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EBD - Sétimo Mandamento: Não adulterarás - O Casamento segundo às escrituras

"O casamento é uma instituição divina, anterior ao pecado e à cultura, estabelecido por Deus como público, heterossexual, monogâmico e pactual, e somente Ele define suas regras."
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Guia de estudo gerado por IA

Texto-base e contexto

Gênesis 2:18-24

O texto está inserido na narrativa da criação, especificamente após a formação do homem. Descreve a criação da mulher como auxiliadora idônea e a subsequente instituição do casamento como a primeira união humana estabelecida por Deus no Jardim do Éden, antes da entrada do pecado no mundo.

Ideia central

O sétimo mandamento, "Não adulterarás", revela o padrão divino para o casamento, que é uma instituição criada por Deus antes da Queda, sendo público, heterossexual, monogâmico e pactual, com suas regras definidas exclusivamente pelo Criador, e não por convenções culturais ou religiosas humanas.

Exposição

O mandamento "Não adulterarás" não é meramente uma proibição, mas um convite a viver de acordo com o princípio divino do casamento. Este estudo fundamenta o matrimônio em Gênesis 2:18-24, onde Deus, após criar o homem, declara que "não é bom que o homem esteja só" e provê uma auxiliadora idônea. A narrativa demonstra Deus cultivando no homem o desejo por uma companheira que não pudesse ser encontrada entre os animais, culminando na formação de Eva da costela de Adão. O ponto central é o versículo 24: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." A instituição do casamento é anterior ao pecado, à cultura, ao estado e à lei mosaica, indicando que suas regras são divinas e imutáveis. Ele é caracterizado como público (deixando pai e mãe), heterossexual (homem e mulher), monogâmico (uma só carne) e pactual (envolvendo amor, fidelidade e respeito). A poligamia no Antigo Testamento, embora presente em narrativas como as de Abraão e Jacó, é retratada pela Bíblia com desdobramentos pecaminosos e consequências negativas, servindo como exemplos didáticos do que não fazer, e não como aprovação divina. A Lei Mosaica, em passagens como Levítico 18:18 e Deuteronômio 17:17, regula e desestimula a poligamia, antecipando seus perigos e desvios. Jesus e Paulo confirmam esse padrão monogâmico e pactual, citando Gênesis 2:24 e enfatizando a exclusividade e dignidade do matrimônio. Finalmente, o estudo desmistifica a ideia de que o "casamento religioso" é biblicamente indispensável, argumentando que a noção de matrimônio como sacramento foi instituída pela Igreja Católica Romana no Concílio de Trento (1563). O casamento é biblicamente uma união pública e reconhecida socialmente que, embora não seja meramente sexual ou secreta, requer regulamentação e compromisso formal, mas não necessariamente um rito sacramental eclesiástico para ser válido aos olhos de Deus. Situações matrimoniais irregulares, como a união estável, devem ser regularizadas, não desfeitas.

Esboço da mensagem

  1. Introdução ao 7º Mandamento

    O mandamento 'Não adulterarás' implica um princípio de como viver, e não apenas uma proibição. Foco na fundamentação bíblica do casamento.

  2. A Instituição Divina do Casamento (Gênesis 2:18-24)

    Deus declara que não é bom que o homem esteja só, criando a mulher como auxiliadora idônea. A origem do casamento precede o pecado, a cultura, o estado e a lei mosaica.

  3. As Quatro Características do Casamento Bíblico

    1. Público (deixar pai e mãe). 2. Heterossexual (homem e mulher). 3. Monogâmico (um homem e uma mulher). 4. Pactual (acordo mútuo de amor, fidelidade e respeito).

  4. A Poligamia no Antigo Testamento e Suas Consequências

    A Bíblia relata a poligamia didaticamente, mostrando seus desdobramentos ruins (Abraão, Jacó). Deus instituiu o casamento monogâmico desde a criação. Exemplos de Davi mostram consequências severas para quem tem maior conhecimento.

  5. Regulações da Poligamia na Lei Mosaica

    Levítico 18:18 e Deuteronômio 17:17 proíbem a multiplicação de mulheres. Deuteronômio 21:15-17 regula situações existentes de poligamia, buscando justiça sem aprová-la.

