# Reunião de Mulheres: Mulheres da Palavra - Capítulo 4

**Data:** 2021-04-19  
**Pregador:** —  
**Tipo:** Culto  
**Série:** Reunião de Mulheres: Mulheres da Palavra  
**Duração:** 55 min  
**YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ  
**Página:** https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ

> "Estudar a Bíblia com perspectiva é aproximar-se do texto como uma arqueóloga: buscando quem escreveu, quando, para quem, em que estilo e por quê."

**Temas:** Autoridade e suficiência das Escrituras, Discipulado, Doutrina da Igreja, Piedade e vida devocional, Santidade e temor de Deus

---

## Guia de Estudo

### 1. Texto-base e contexto

**Reunião de Mulheres: Mulheres da Palavra - Capítulo 4; ênfase em estudo bíblico com perspectiva, a partir do livro estudado no encontro.**

A transcrição é de uma reunião de mulheres voltada ao discipulado no estudo bíblico. A aula retoma encontros anteriores sobre a ignorância bíblica, abordagens erradas de leitura e o primeiro dos “cinco P’s” do estudo saudável, o propósito. Neste encontro, o foco é o segundo P: perspectiva, isto é, considerar o contexto histórico, cultural, literário, autoral e pastoral de cada texto bíblico dentro da grande metanarrativa da redenção.

### 2. Ideia central

Para estudar a Bíblia fielmente, o cristão deve partir da grande história da redenção e então escavar cuidadosamente o contexto de cada passagem, buscando seu sentido original antes de aplicá-la à vida.

### 3. Exposição

A mensagem começa lembrando que a Bíblia possui uma grande unidade: ela conta a história da redenção e do reinado de Deus, de Gênesis a Apocalipse. Essa metanarrativa dá propósito ao estudo bíblico, mas não elimina a necessidade de olhar atentamente para cada livro e passagem em sua própria perspectiva. Cada livro das Escrituras reflete o caráter de Deus dentro de um recorte histórico, cultural e literário específico.

Estudar com perspectiva significa afunilar a leitura: sair da estrutura geral da Bíblia e chegar à porção específica que está sendo estudada. Para isso, a professora usa a imagem da arqueologia. Assim como alguém escava ruínas antigas para compreender o que veio antes, o estudante da Bíblia deve escavar os contextos históricos e culturais das Escrituras. Isso exige humildade, pois a fé cristã não foi inventada por nós; ela foi recebida sobre fundamentos antigos.

A aula também alerta contra uma leitura moderna, apressada e individualista da Bíblia, que trata o texto apenas como material de edificação imediata, sem considerar autor, público, ocasião e propósito original. O nome dado a essa busca pelo sentido original é exegese: ouvir o texto com os ouvidos dos primeiros ouvintes, procurando compreender o que o autor humano, inspirado por Deus, comunicou ao seu público.

Por fim, a mensagem destaca cinco perguntas básicas para estudar com perspectiva: quem escreveu, quando escreveu, para quem escreveu, em qual estilo escreveu e por que escreveu. A professora também aplica isso ao contexto brasileiro, lembrando que muitas dificuldades no estudo bíblico estão ligadas a dificuldades gerais de leitura e interpretação. Assim, crescer no conhecimento da Palavra também pode exigir crescer na capacidade de ler, compreender e interpretar textos com clareza.

### 4. Esboço da mensagem

1. **1. Retomada do caminho já percorrido**
   A aula relembra a necessidade de vencer a ignorância bíblica uma colherada por vez, aproximar-se corretamente da Palavra e estudar com propósito, entendendo a Bíblia como a grande história da redenção e do reinado de Deus.
2. **2. O que é estudar com perspectiva**
   Estudar com perspectiva é sair da visão geral da metanarrativa bíblica e observar a passagem específica em seu contexto histórico, cultural e literário.
3. **3. A imagem da arqueóloga**
   A estudante da Bíblia deve escavar o contexto antigo do texto, reconhecendo que a fé cristã está edificada sobre fundamentos recebidos, não inventados pela geração atual.
4. **4. O perigo da leitura moderna individualista**
   A mensagem critica a tendência de ler a Bíblia apenas como edificação pessoal imediata, ignorando público original, propósito, autor e contexto.
5. **5. Exegese: buscar o sentido original**
   A exegese é apresentada como o esforço de ouvir o texto com os ouvidos originais, buscando compreender o que foi comunicado ao primeiro público.
6. **6. As perguntas fundamentais da interpretação**
   A aula apresenta perguntas básicas: quem escreveu, quando escreveu, para quem escreveu, em qual estilo escreveu e por que escreveu.

### 5. Doutrinas (Confissão de 1689)

- Inspiração divina das Escrituras por meio de autores humanos reais — *Cap. 1 - Das Sagradas Escrituras*
- Suficiência da Escritura como regra para fé, vida e piedade — *Cap. 1 - Das Sagradas Escrituras*
- Providência de Deus na história da redenção e na transmissão da sua Palavra — *Cap. 5 - Da Divina Providência*
- Cristo como centro da história redentiva anunciada em toda a Escritura — *Cap. 8 - De Cristo, o Mediador*
- A necessidade de diligência, obediência e boas obras no uso correto dos meios de graça — *Cap. 16 - Das Boas Obras*
- A igreja como comunidade que ensina, preserva e transmite a fé recebida — *Cap. 26 - Da Igreja*

### Aplicações

**Pessoal**
- Ao ler uma passagem bíblica, antes de perguntar “o que isso significa para mim?”, pergunte: quem escreveu, para quem, quando e por quê?
- Cultive humildade diante da Bíblia, reconhecendo que você chega ao texto como alguém que precisa aprender, não como alguém que define o sentido do texto.
- Separe tempo para estudar com paciência, uma porção por vez, sem esperar vencer a ignorância bíblica rapidamente.
- Se você tem dificuldade de leitura e interpretação, reconheça isso sem vergonha e busque crescer também em leitura, português e compreensão de texto.
- Evite usar textos bíblicos isolados para confirmar ideias pessoais sem considerar o contexto original.

**Na família**
- Pratique leituras bíblicas em família fazendo perguntas simples ao texto: quem fala, a quem fala, qual é o problema, qual é o propósito?
- Ajude filhos e familiares a perceberem que a Bíblia é uma grande história da redenção, composta por livros escritos em contextos específicos.
- Crie um ambiente doméstico em que dúvidas sobre a Bíblia possam ser investigadas com paciência, em vez de respondidas com pressa.
- Valorize bons hábitos de leitura em casa, pois a capacidade de ler bem também serve ao estudo das Escrituras.

