Todos os cultos
Culto

Creia! (João 20:19-31) - Elmer Pires

"Pare de duvidar e creia."
Arrependimento e féAutoridade e suficiência das EscriturasEvangelismo e missõesPessoa e obra de CristoRessurreição de CristoSegurança e esperança da salvação
Assistir no YouTube
WhatsAppTelegram
Guia de estudo gerado por IA

Texto-base e contexto

João 20:19-31

Após a descoberta do túmulo vazio por Maria Madalena, Pedro e João (João 20:1-18), e a aparição de Jesus a Maria Madalena, este texto narra as aparições de Cristo ressurreto aos seus discípulos, primeiro na ausência de Tomé e depois na presença dele, abordando a incredulidade e a subsequente confissão de fé.

Ideia central

A ressurreição de Jesus Cristo garante a paz de Deus, comissiona seus discípulos a proclamar o Evangelho para o perdão dos pecados, e é o fundamento para a fé e a vida eterna em Seu nome, especialmente para aqueles que creem sem ter visto.

Exposição

Após a ressurreição, Jesus aparece aos discípulos que estavam reunidos a portas trancadas por medo dos judeus. Ele os saúda com 'Paz seja convosco', demonstrando Suas mãos e lado, marcados pela crucificação, o que transforma o medo deles em alegria. Ele os comissiona, dizendo 'Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio', e de forma simbólica, sopra sobre eles e lhes diz: 'Recebei o Espírito Santo', conectando essa experiência à futura vinda do Espírito em Pentecostes e à autoridade de proclamar o Evangelho que resulta em perdão ou retenção de pecados, não por poder humano, mas pela pregação fiel da Palavra de Deus. Tomé, ausente na primeira aparição, expressa sua recusa em crer sem provas físicas irrefutáveis, exigindo ver as marcas dos cravos e tocar no lado de Jesus. Oito dias depois, Jesus reaparece, novamente em um ambiente de portas trancadas, e imediatamente se dirige a Tomé, oferecendo-lhe a oportunidade de tocar Suas feridas. Diante da presença do Cristo ressurreto, e sem precisar tocar, Tomé faz a mais alta confissão de fé: 'Senhor meu e Deus meu!' Jesus então declara: 'Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram'. Esta bem-aventurança, interpretada à luz dos versículos 30 e 31, não é uma repreensão, mas um consolo e uma promessa para as futuras gerações de crentes. João encerra seu Evangelho afirmando que seu propósito ao registrar esses sinais é para que as pessoas creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e crendo, tenham vida em Seu nome, ressaltando a suficiência da Escritura para produzir fé salvadora.

Esboço da mensagem

  1. I. Jesus aparece aos discípulos amedrontados (João 20:19-21)

    Cristo se manifesta a portas trancadas, traz paz e mostra as marcas da crucificação, resultando em alegria e um comissionamento inicial para a missão.

  2. II. O sopro simbólico do Espírito Santo e a missão dos discípulos (João 20:22-23)

    Jesus sopra sobre eles, indicando a vinda do Espírito Santo e a autoridade para a proclamação do Evangelho que resulta em perdão ou condenação.

  3. III. A dúvida obstinada de Tomé (João 20:24-25)

    Tomé se recusa a crer no testemunho dos outros discípulos sem a evidência física direta das feridas de Cristo.

  4. IV. Jesus confronta a incredulidade de Tomé (João 20:26-28)

    Oito dias depois, Jesus aparece novamente, convidando Tomé a tocar Suas feridas, levando à poderosa confissão de Tomé: 'Senhor meu e Deus meu!'

  5. V. A bem-aventurança dos que creem sem ver e o propósito do Evangelho (João 20:29-31)

    Jesus abençoa aqueles que creem sem ter visto, e João declara que seu livro foi escrito para que todos creiam em Jesus como o Cristo, o Filho de Deus, e assim tenham vida eterna.

