# Cristãos não podem ser “lulistas” ou “bolsonaristas” - Guilherme Reggiani

**Data:** 2021-07-27  
**Pregador:** Guilherme Reggiani  
**Tipo:** Culto  
**Duração:** 4 min  
**YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4  
**Página:** https://acervo.moretes.com/cultos/Utxq8TKS4W4

> "Nós somos o povo de Deus; nosso Rei é Jesus Cristo, e somente a ele adoramos, obedecemos e reverenciamos."

**Temas:** Adoração, Doutrina da Igreja, Identidade em Cristo, Pessoa e obra de Cristo, Santidade e temor de Deus, Soberania e providência de Deus

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## Guia de Estudo

### 1. Texto-base e contexto

**Daniel 2.21; João 18.36; Apocalipse 11.15; Salmo 115.3**

A transcrição faz alusão a reis e impérios mencionados nas Escrituras, como Nabucodonosor, Belsazar, Ciro, Alexandre e Antíoco, para mostrar que líderes humanos passam, mas Deus governa sobre a história. O foco pastoral é aplicar essa verdade ao contexto político atual, advertindo a igreja contra a idolatria de governantes e reafirmando que Cristo é o único Rei a quem o povo de Deus presta culto.

### 2. Ideia central

O cristão não deve construir sua identidade em líderes ou movimentos políticos, pois pertence ao povo de Deus e está debaixo do governo soberano de Cristo, o Rei das nações.

### 3. Exposição

A mensagem começa lembrando que o povo de Deus nunca deve se definir pelos reis, impérios ou líderes que aparecem na história. Nabucodonosor, Belsazar, Ciro, Alexandre e Antíoco são exemplos de governantes que tiveram importância histórica, mas nenhum deles é digno da devoção do povo de Deus. Essa lógica é aplicada ao presente: cristãos não devem ser, por essência, identificados como seguidores devocionais de líderes políticos, sejam eles quais forem.

O ponto central é a soberania de Deus sobre os governos. Deus levanta reis e derruba reis; permite tempos de guerra e tempos de paz; governa sobre o Brasil, sobre a vida de cada pessoa e sobre toda a história. Isso não significa negar a existência de governos, nem a responsabilidade civil, mas impede que a esperança, o medo ou a lealdade final do cristão sejam colocados em homens.

A mensagem também denuncia a idolatria do coração. O pregador lembra a afirmação atribuída a João Calvino de que o coração humano é uma fábrica de ídolos. Há uma inclinação constante de buscar heróis terrenos, bezerros de ouro modernos, pessoas ou movimentos a quem se presta reverência indevida. Quando a política ocupa o lugar de culto, confiança última e identidade, ela se torna idolatria.

Por fim, a exposição aponta para Cristo: ele é o Rei justo, sábio, poderoso e vencedor. Seu reino não será destruído por governos, ideologias ou oposição humana. A igreja, portanto, deve viver com temor de Deus, esperança firme e adoração exclusiva a Cristo, sem se ajoelhar diante de nenhum poder terreno como se fosse absoluto.

### 4. Esboço da mensagem

1. **1. O povo de Deus não pertence a reis terrenos**
   A mensagem rejeita a identidade devocional ligada a governantes antigos ou modernos: não somos seguidores de Nabucodonosor, Ciro, Belsazar, Alexandre, Antíoco, nem de líderes políticos atuais.
2. **2. A idolatria política é uma tentação real**
   O pregador alerta que cristãos podem idolatrar governos, políticos e lideranças mundiais, transformando preferências políticas em devoção espiritual.
3. **3. Deus governa sobre todos os reis e nações**
   Deus levanta e derruba reis, conduz tempos de guerra e de paz, e permanece soberano sobre a história, o Brasil e a vida de cada pessoa.
4. **4. Cristo é o único Rei da igreja**
   Somente Cristo deve receber adoração, obediência, reverência e culto. Ele é justo, sábio, poderoso e não decepciona o seu povo.
5. **5. O reino de Cristo é vencedor**
   Nenhum governo ou filosofia destruirá o reino de Cristo; todo poder que se levanta contra ele será finalmente derrubado.

