por esse tempo aqui juntos. Obrigado mais uma vez pela instrução que recebemos nessa noite. Pedimos que o Senhor nos faça bons leitores, Senhor. Não bons leitores apenas para crescermos em nosso conhecimento técnico, intelectual, mas para glorificarmos ao Senhor com com o nosso tempo e por meio da leitura da tua palavra, conhecermos mais o Senhor e nos

[01:44:56] dedicarmos a meditar melhor na tua palavra. É o que nós te pedimos em nome de Jesus. Amém. Temos um lanche aqui ao final, para a gente bater um papo, conversar um pouquinho mais. E amanhã, lembrando que a gente tem culto às dez e meia da manhã.

[01:45:09] Deus abençoe a todos. Obrigado.