**Na igreja**
- Promova uma cultura de estudo bíblico sério, em que contexto, exegese e aplicação caminhem juntos.
- Apoie irmãos e irmãs que têm dificuldade de leitura, sem constrangimento, oferecendo ajuda prática e discipulado.
- Em grupos de estudo, resista à pressa de aplicar o texto antes de observar cuidadosamente o que ele diz e por que foi escrito.
- Preserve a consciência de que a igreja recebeu uma fé antiga e deve transmiti-la fielmente, não reinventá-la segundo preferências modernas.

### 6. Perguntas para estudo

1. Segundo a aula, qual é a diferença entre estudar com propósito e estudar com perspectiva?
2. Por que a imagem da arqueóloga ajuda a entender o trabalho de estudar a Bíblia?
3. Quais perigos surgem quando lemos a Bíblia apenas como uma mensagem imediata para a nossa situação pessoal?
4. O que significa fazer exegese de um texto bíblico?
5. Das cinco perguntas apresentadas na aula, qual você costuma negligenciar mais ao estudar a Bíblia? Por quê?
6. Como dificuldades gerais de leitura podem afetar o estudo bíblico, e que passos práticos podem ajudar nisso?

### Versículo para memorizar

> "A transcrição não fornece um versículo específico para memorização."
> — **Não informado diretamente na transcrição**

### Textos paralelos

Lucas 1:1-4  ·  2 Timóteo 3:16-17  ·  Neemias 8:8  ·  Atos 17:11  ·  2 Pedro 1:20-21  ·  Romanos 15:4

**Próximo passo:** Escolha um livro curto da Bíblia e comece o estudo fazendo as cinco perguntas de perspectiva: quem escreveu, quando, para quem, em qual estilo e por quê. Depois, registre como essas respostas ajudam a compreender melhor a mensagem do livro.

---

## Mapa mental

Versão interativa e exportável (PNG, SVG, PDF, OPML): https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ/mapa

- Texto-base
  - Reunião de Mulheres: Mulheres da Palavra - Capítulo 4; ênfase em estudo bíblico com perspectiva, a partir do livro estudado no encontro.
    - A transcrição é de uma reunião de mulheres voltada ao discipulado no estudo bíblico. A aula retoma encontros anteriores sobre a ignorância bíblica, abordagens erradas de leitura e o primeiro dos “cinco P’s” do estudo saudável, o propósito. Neste encontro, o foco é o segundo P: perspectiva, isto é, considerar o contexto histórico, cultural, literário, autoral e pastoral de cada texto bíblico dentro da grande metanarrativa da redenção.
- Ideia central
  - Para estudar a Bíblia fielmente, o cristão deve partir da grande história da redenção e então escavar cuidadosamente o contexto de cada passagem, buscando seu sentido original antes de aplicá-la à vida.
- Esboço da mensagem
  - 1. Retomada do caminho já percorrido [5:20](https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ?t=320)
    - A aula relembra a necessidade de vencer a ignorância bíblica uma colherada por vez, aproximar-se corretamente da Palavra e estudar com propósito, entendendo a Bíblia como a grande história da redenção e do reinado de Deus.
  - 2. O que é estudar com perspectiva [7:11](https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ?t=431)
    - Estudar com perspectiva é sair da visão geral da metanarrativa bíblica e observar a passagem específica em seu contexto histórico, cultural e literário.
  - 3. A imagem da arqueóloga [14:18](https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ?t=858)
    - A estudante da Bíblia deve escavar o contexto antigo do texto, reconhecendo que a fé cristã está edificada sobre fundamentos recebidos, não inventados pela geração atual.
  - 4. O perigo da leitura moderna individualista [15:31](https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ?t=931)
    - A mensagem critica a tendência de ler a Bíblia apenas como edificação pessoal imediata, ignorando público original, propósito, autor e contexto.
  - 5. Exegese: buscar o sentido original [18:43](https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ?t=1123)
    - A exegese é apresentada como o esforço de ouvir o texto com os ouvidos originais, buscando compreender o que foi comunicado ao primeiro público.
  - 6. As perguntas fundamentais da interpretação [45:56](https://acervo.moretes.com/cultos/UgMkQ_QU3jQ?t=2756)
    - A aula apresenta perguntas básicas: quem escreveu, quando escreveu, para quem escreveu, em qual estilo escreveu e por que escreveu.
- Doutrinas · Confissão de 1689
  - Inspiração divina das Escrituras por meio de autores humanos reais
    - Cap. 1 - Das Sagradas Escrituras
  - Suficiência da Escritura como regra para fé, vida e piedade
    - Cap. 1 - Das Sagradas Escrituras
  - Providência de Deus na história da redenção e na transmissão da sua Palavra
    - Cap. 5 - Da Divina Providência
  - Cristo como centro da história redentiva anunciada em toda a Escritura
    - Cap. 8 - De Cristo, o Mediador
  - A necessidade de diligência, obediência e boas obras no uso correto dos meios de graça
    - Cap. 16 - Das Boas Obras
  - A igreja como comunidade que ensina, preserva e transmite a fé recebida
    - Cap. 26 - Da Igreja
- Aplicações
  - Pessoal
    - Ao ler uma passagem bíblica, antes de perguntar “o que isso significa para mim?”, pergunte: quem escreveu, para quem, quando e por quê?
    - Cultive humildade diante da Bíblia, reconhecendo que você chega ao texto como alguém que precisa aprender, não como alguém que define o sentido do texto.
    - Separe tempo para estudar com paciência, uma porção por vez, sem esperar vencer a ignorância bíblica rapidamente.
    - Se você tem dificuldade de leitura e interpretação, reconheça isso sem vergonha e busque crescer também em leitura, português e compreensão de texto.
    - Evite usar textos bíblicos isolados para confirmar ideias pessoais sem considerar o contexto original.
  - Família
    - Pratique leituras bíblicas em família fazendo perguntas simples ao texto: quem fala, a quem fala, qual é o problema, qual é o propósito?
    - Ajude filhos e familiares a perceberem que a Bíblia é uma grande história da redenção, composta por livros escritos em contextos específicos.
    - Crie um ambiente doméstico em que dúvidas sobre a Bíblia possam ser investigadas com paciência, em vez de respondidas com pressa.
    - Valorize bons hábitos de leitura em casa, pois a capacidade de ler bem também serve ao estudo das Escrituras.
  - Igreja
    - Promova uma cultura de estudo bíblico sério, em que contexto, exegese e aplicação caminhem juntos.
    - Apoie irmãos e irmãs que têm dificuldade de leitura, sem constrangimento, oferecendo ajuda prática e discipulado.
    - Em grupos de estudo, resista à pressa de aplicar o texto antes de observar cuidadosamente o que ele diz e por que foi escrito.
    - Preserve a consciência de que a igreja recebeu uma fé antiga e deve transmiti-la fielmente, não reinventá-la segundo preferências modernas.
- Perguntas para estudo
  - Segundo a aula, qual é a diferença entre estudar com propósito e estudar com perspectiva?
  - Por que a imagem da arqueóloga ajuda a entender o trabalho de estudar a Bíblia?
  - Quais perigos surgem quando lemos a Bíblia apenas como uma mensagem imediata para a nossa situação pessoal?
  - O que significa fazer exegese de um texto bíblico?
  - Das cinco perguntas apresentadas na aula, qual você costuma negligenciar mais ao estudar a Bíblia? Por quê?
  - Como dificuldades gerais de leitura podem afetar o estudo bíblico, e que passos práticos podem ajudar nisso?
- Versículo para memorizar
  - Não informado diretamente na transcrição
    - “A transcrição não fornece um versículo específico para memorização.”
- Textos paralelos
  - Lucas 1:1-4
  - 2 Timóteo 3:16-17
  - Neemias 8:8
  - Atos 17:11
  - 2 Pedro 1:20-21
  - Romanos 15:4
- Próximo passo
  - Escolha um livro curto da Bíblia e comece o estudo fazendo as cinco perguntas de perspectiva: quem escreveu, quando, para quem, em qual estilo e por quê. Depois, registre como essas respostas ajudam a compreender melhor a mensagem do livro.
- Temas
  - Autoridade e suficiência das Escrituras
  - Discipulado
  - Doutrina da Igreja
  - Piedade e vida devocional
  - Santidade e temor de Deus