### 5. Doutrinas (Confissão de 1689)

- Soberania de Deus sobre reis, governos e história — *Cap. 5 - Da Divina Providência*
- Cristo como Mediador, Senhor e Rei do seu povo — *Cap. 8 - De Cristo, o Mediador*
- Adoração devida somente a Deus — *Cap. 22 - Da Adoração e do Dia de Descanso*
- A igreja como povo pertencente a Cristo — *Cap. 26 - Da Igreja*
- Liberdade cristã diante de autoridades humanas quando estas disputam o lugar de Deus — *Cap. 21 - Da Liberdade Cristã e de Consciência*
- Boas obras e obediência cristã sem idolatria de homens — *Cap. 16 - Das Boas Obras*

### Aplicações

**Pessoal**
- Examine se suas conversas, medos e esperanças revelam confiança maior em políticos do que em Cristo.
- Ore por governantes sem tratá-los como salvadores, messias ou inimigos absolutos.
- Recuse linguagem de culto aplicada a líderes humanos: nenhum homem merece devoção, reverência ou obediência final.
- Lembre diariamente que sua identidade principal não é partidária, ideológica ou nacional, mas cristã.

**Na família**
- Converse em casa sobre política com temor de Deus, evitando transformar discordâncias em idolatria ou hostilidade.
- Ensine filhos e familiares que Cristo reina sobre presidentes, partidos, nações e sistemas humanos.
- Ore em família pelo país e pelos governantes, mas termine reafirmando a confiança no governo de Deus.
- Evite que debates políticos roubem a paz, a piedade e a centralidade de Cristo no lar.

**Na igreja**
- A igreja deve ser reconhecida como povo de Cristo, não como extensão de um partido, líder ou movimento político.
- Pastores e membros devem denunciar a idolatria política com sobriedade, aplicando a Palavra ao coração.
- A comunhão dos santos não deve ser quebrada por lealdades políticas acima da lealdade a Cristo.
- A adoração pública deve manter Cristo no centro, lembrando que só ele é digno de culto e reverência final.

### 6. Perguntas para estudo

1. Quais expressões da transcrição mostram que o pregador está preocupado com idolatria, e não apenas com opinião política?
2. O que significa dizer que Deus levanta e derruba reis? Como essa verdade muda nossa postura diante de governos?
3. De que formas um cristão pode transformar um líder político em ídolo, mesmo sem perceber?
4. Por que afirmar que Cristo é Rei das nações traz consolo em tempos de instabilidade política?
5. Como distinguir participação responsável na vida pública de uma identidade política idólatra?
6. Que mudanças práticas nossa família ou igreja precisa fazer para demonstrar que pertence primeiro a Cristo?

### Versículo para memorizar

> "Ele muda os tempos e as estações; remove reis e estabelece reis; dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos."
> — **Daniel 2.21**

### Textos paralelos

Daniel 2.21  ·  Salmo 115.3  ·  João 18.36  ·  Atos 5.29  ·  Romanos 13.1  ·  1 Timóteo 2.1-2  ·  Apocalipse 11.15  ·  Apocalipse 19.16

**Próximo passo:** Estude Daniel 2 e João 18.33-37, observando como a soberania de Deus e o reino de Cristo corrigem tanto o medo político quanto a idolatria de líderes humanos.