  6. Confirmação do Padrão Monogâmico no Novo Testamento

    Jesus cita Gênesis 2:24 (Mateus 19:4-6), confirmando a instituição original. Paulo em 1 Coríntios 7:2 e Efésios 5 reforça a união exclusiva e pactual.

  7. O Que o Casamento Não É (e O Que É)

    Não é unicamente sexual, não é secreto, não é sem reconhecimento social. O casamento requer regulamentação e compromisso formal; uniões estáveis devem ser regularizadas.

  8. O Casamento Religioso e o Sacramento do Matrimônio

    A ideia de casamento religioso como 'indispensável' e 'sacramento' foi instituída pela Igreja Católica no Concílio de Trento (1563) e não é uma doutrina bíblica.

Doutrinas — Confissão de 1689

Lei de DeusCap. 19 - Da Lei de Deus
CriaçãoCap. 4 - Da Criação
Pecado e a QuedaCap. 6 - Da Queda, do Pecado e do Castigo
Doutrina da IgrejaCap. 26 - Da Igreja
Soberania e providência de DeusCap. 5 - Da Divina Providência

Aplicação pessoal

  • Reafirmar o casamento como uma instituição divina e sagrada, definindo minha própria visão com base nas Escrituras e não em tendências culturais.
  • Cultivar a fidelidade e o respeito na minha união, entendendo que o pacto conjugal reflete o relacionamento de Cristo com a Igreja.
  • Buscar regularizar qualquer situação matrimonial que não esteja de acordo com o padrão público e legal que a Bíblia e a sociedade esperam.

Na família

  • Ensinar aos filhos e à família o valor e os princípios bíblicos do casamento: sua origem divina, sua natureza monogâmica e heterossexual.
  • Incentivar a comunicação aberta e o compromisso pactual dentro do matrimônio, buscando glorificar a Deus na dinâmica familiar.
  • Servir como exemplo de um casamento que honra a Deus, demonstrando que é possível viver a santidade conjugal em um mundo que relativiza o matrimônio.

Na igreja

  • Promover o discipulado sobre a teologia bíblica do casamento, equipando os membros para defender e viver os mandamentos de Deus.
  • Oferecer suporte e aconselhamento pastoral para casais, ajudando-os a enfrentar desafios e a crescer em seu pacto matrimonial.
  • Defender a santidade do casamento dentro da comunidade e na sociedade, posicionando-se firmemente contra as deturpações da união matrimonial.

Perguntas para estudo

  1. Como a origem do casamento em Gênesis 2:18-24 nos ajuda a compreender o verdadeiro significado do sétimo mandamento, "Não adulterarás"?
  2. Quais são as quatro características essenciais do casamento bíblico (público, heterossexual, monogâmico, pactual) e como cada uma delas desafia as concepções modernas de relacionamento?
  3. O sermão afirma que a poligamia no Antigo Testamento tinha 'desdobramentos ruins'. Quais exemplos foram citados e o que podemos aprender com eles sobre o padrão de Deus?
  4. De que forma a Lei Mosaica, em passagens como Levítico 18:18 e Deuteronômio 17:17, regula e desestimula a poligamia, mesmo sem explicitamente aprová-la em todas as situações?
  5. Qual a importância de Jesus e Paulo citarem Gênesis 2:24 e reforçarem o padrão monogâmico no Novo Testamento para a nossa compreensão do casamento hoje?
  6. Discuta a afirmação de que o 'casamento religioso' não é biblicamente indispensável e como a história do Concílio de Trento nos ajuda a entender essa perspectiva.

Versículo para memorizar

"Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne."

Gênesis 2:24

Textos paralelos

Mateus 19:4-61 Coríntios 7:2Efésios 5:22-33Levítico 18:18Deuteronômio 17:17Deuteronômio 21:15-17Hebreus 13:4

Próximo passo: Aprofundar nos papéis de maridos e esposas no casamento à luz das Escrituras, explorando passagens como Efésios 5 e Colossenses 3, e como a fidelidade pactual se manifesta na vida diária do casal.