---

## Transcrição (132 trechos)

**[3:28](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=208s)** Teste. E agora o som voltou? Tá. Eu tô com o chat aberto aqui. Me avisem se o som não voltar, né? Se vocês tiverem o som. Por favor. Oi. Gente, então foi um treino. Eu vou começar tudo de novo, não foi muita coisa, enfim.

**[4:03](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=243s)** Eu vou orar agora então rapidamente pra gente começar e aí a gente retoma. Senhor, obrigada por esse momento com as minhas irmãs, cada uma na sua casa, na sua possibilidade, no seu aconchego. Nos ajuda agora, Senhor, a nos concentrarmos.

**[4:20](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=260s)** Me ajuda a transmitir a mensagem que o Senhor tem nesse livro pra nós. e que tudo aquilo que for falado aqui encontre só o fértil no coração das minhas irmãs. Eu te peço também que o Senhor me ajude a falar tudo o que eu tenho para falar e que a gente possa ouvir a voz do Teu Espírito mais do que qualquer outra voz.

**[4:39](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=279s)** Em nome de Jesus. Amém. Bom, irmãs, então eu quero convidar vocês agora a ter o caderno de vocês, a caneta, o marcatesto. Se vocês tiverem o livro com vocês, fiquem com o livro aí para a gente ir consultando Passamos pelo capítulo 4.

**[4:57](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=297s)** Até agora, o que nós vimos foram a reunião comigo e depois a reunião de novo com a Paola. Se vocês lembrarem, no começo a gente teve duas imagens bem fortes que nos ajudam a lembrar aquilo que foi tratado na primeira reunião, que foi a figura da colher e a figura da meia calça de babados virado ao contrário.

**[5:20](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=320s)** Então, o que isso significa? A figura da colher é daquele provérbio chinês, de que a gente tem que tentar, como que nós movemos uma montanha, que no caso é a montanha da nossa ignorância bíblica, uma colherada por vez. É assim que a gente tem que encarar o nosso estudo bíblico, uma colherada por vez.

**[5:39](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=339s)** E a figura da meia calça de babados virada ao contrário é como a gente se aproxima do estudo da palavra, que a gente precisa fazer da forma correta e não com os babados para frente. Aí, depois, na segunda reunião, eu trouxe para vocês alguns hábitos de estudo, abordagens de estudo erradas.

**[6:01](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=361s)** E a gente viu uma lista desses estudos. E na semana retrasada, nós começamos o estudo dos cinco P's do estudo saudável. E a Paola nos trouxe o primeiro deles, que é estudar com propósito. Então, se as irmãs se lembrarem, ela foi bastante enfática nisso.

**[6:22](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=382s)** Bíblia. O propósito da Bíblia é uma história geral, uma história maior, contada por várias histórias menores. A Bíblia, então, é uma metanarrativa. E essa metanarrativa é sobre o reinado de Deus, de que Deus é rei sobre tudo, sobre todos. E, então, nós temos a história de redenção através da vinda de Jesus Cristo e como que ele chegou até nós por todos os livros de Gênesis e Apocalipse.

**[6:54](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=414s)** Então, é basicamente esse o resumo de todas as reuniões que a gente teve até aqui. Se você não assistiu nenhum, continue assistindo esse. Você não vai se sentir perdida. Mas, aproveite para ir assistir aos outros depois que esse terminar.

**[7:11](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=431s)** Então, na semana passada, nós vimos sobre... Na semana retrasada, nós lemos sobre propósito. E essa semana nós iremos ler sobre perspectiva. O que significa estudar com perspectiva? Bom, se na semana retrasada nós vimos sobre a estrutura geral da Bíblia, ou seja, essa metanarrativa que conta a história de redenção do povo de Deus, Agora nós vamos afunilar essa visão para o texto específico em si.

**[7:54](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=474s)** Ou seja, estudar com perspectiva significa partir da estrutura geral da Bíblia para a estrutura específica da porção estudada nas escrituras. Ou seja, com em mente essa metanarrativa, essa grande história contada por histórias menores, você se aproxima dessa história menor.

**[8:20](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=500s)** E aí a gente percebe que cada livro da Bíblia reflete o caráter de Deus por meio de uma lente histórica e cultural específica. Ou seja, os 66 livros da Bíblia contam sobre o propósito que nós estudamos na semana retrasada por meio de uma perspectiva particular.

**[8:44](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=524s)** Por exemplo, Gênesis conta sobre a história geral, Êxodo também e assim por diante. Mas cada um desses livros vai fazer isso por meio de um recorte histórico específico, por meio de uma situação cultural específica. Se você lê, por exemplo, o livro de Êxodo e depois você lê o livro de Isaías, você vai perceber que não só eles são escritos em estilos diferentes, mas eles são escritos também em épocas diferentes.