Doutrinas — Confissão de 1689

Pessoa e obra de CristoCap. 8 - De Cristo, o Mediador
RessurreiçãoCap. 8 - De Cristo, o Mediador
Fé SalvadoraCap. 14 - Da Fé Salvadora
Autoridade e Suficiência das EscriturasCap. 1 - Das Sagradas Escrituras
O Espírito SantoCap. 2 - De Deus e da Santíssima Trindade
Igreja e MissãoCap. 26 - Da Igreja

Aplicação pessoal

  • Examine sua própria fé e incredulidade: Assim como Tomé, reflita sobre as áreas onde você duvida de Deus e peça a Cristo para fortalecer sua fé.
  • Busque a paz de Cristo: Lembre-se que a paz oferecida por Jesus é uma paz com Deus, fruto da Sua obra na cruz e ressurreição, e ela é acessível mesmo em meio ao medo e ao caos.
  • Viva a comissão de Cristo: Reconheça que você, como discípulo, é enviado para proclamar o Evangelho e compartilhar a vida que há em Jesus, não por sua própria força, mas pela obra do Espírito Santo.

Na família

  • Compartilhe o Evangelho e testemunhe da fé: Conte à sua família as boas novas de Jesus Cristo e como Ele tem agido em sua vida, incentivando a fé no Cristo ressurreto.
  • Cultive a fé em Jesus sem ver: Incentive discussões sobre a fé e como podemos crer na Palavra de Deus, mesmo sem evidências físicas diretas, lembrando-os da bem-aventurança dos que creem sem ter visto.
  • Seja um exemplo de paz em Cristo: Em momentos de medo ou incerteza familiar, demonstre a paz que excede todo entendimento, lembrando a família da soberania e providência de Deus.

Na igreja

  • Priorize a pregação fiel do Evangelho: A igreja deve ser um lugar onde o Evangelho é proclamado com clareza e fidelidade, pois é através dessa proclamação que as pessoas são perdoadas e têm vida em Cristo.
  • Envie e apoie missionários: Como Cristo comissionou seus discípulos, a igreja local deve abraçar sua vocação missionária, enviando e apoiando aqueles que proclamam o Evangelho em todos os lugares.
  • Acolha os que duvidam: A igreja deve ser um ambiente de acolhimento e paciência com aqueles que, como Tomé, expressam suas dúvidas, oferecendo a verdade de Cristo e o testemunho dos crentes com amor.

Perguntas para estudo

  1. Quais emoções os discípulos estavam sentindo antes da aparição de Jesus em João 20:19, e como isso mudou após Sua presença? O que isso nos ensina sobre a presença de Cristo em nossos medos?
  2. A saudação de Jesus 'Paz seja convosco' (v. 19 e 21) é apenas um cumprimento ou carrega um significado mais profundo à luz de Sua crucificação e ressurreição? Que paz Ele nos oferece?
  3. Qual o significado do sopro de Jesus e da declaração 'Recebei o Espírito Santo' (v. 22), considerando que o derramamento do Espírito Santo ocorreria mais tarde em Pentecostes? Qual a relação com a nossa missão hoje?
  4. O que aprendemos com a incredulidade de Tomé e a paciente resposta de Jesus? Em quais áreas de sua vida você tem agido como Tomé, e como Jesus o convida a 'não ser incrédulo, mas crente'?
  5. A confissão de Tomé 'Senhor meu e Deus meu' (v. 28) é uma das declarações mais fortes sobre a divindade de Jesus. O que essa confissão significa para você em sua jornada de fé?
  6. Como João 20:30-31 informa o propósito de todo o Evangelho de João e sua relevância para aqueles que, como nós, creem sem ter visto fisicamente a Cristo ressurreto?

Versículo para memorizar

"Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome."

João 20:31

Textos paralelos

João 11:16 (Tomé disposto a morrer com Jesus)João 14:5-6 (Jesus, o caminho, a verdade e a vida)João 7:37-39 (Promessa do Espírito Santo)Lucas 24:36-49 (Outra aparição de Jesus aos discípulos)Atos 2:1-4 (O derramamento do Espírito em Pentecostes)1 Pedro 1:8-9 (Crer sem ter visto)

Próximo passo: Continuar a aprofundar-se no Evangelho de João, especialmente nas declarações de Jesus sobre a Sua identidade e a vida abundante. Praticar a proclamação do Evangelho em seu círculo de influência e buscar ativamente oportunidades para viver a comissão de Cristo em seu dia a dia, confiando na soberania de Deus e no poder do Espírito Santo.