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## Mapa mental

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- Texto-base
  - Daniel 2.21; João 18.36; Apocalipse 11.15; Salmo 115.3
    - A transcrição faz alusão a reis e impérios mencionados nas Escrituras, como Nabucodonosor, Belsazar, Ciro, Alexandre e Antíoco, para mostrar que líderes humanos passam, mas Deus governa sobre a história. O foco pastoral é aplicar essa verdade ao contexto político atual, advertindo a igreja contra a idolatria de governantes e reafirmando que Cristo é o único Rei a quem o povo de Deus presta culto.
- Ideia central
  - O cristão não deve construir sua identidade em líderes ou movimentos políticos, pois pertence ao povo de Deus e está debaixo do governo soberano de Cristo, o Rei das nações.
- Esboço da mensagem
  - 1. O povo de Deus não pertence a reis terrenos
    - A mensagem rejeita a identidade devocional ligada a governantes antigos ou modernos: não somos seguidores de Nabucodonosor, Ciro, Belsazar, Alexandre, Antíoco, nem de líderes políticos atuais.
  - 2. A idolatria política é uma tentação real
    - O pregador alerta que cristãos podem idolatrar governos, políticos e lideranças mundiais, transformando preferências políticas em devoção espiritual.
  - 3. Deus governa sobre todos os reis e nações
    - Deus levanta e derruba reis, conduz tempos de guerra e de paz, e permanece soberano sobre a história, o Brasil e a vida de cada pessoa.
  - 4. Cristo é o único Rei da igreja
    - Somente Cristo deve receber adoração, obediência, reverência e culto. Ele é justo, sábio, poderoso e não decepciona o seu povo.
  - 5. O reino de Cristo é vencedor
    - Nenhum governo ou filosofia destruirá o reino de Cristo; todo poder que se levanta contra ele será finalmente derrubado.
- Doutrinas · Confissão de 1689
  - Soberania de Deus sobre reis, governos e história
    - Cap. 5 - Da Divina Providência
  - Cristo como Mediador, Senhor e Rei do seu povo
    - Cap. 8 - De Cristo, o Mediador
  - Adoração devida somente a Deus
    - Cap. 22 - Da Adoração e do Dia de Descanso
  - A igreja como povo pertencente a Cristo
    - Cap. 26 - Da Igreja
  - Liberdade cristã diante de autoridades humanas quando estas disputam o lugar de Deus
    - Cap. 21 - Da Liberdade Cristã e de Consciência
  - Boas obras e obediência cristã sem idolatria de homens
    - Cap. 16 - Das Boas Obras
- Aplicações
  - Pessoal
    - Examine se suas conversas, medos e esperanças revelam confiança maior em políticos do que em Cristo.
    - Ore por governantes sem tratá-los como salvadores, messias ou inimigos absolutos.
    - Recuse linguagem de culto aplicada a líderes humanos: nenhum homem merece devoção, reverência ou obediência final.
    - Lembre diariamente que sua identidade principal não é partidária, ideológica ou nacional, mas cristã.
  - Família
    - Converse em casa sobre política com temor de Deus, evitando transformar discordâncias em idolatria ou hostilidade.
    - Ensine filhos e familiares que Cristo reina sobre presidentes, partidos, nações e sistemas humanos.
    - Ore em família pelo país e pelos governantes, mas termine reafirmando a confiança no governo de Deus.
    - Evite que debates políticos roubem a paz, a piedade e a centralidade de Cristo no lar.
  - Igreja
    - A igreja deve ser reconhecida como povo de Cristo, não como extensão de um partido, líder ou movimento político.
    - Pastores e membros devem denunciar a idolatria política com sobriedade, aplicando a Palavra ao coração.
    - A comunhão dos santos não deve ser quebrada por lealdades políticas acima da lealdade a Cristo.
    - A adoração pública deve manter Cristo no centro, lembrando que só ele é digno de culto e reverência final.
- Perguntas para estudo
  - Quais expressões da transcrição mostram que o pregador está preocupado com idolatria, e não apenas com opinião política?
  - O que significa dizer que Deus levanta e derruba reis? Como essa verdade muda nossa postura diante de governos?
  - De que formas um cristão pode transformar um líder político em ídolo, mesmo sem perceber?
  - Por que afirmar que Cristo é Rei das nações traz consolo em tempos de instabilidade política?
  - Como distinguir participação responsável na vida pública de uma identidade política idólatra?
  - Que mudanças práticas nossa família ou igreja precisa fazer para demonstrar que pertence primeiro a Cristo?
- Versículo para memorizar
  - Daniel 2.21
    - “Ele muda os tempos e as estações; remove reis e estabelece reis; dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos.”
- Textos paralelos
  - Daniel 2.21
  - Salmo 115.3
  - João 18.36
  - Atos 5.29
  - Romanos 13.1
  - 1 Timóteo 2.1-2
  - Apocalipse 11.15
  - Apocalipse 19.16
- Próximo passo
  - Estude Daniel 2 e João 18.33-37, observando como a soberania de Deus e o reino de Cristo corrigem tanto o medo político quanto a idolatria de líderes humanos.
- Temas
  - Adoração
  - Doutrina da Igreja
  - Identidade em Cristo
  - Pessoa e obra de Cristo
  - Santidade e temor de Deus
  - Soberania e providência de Deus