**[9:21](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=561s)** o povo de Israel ainda não era nem uma nação formal. Eles não tinham ainda nem chegado e se formalizado como nação na terra prometida de Canaã. Lá para Isaías, eles já estavam passando pelo cativeiro. Ou seja, já tinham passado centenas de anos e eles já tinham sido levados cativos, conquistados por outros povos.

**[9:43](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=583s)** Saber disso muda completamente como a gente se aproxima de certo trecho das escrituras. E é sobre isso que esse P trata. Sobre a perspectiva. E se as irmãs se lembrarem, vamos voltar lá para os cinco P's. No estudo dois, eu falei para as irmãs que esses P's não estão em ordem de importância.

**[10:07](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=607s)** Eles estão partindo do geral para o específico. Ou seja, é como se a gente tivesse um funil. Eu poderia até ter colocado a imagem de um funil aí do lado dessa lista. afinando até chegar ao último. Porque nós estamos partindo daquilo que é geral, da história geral que a gente viu com a Paola na última reunião da metanarrativa, para as perspectivas, que é isso que a gente está vendo agora, afuniladas.

**[10:39](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=639s)** Vamos para frente. Como que a gente estuda com perspectiva? E aí a Jane Wilkin vai nos falar que a gente pode gravar essa outra imagem aqui na nossa mente, que a gente precisa se tornar arqueólogas. Quando eu era criança, eu adorava tudo que era histórico.

**[11:00](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=660s)** Então, filme da Idade Média, filmes que tinham escavações, então, tipo A Múmia, Indiana Jones, quais outros? Esses filmes que apresentavam alguma descoberta, aquele desenho Atlantis, eu achava o máximo isso, você nunca ter visto aquela parte da história aquilo, é super romântico. E no livro, inclusive, ela traz esse exemplo por meio da cidade de Roma, que em Roma, a cidade atual, moderna, ela é construída em cima da Roma antiga. O que significa

**[11:39](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=699s)** que toda vez que alguém quiser fazer alguma reforma que inclua escavar, quebrar coisas para o fundo da terra, essa pessoa precisa de uma licença especial da prefeitura, consultas a arqueólogos, enfim, para saber se quando ela for reformar o porão da casa dela, ela não vai acabar destruindo ruínas de, sei lá, uma casa de banho de 3 mil anos atrás.

**[12:07](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=727s)** E quando eu estava lendo esse exemplo que ela deu, eu achei muito interessante porque Porque a cidade que a minha mãe mora na Alemanha é uma cidade muito antiga. E é uma cidade que foi fundada pelos romanos. Se não me engano, é a segunda cidade mais antiga da Alemanha.

**[12:23](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=743s)** Quando você vai para a parte mais antiga da cidade, que é dentro das muralhas, você tem trechos da história de milhares de anos. Então, por exemplo, as muralhas foram construídas pelos romanos. Aí, algumas das torres dessas muralhas Tem marcas de canhão, de bala de canhão De guerras de 300 anos atrás E, para nós aqui no Brasil, isso é um pouco distante Porque nós somos uma nação muito recente Mas quem mora nessas cidades, nesses países que são milenares

**[12:57](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=777s)** As pessoas estão frequentemente encarando o tempo Tipo, como elas são pequenas em relação a tudo que já aconteceu naquele lugar, enfim. Por exemplo, o apartamento que uma tia minha mora, a gente pensa apartamento aqui é esses prédios novos e tal, né?

**[13:18](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=798s)** Não, são casas altas, vamos pensar assim. Tem mais de 300 anos, aquele apartamento. E ele é no centro velho da cidade, então não tem nem rua para chegar lá, você tem que ir a pé. E quando você vai entrar naquela casa, que é um apartamento, você tem na entrada da porta umas placas, como se fossem os tijolos no chão, de metal, com o nome de uma pessoa.

**[13:44](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=824s)** E aí tem o nome da pessoa, aí tem a data, uma data, e depois a data que aquela pessoa morreu e onde ela morreu. Quando eu vi isso pela primeira vez, eu achei aquilo incrível, e eu fui pesquisar o que era. E acontece que, depois da Segunda Guerra Mundial, um artista plástico resolveu fazer uma intervenção em quase todas as cidades da Alemanha, marcando com essas placas de metal a entrada das casas de judeus que haviam sido sequestrados das suas casas e levados para os campos de concentração.

**[14:18](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=858s)** Então, toda casa da qual foi tirado um judeu para ser levado para um campo de concentração, tem uma placa de metal, acho que é bronze, com o nome da pessoa, a idade, a data que ela foi levada e a data e o campo que ela acabou falecendo, sendo morta.

**[14:40](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=880s)** isso é muito incrível e quando você entra num lugar pisando nesse tipo de informação aquilo te dá uma sensação de pequenez de quantas coisas já aconteceram aqui que eu não faço nem ideia então é essa perspectiva que ela quer imprimir na nossa mente quando a gente vai abordar as escrituras ela fala assim os cristãos atuais herdaram uma fé que está construída sobre os fundamentos daquilo que veio antes.

**[15:11](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=911s)** A gente não inventou a fé cristã. A gente não está descobrindo as coisas nas quais nós cremos. Aquilo que a gente acredita são verdades antigas, fundamentos daquilo que veio antes. Os contextos históricos e culturais da Bíblia estão lá para serem escavados por nós, arqueólogas.

**[15:31](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=931s)** Mas somente aqueles crentes, com o senso de seu pequeno lugar na história da redenção, estão dispostos a cavar com diligência. E aí, irmãs, eu queria ler para vocês um trecho um pouquinho mais longo. Se você tiver o livro, eu te convido a abrir na página 73, porque eu não poderia dizer melhor do que ela, e eu quero ler direto aqui do livro.

**[15:59](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=959s)** Vou deixar você abrir a Bíblia aí. A Bíblia não, desculpa, a página 73 do livro. Então, vamos lá. Eu estou aqui no segundo parágrafo, a partir de Vivemos. Vivemos numa época em que a Bíblia é geralmente considerada um livro para nossa própria edificação, por meio do qual o Espírito Santo simplesmente revelará a verdade àqueles que estiverem dispostos a lhe dar alguns minutos de sua atenção por dia.

**[16:51](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1011s)** Os músculos intelectuais que os nossos antepassados na fé uma vez usaram para escavar têm crescido atrofiados na mente moderna. Poucas de nós estamos dispostas a fazer o trabalho duro de escavar, preferindo viver na compreensão moderna da Bíblia, sem nenhuma consideração pelo seu público ou propósitos originais, costurando a nossa leitura moderna para se adaptar aos nossos próprios objetivos.

**[17:24](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1044s)** E porque perdemos o senso de quanto somos pequenas no grandioso esquema da história, nós rapidamente evitamos a prática saudável de consultar os arqueólogos para nos ajudarem a cavar de modo responsável quando lemos e estudamos.

**[17:46](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1066s)** Precisamos da perspectiva dos povos da antiguidade e essa perspectiva deve ser escavada. Esse trecho aqui, ele é muito importante, porque aquilo que eu falei no estudo retrasado sobre o tipo de abordagem errada que a gente faz no estudo da Bíblia, é resumidamente isso aqui.

**[18:07](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1087s)** Ignorar que houve uma pessoa específica que escreveu um texto específico, de uma forma específica, para um grupo específico, por causa de um motivo específico. Claro que a gente pode ter desdobramentos e temas secundários, aplicações para nós hoje.

**[18:28](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1108s)** Mas, em primeiro lugar, aquele texto foi escrito para um motivo. Por exemplo, no Novo Testamento nós temos cartas aos romanos. Nós temos cartas ao povo de Corinto. Nós temos cartas aos filipenses. Nós temos cartas aos gálatas.

**[18:43](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1123s)** Por que são tantas pessoas diferentes, cidades diferentes? Não faz muita diferença saber que um é num lugar, um é no outro lugar, que um foi Paulo que escreveu, o outro foi Pedro que escreveu, por exemplo? Faz muita diferença a gente saber de onde isso está partindo, para quem está indo e por quê.

**[19:04](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1144s)** Bom, esse processo de escavar o sentido original do texto é conhecido como exegese. que você pode ter escutado por aí, exegese do texto, e nunca soube o que quer dizer. Então, é basicamente isso. É a busca pelo sentido original do texto.

**[19:26](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1166s)** É ouvir o texto com os ouvidos originais. Ou seja, quando a gente vai para a carta de Paulo às Gálatas, primeiro a gente faz um esforço para ouvir como os Gálatas ouviram. Para assumir a perspectiva do autor. colocar atrás de Paulo, Paulo escrevendo lá a carta aos gallops, como se a gente estivesse ali olhando assim, tentando ver de onde Paulo estava escrevendo aquilo, faz diferença se ele está numa

**[19:55](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1195s)** viagem, faz diferença se ele está na prisão, então assim, a gente tem que ter esses pontos da exegese, da busca do sentido original do texto, quando a gente aborda uma determinada passagem das escrituras. Bom, a Jane Wilkin propôs cinco perguntas básicas para a gente fazer essa arqueologia, para a gente fazer essa exegese E para mim, como jornalista, minha formação primária é de jornalista É muito legal ver essas perguntas, porque se você for ver uma notícia

**[20:32](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1232s)** Essas cinco primeiras perguntas, normalmente, não bem a do estilo A do estilo a gente pode tirar Mas a gente tem mais ou menos essas quatro perguntas como a primeira parágrafo das notícias. Você sempre vai abrir uma notícia num portal, por exemplo, e você vai ter quem, quando, contra quem, por exemplo, se for a notícia de um crime, onde e por quê.

**[20:58](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1258s)** E é mais ou menos esse lead, que é como a gente chama esse primeiro parágrafo de uma notícia, que a Jane Wilkin fala que a gente tem que fazer para um livro da Bíblia quando nós formos estudá-lo. Nós precisamos perguntar quem escreveu aquele texto, quando ele foi escrito, para quem ele foi escrito, em qual estilo esse texto foi escrito e por que ele foi escrito.

**[21:22](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1282s)** São perguntas básicas, mas que fazem toda a diferença para que a gente possa fazer um estudo correto de um livro, de uma passagem, uma exegese coerente. Enfim, para que a gente não cometa o erro da mente moderna que se aproxima dos textos bíblicos como se eles fossem em primeiro lugar algo para uma devocional de edificação pessoal, para sua situação específica, ignorando completamente a intenção original do autor,

**[21:54](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1314s)** porque Deus escolheu exatamente aquela pessoa para escrever para aquele público naquela época. Bom, vamos dar prosseguimento. A primeira pergunta que a gente tem que fazer quando a gente se depara com uma passagem das escrituras é quem...

**[22:10](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1330s)** Espera aí que eu pulei uma parte. Então, esses princípios, essas perguntas, são os princípios básicos de interpretação de texto. Eu ia pular uma parte muito importante. Ainda bem que a gente faz slide. Então, grande parte da nossa dificuldade com o estudo bíblico...

**[22:27](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1347s)** E aqui, irmãs, eu vou parar um pouquinho para me demorar aqui, porque acho que isso fala muito com o nosso contexto brasileiro. Talvez, se tivesse sido uma brasileira escrever esse texto, ela teria feito um capítulo só sobre isso.

**[22:41](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1361s)** Grande parte da nossa dificuldade com o estudo bíblico apropriado pode ser atribuída à nossa dificuldade com o português do ensino médio e com a nossa hesitação em tratar a Bíblia como literatura. Então, irmãs, aqui eu queria fazer um apelo, deixá-las confortáveis e também colocar essa perspectiva se essa não for a sua dificuldade, que você considere a arma do teu lado.

**[23:14](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1394s)** Muitas de nós não temos dificuldades apenas para ler a Bíblia. Nós temos dificuldade para ler qualquer livro. Isso acontece porque cada vez mais as gerações brasileiras têm sido deseducadas a ler, deseducadas a estudar.

**[23:34](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1414s)** Você sabe ler basicamente, mas você não entende o que aquele texto quer dizer. E isso, irmãs, é muito comum. Muito mais comum do que talvez você imagine. Que pessoas com pós-graduação, mestrado e até mesmo doutorado são analfabetas funcionais.

**[23:53](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1433s)** Ou seja, elas sabem juntar o P com o A e fazer um Pá. Mas elas não entendem o que elas leem. Elas não sabem se expressar bem num texto. Se elas quiserem expressar a ideia delas de uma forma eloquente, com fluência no texto, elas não vão saber fazer isso sem grandes dificuldades e talvez não vão conseguir fazer.

**[24:14](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1454s)** E elas também não conseguem ler com fluência, porque a palavra leitura quer dizer exatamente isso, como um rio que flui. A pessoa não consegue ler, ela fica toda hora travando. Irmãs, isso não é culpa sua, isso é culpa de quem a educou.