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## Transcrição (11 trechos)

**[0:00](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=0s)** Eu quero lembrar também para você que nós não somos nabucodoristas. Nós não somos belsazaristas. Nós não somos ciristas. Nós não somos alexandristas. Nós não somos antioquistas. Nós não somos seguidores de Nabucodonosor.

**[0:24](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=24s)** Nós não somos seguidores de Ciro, de Belsazar, de Alexandre o Grande, de Antíoco. Nós não somos nada disso. E preste bem atenção no que eu vou falar agora. E eu falo isso com muito temor. Nós não somos lulistas ou bolsonaristas.

**[0:42](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=42s)** Nós não somos lulistas ou bolsonaristas. Nós somos o povo de Deus. Nós somos o povo de Cristo. Gente, é ridículo como tem gente cristã que começa a idolatrar político, começa a idolatrar governo. Começa a idolatrar liderança mundial, liderança política.

**[1:04](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=64s)** Irmãos, nós servimos um Deus soberano que levanta reis e derruba reis. Reis que acertam e que erram. Reis melhores e reis piores. Mas é um absurdo a gente se colocar como subservientes, como adoradores aos governos que se levantam entre nós.

**[1:20](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=80s)** Isso é idolatria. Isso é idolatria. Nós somos o povo de Deus. O nosso povo é um povo que se dobra unicamente a Cristo. É óbvio que Deus levanta homens para conduzir nações. Deus traz tempos de guerra. Deus traz tempos de paz.

**[1:38](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=98s)** É tudo verdade. Eu nem quero entrar nesses méritos agora. O meu ponto aqui é que nós não somos, por essência, lulistas, ou bolsonaristas, ou qualquer outroista que seja. O nosso rei é Jesus Cristo. E só a ele adoramos. Só a ele nos ajoelhamos.

**[1:54](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=114s)** Só a ele obedecemos. E só a ele adoramos. Muito cuidado, irmãos. Muito cuidado, porque há em nós uma tentação. Há em nós uma tentação da idolatria. João Calvino já disse que o nosso coração é uma fábrica de ídolos. Nós estamos a todo tempo querendo encontrar ídolos, querendo encontrar bezerros de ouro para adorarmos, tentando encontrar homens que sejam heróis entre nós, para que a gente se ajoelhe diante deles e os adore,

**[2:22](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=142s)** e leve a eles louvores e cânticos e louvores e louros. Mas o nosso rei é Jesus Cristo. O nosso rei é Jesus Cristo. E só a ele que não nos decepciona. Só a ele que é um rei justo, um rei sábio e um rei poderoso. Só a ele é o rei das nações.

**[2:38](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=158s)** E só a ele adoramos e só a ele prestamos culto. Muito cuidado com isso. Ele é o nosso rei. Jesus Cristo é o nosso rei. O rei das nações. O rei que faz tudo quanto lhe apraz. O rei que nós obedecemos, adoramos e reverenciamos.

**[2:56](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=176s)** Esse é o nosso Deus, irmãos. Um Deus que domina sobre a história. Um Deus que está sobre todos e sobre tudo. Está sobre a minha vida. Está sobre a tua vida. Está sobre o Brasil. Não fique preocupado achando que pode vir algum governo, alguma filosofia que vai destruir.

**[3:11](https://www.youtube.com/watch?v=Utxq8TKS4W4&t=191s)** Não, não vai. O reino de Cristo é um reino vencedor. Cristo está centrado no seu trono. E cada rei que se levantar contra ele, um a um será derrubado. Esse é o nosso rei. O rei das nações. O rei a qual servimos. Amém?

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*Gerado por [Lume](https://acervo.moretes.com) — biblioteca de pregações da Igreja Batista Reformada de São Bernardo do Campo. Textos de IA precisam ser verificados na fonte.*