**[24:31](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1471s)** A Jane Wilkin mesmo fala assim, o exemplo que ela dá da topografia, da viagem que ela faz, que a Paula falou na semana passada, ela fala assim, eu não sei de topografia porque eu nunca fui ensinada sobre topografia. E o mesmo talvez seja o seu caso, que você teve uma educação muito deficiente e hoje você tem grandes dificuldades de entender qualquer texto, inclusive a Bíblia, porque a Bíblia é um texto, é literatura, por essa deficiência da língua portuguesa.

**[25:03](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1503s)** Então, por mais que você estude todas essas estratégias de estudo bíblico, elas nunca vão passar do limite da sua capacidade da língua portuguesa. Então, se você, irmã, identifica essa dificuldade em você, não tenha vergonha.

**[25:23](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1523s)** Não tenha vergonha Porque tem muito mais gente do que você imagina Com essa mesma dificuldade Fazendo assim, que entende com a cabeça Mas não está entendendo nada na verdade Então a gente precisa Talvez dar um passo atrás E antes de ir para o estudo bíblico Ir para o estudo do português E hoje em dia A gente tem uma multidão De recursos na internet Para isso Aulas no Youtube princípios básicos de interpretação de texto,

**[25:54](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1554s)** como a gente está fazendo aqui agora, aplicado à Bíblia, mas aplicado a várias literaturas diferentes. Inclusive, se essa é uma dificuldade sua, pessoal, que você enxerga e você talvez se pergunta se você não tem essa debilidade mais séria em relação à leitura, e a leitura generalizada, não só a leitura da Bíblia, não se sinta canhada.

**[26:16](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1576s)** Procure a mim, procure a Paola. Temos total disposição de ajudar você da maneira como Deus nos possibilitar. E nós queremos colaborar para que as irmãs e os irmãos da igreja não sejam escravizados pela ignorância. Porque isso também não é um problema só da parcela feminina da igreja.

**[26:40](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1600s)** É uma parcela generalizada da nossa sociedade brasileira. Você vai encontrar esse problema dentro e fora das igrejas. Então, eu queria abrir esse parênteses aqui, muito séria da nossa cultura, de pessoas que acham que leem, mas, na verdade, não leem porque não entendem o que estão lendo.

**[26:59](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1619s)** Por exemplo, se você já fez esses estudos e você percebe que nunca consegue chegar nas respostas básicas sem muita dificuldade, quem escreveu, por que escreveu, qual é o propósito principal dessa passagem, Se você percebe que você está sempre...

**[27:20](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1640s)** Parece que você não consegue enxergar direito. Então, possivelmente, você tem essa dificuldade. E aí você precisa fazer um estudo mais intenso. Não só da Bíblia, mas da língua portuguesa. Para que você saiba ler e entender o que você está lendo.

**[27:36](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1656s)** Ok? Bom, então vamos para a primeira pergunta arqueológica. A primeira pergunta arqueológica é... Quem escreveu o texto? Uma coisa que às vezes a gente acaba... É uma pergunta tão simples, mas às vezes a gente acaba passando batido por ela.

**[27:55](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1675s)** Por quê? A gente crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e a gente meio que ignora quem escreveu o texto. Bom, Deus escreveu a Bíblia. Inspirou homens, mas Deus escreveu a Bíblia. E aí a gente não para para analisar que Deus escolheu uma pessoa específica para escrever um texto específico, numa época específica.

**[28:17](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1697s)** E isso faz diferença. Inclusive, faz diferença quando a gente não sabe quem é essa pessoa. Não tem certeza quem é essa pessoa. Então, por exemplo, a gente não sabe quem escreveu, a gente não tem certeza quem escreveu a carta aos hebreus.

**[28:35](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1715s)** E você vai perceber que isso faz diferença. Muitas pessoas afirmam que foi Paulo, mas não tem como dizer isso com toda certeza. Isso muda a forma como nós encaramos essa carta. Os evangelhos. Nós temos quatro evangelhos.

**[28:50](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1730s)** Mateus, Marcos, Lucas e João. E eles contam basicamente as mesmas histórias. Mas você vai perceber que porque foram quatro pessoas diferentes que escreveram essas histórias. Sempre tem alguma coisinha ali diferente. Uma perspectiva diferente.

**[29:06](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1746s)** Uma informação a mais. Uma informação a menos. e você vai percebendo que é como se Deus escolhesse várias testemunhas diferentes de um mesmo fato para poder contar aquilo e a gente ter uma narrativa rica, cada vez mais rica.

**[29:20](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1760s)** E essa primeira pergunta de quem escreveu o texto faz muita diferença. Porque aquela pessoa, se a gente souber, ela vai ter uma história específica, ela vai partir de um ponto específico para querer contar aquela história, enfim.

**[29:34](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1774s)** Se Deus fez questão de ter tantas pessoas diferentes escrevendo a Bíblia, então isso faz diferença, certo? São 66 livros, não são 66 autores, mas são muitos autores, e Deus fez questão que fosse assim por algum motivo, e nós temos que prestar respeito a isso, e quando formos ao texto, partirmos dessa pergunta primeiro.

**[29:58](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1798s)** Quem escreveu esse texto? Então, por exemplo, faz diferença para nós Os cinco primeiros livros da Bíblia, Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Números, foram, em sua maior parte, escritos por Moisés. Provavelmente, a última parte ali de Deuteronômio, Deuteronômio que é o último, não foi Moisés que escreveu porque narra a morte dele.

**[30:28](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1828s)** Provavelmente foi Josué, então. E aí a gente tem essa perspectiva. Caramba, foi Moisés que escreveu Gênesis? Gênesis está lá atrás, centenas de anos antes de Moisés, e foi ele que escreveu. Faz diferença a gente saber. Por que foi Moisés que escreveu?

**[30:45](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1845s)** Por que Abraão não escreveu nada? Então, assim, são perguntas interessantes para a gente fazer. A segunda pergunta que nós temos que fazer é quando o texto foi escrito? Então eu dei aquele exemplo de Êxodo e Isaías. Faz muita diferença o período que aquela literatura foi escrita para a gente entender o contexto histórico.

**[31:15](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1875s)** Então, por exemplo, no Antigo Testamento nós temos a formação de Israel, a saída de Israel do Egito, nós temos os cativeiros. E, dependendo de quando cada livro foi escrito, se encaixando nessa grande linha do tempo, faz muita diferença daquilo que está sendo escrito.

**[31:35](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1895s)** Então, por exemplo, ano passado, ano retrasado, no grupo de mulheres lá de São Paulo, nós estudamos o livro de Ruth. E uma das coisas que mais fez diferença no livro de Ruth é aquele versículo 1, que diz no tempo em que os juízes governavam a Israel.

**[31:57](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1917s)** Saber que o livro de Ruth foi escrito no tempo dos juízes, ainda mais que a gente tinha acabado de estudar o livro de juízes, nossa, fez muita diferença. Por quê? especialmente porque a gente tinha acabado de estudar o livro de juízes, a gente sabia qual era o período pesado, dificílimo que o povo estava passando, em que cada um fazia o que era bom aos seus próprios olhos, uma total falta de justiça na terra, coisas horríveis acontecendo,

**[32:30](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1950s)** e o povo de Israel vivendo em ciclos de perdição e arrependimento e cativeiro, e, enfim, faz muita diferença quando a gente vê isso e coloca o livro de Ruth ali no meio. Nossa, foi nesse período que foi escrito. Quão mais pobre seria o nosso entendimento do livro de Ruth se nós não soubéssemos que aquela história aconteceu na época dos juízes?

**[32:58](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1978s)** Em seguida, nós temos para quem o texto foi escrito. se junta com aquela primeira pergunta de quem escreveu, porque a gente pensa assim, a Bíblia foi escrita para o povo de Deus, eu faço parte do povo de Deus, a Bíblia foi escrita para mim.

**[33:18](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=1998s)** Mas a verdade é que cada livro, cada carta, enfim, tem um público específico e primário em mente. Então, por exemplo, voltando ao livro de Juízes, quando a gente lê Juízes, a gente lê Juízes, Ruth, e aí vem reis. Primeira e segunda Samuel, primeira e segunda reis.

**[33:42](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2022s)** E como faz diferença que vem aquele tempo de total falta de liderança na nação de Israel e aí é apresentado o reinado, por exemplo, de Davi, depois de Saul. Então, todo o livro de Juízes foi escrito para preparar, para fazer essa preparação para o que seria o reinado de Davi.

**[34:07](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2047s)** Isso faz muita diferença para nós, porque a gente percebe que o livro de Juízes foi escrito para o povo de Israel perceber o que aconteceria quando eles ficavam sem liderança. Outro exemplo muito claro são as cartas do Novo Testamento.

**[34:24](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2064s)** Por que Paulo escreve uma mensagem específica para os gálatas, por que ele escreve uma mensagem específica para os filipenses, por diante. Porque cada povo ali, cada congregação naquelas cidades tinha uma necessidade específica, passava por uma crise específica. Então, por exemplo, quando você lê a carta aos coríntios, você sabe que eles tinham ali uma situação de pecado muito grave. Um pecado ali de um membro da

**[34:51](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2091s)** igreja que havia dormido com a mulher do seu pai. E Paulo precisava tratar daquele erro específico com aquela igreja específica. E chegou para nós duas das cartas em que ele trata sobre esse tema. Esse não é o assunto que ele vai falar na carta aos romanos. Não é o assunto que vai ser tratado pelo autor de Hebreus. Não é o assunto da carta de Tiago. Então, por exemplo, Tiago foi provavelmente livro escrito do Novo Testamento e ele vai escrever especificamente para o povo hebreu. Ele vai escrever

**[35:27](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2127s)** para os dispersos, né? Para o povo de Deus disperso, mas deixa muito claro que ele está escrevendo para judeus que creram em Jesus Cristo. E ele vai usar toda uma linguagem muito hebraica ali, parece que você está lendo o Antigo Testamento, mas na verdade não, você está lendo como se fosse um livro de sabedoria no Novo Testamento. E ele usa as palavras de Jesus do Sermão do Monte de uma forma que realmente só o meio-irmão de Jesus,

**[35:55](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2155s)** que Tiago era meio-irmão de Jesus, poderia usar. Bom, então, para quem ele foi escrito, muda muito. E aí no livro ela tem uma frase que ela cita de dois autores, Gordon Fee e Douglas Stewart, muito bom, que é o seguinte, Um texto não pode significar aquilo que ele nunca poderia ter significado para o seu autor ou seus leitores.

**[36:22](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2182s)** A gente não pode inventar interpretações bíblicas. Se o autor primário e os leitores primários nunca inferissem da leitura daquele texto o que você está entendendo, provavelmente você está entendendo errado. porque não é que o texto adquire um significado novo a cada nova geração, a cada nova crise cultural.

**[36:46](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2206s)** A gente pode ter lições aplicáveis, mas o significado, a intenção primária não muda. É um autor e são destinatários originais uma única vez. E a gente precisa primeiro entender o que eles estavam entendendo e querendo dizer.

**[37:03](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2223s)** Em seguida, nós temos em qual estilo o texto foi escrito. Nas escrituras, nós temos muitos estilos diferentes de texto. Você vai ler Salmos, vai ser diferente do que você lê Reis. Você vai ler Apocalipse, vai ser diferente de você ler Gênesis.

**[37:21](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2241s)** Bom, e a nossa capacidade de interpretar estes textos e aplicá-los com precisão depende de quão bem nós compreendemos as nuances de cada um desses gêneros. O que isso quer dizer? Se é poesia, você vai ler de uma forma. Se é histórico, você vai ler de outra.

**[37:40](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2260s)** Se é parábola, você vai ler de outra. E quais são os estilos da Bíblia de gênero literário que nós encontramos? Nós temos lá narrativa histórica, parábolas ou histórias contadas. nós temos leis, nós temos poesia, nós temos livros de sabedoria, nós temos profecias.

**[38:04](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2284s)** Cada um desses estilos tem uma implicação diferente. Ou seja, quando nós estamos lendo uma narrativa histórica, nós precisamos perceber que o que está sendo contado ali aconteceu daquela forma. Ou seja, quando nós lemos em Gênesis, por exemplo, sobre a Arca de Noé, que é o exemplo que ela dá no livro, a gente precisa entender que aquilo aconteceu daquela forma.

**[38:30](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2310s)** Nós não podemos achar que aquilo é uma poesia, que aquilo é uma alegoria, por exemplo. Mas isso também não quer dizer que aquilo não tem aplicações ou sentidos secundários. Então, ela vai usar esse exemplo para saber que, primeiro, a gente tem que entender qual é o sentido primário alegórico, por exemplo, de Noé como prefigurando Cristo naquele barco, que também quer dizer encaixotado, que ela fala no texto, ele é secundário em relação ao propósito de recontar um

**[39:05](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2345s)** acontecimento real. Em seguida, nós temos as parábolas e histórias contadas. Ou seja, quando a gente vai ver essas pequenas histórias, a gente precisa ter muita noção do contexto cultural. Por exemplo, Jesus, quando vai contar as parábolas, ele sempre usa coisas que estão ali no cotidiano daquele povo.

**[39:29](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2369s)** Então, ele vai falar sobre o trabalho de um dia, sobre as moedas usadas naquela época, sobre os costumes daquela época, e ele vai usar todo esse panorama rico do contexto da época, da cultura da época daquele povo, para criar uma história que aquele povo entenda.

**[39:48](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2388s)** Dificilmente, se Jesus viesse nos nossos dias, ele ia contar histórias usando uma dracma perdida. Ou falando de um pastor que perdeu ovelhas. Porque esse não é o nosso contexto. Nós provavelmente não conhecemos nenhum pastor de ovelhas e nunca vimos uma dracma.

**[40:05](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2405s)** Mas, por causa que é contado em um certo contexto, porque é uma certa cultura, são usados alguns recursos numa parábola, numa história contada. Saber desses contextos é essencial para que a gente possa entender o que aquilo quer dizer.

**[40:27](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2427s)** Isso também é importante para outras histórias. Por exemplo, quando a gente tem a história de Maria derramando o perfume aos pés de Jesus, quão importante é que nós saibamos o quanto custa aquele perfume. Porque para nós, um perfume hoje é uma coisa banal.

**[40:45](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2445s)** Você compra um perfume por 10 reais. Tudo bem, não pode ser um bom perfume, mas é um perfume. Quão diferente é saber que aquele é um perfume caríssimo, que demora um ano de trabalho para que você consiga comprar um perfume daquele.

**[40:57](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2457s)** Então, são todas coisinhas, detalhes que parecem muito pequenas, mas que fazem muita diferença quando a gente vai estudar uma parábola, uma história contada. Em seguida, nós temos as leis. E a gente pode encontrar as leis em Êxodo, Deuteronômio, Levítico.

**[41:15](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2475s)** As leis registradas são uma lista parcial ou representativa de um conjunto completo de leis que existiam em outro lugar na forma escrita, levando o leitor dos dias de hoje a questionar porque apenas determinados assuntos são tratados enquanto outros são aparentemente desconsiderados.

**[41:37](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2497s)** Lembrar que as leis foram registradas como diretrizes para as autoridades governamentais e não para que os indivíduos administrassem a justiça por si próprios. E as leis também servem como parâmetro para que nós entendamos a santidade de Deus, para que nós entendamos também o senso de, como ela fala aqui, de justiça.

**[41:58](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2518s)** Ou seja, por exemplo, quando a gente lê na Bíblia, olho por olho, dente por dente. nossa, que coisa radical, que coisa dos antigos. Hoje em dia a gente é desenvolvido, a gente não faz mais isso. Mas se a gente for ler, aquilo é justo.

**[42:15](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2535s)** Ou seja, um crime é punido de acordo com aquilo que foi cometido. Se é um olho, é um olho que é pago. Se é um dente, é um dente que é pago. Você não vai pagar com a vida por algo que você roubou. Entende essa diferença?

**[42:30](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2550s)** Então, nós temos que nos aproximar da lei também como parâmetro. A poesia serve na Bíblia para vários recursos, inclusive musicais, mas também para imprimir uma mensagem por meio de imagens com palavras. Então, por exemplo, quando o salmista pede para Deus destruir totalmente seus inimigos, podemos ler isso como uma expressão poética de profunda dor e raiva, em vez de um pedido real e assustador.

**[43:00](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2580s)** Mas também pode ser. Quando um autor fala cheio de entusiasmo que os dentes de sua amada são como o rebanho das ovelhas recém-tosquiadas que sobem do lavadouro, entendemos que ele tem a intenção de elogiá-la por seu sorriso encantador.

**[43:16](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2596s)** Hoje em dia, dificilmente a gente usaria essa imagem para descrever um sorriso encantador. Mas, naquela época, era esse o recurso imagético que eles tinham para fazer essa descrição. Em seguida, nós temos os livros de sabedoria.

**[43:31](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2611s)** E os livros de sabedoria, eles são muito importantes, mas a gente precisa tomar cuidado, porque nós não podemos ler um provérbio como se fosse uma promessa. Porque aquilo pode nos levar à angústia e dúvida. O que os livros de sabedoria intencionam, o objetivo deles, é nos ajudar com princípios básicos, gerais, a tomar decisões sábias, a dirigir as nossas vidas com sabedoria.

**[44:04](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2644s)** Ou seja, a gente não deve ler um provérbio como se fosse um livro da lei. A gente não deve ler um provérbio como se ele fosse uma profecia. Não, é um conselho, é uma direção. A gente não pode ler o livro de provérbios, ou o livro de Eclesiastes, ou o livro de Cantares, como se a gente estivesse lendo o livro de Romanos, o livro de Deuteronomios.

**[44:34](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2674s)** A gente não pode fazer dessa mesma forma. E, por último, nós temos as profecias. E as profecias, assim como a poesia, usam essa linguagem cheia de imagens, metafórica, simbólica. é importante que a gente coloque a profecia dentro do seu contexto histórico e cultural.

**[44:56](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2696s)** Porque, inclusive, vai esclarecer por que o autor escolheu usar certas imagens para expressar ali a profecia. Por que Deus deu certa imagem para que o autor expressasse aquela profecia que ele estava dando para certo acontecimento.

**[45:16](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2716s)** Ela fala aqui. Sol, a Lua e as estrelas cairão do céu, podemos examinar essa linguagem de acordo com as regras do gênero, ao invés de supor que um acontecimento cósmico está sendo profetizado de modo específico, embora isso seja possível.

**[45:35](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2735s)** Porque saber que os pagães das culturas antigas adoravam o Sol, a Lua e as estrelas nos ajuda a compreender melhor a profecia acerca da extinção dos corpos celestiais. A adoração a outras divindades cessará quando a profecia for cumprida.

**[45:56](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2756s)** Então, é muito importante que a gente tenha esse contexto também quando a gente for estudar as profecias e todos esses outros estilos literários. E, por último, nós temos a pergunta por que ele foi escrito? Então, todo autor, bíblico ou não, ele escreve com um propósito específico.

**[46:21](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2781s)** Hoje em dia, a teoria moderna de interpretação de texto é que quem determina o propósito, quem determina o motivo por trás de uma fala, não é o autor, é o leitor. Então, se você é mais nova e fez aula de interpretação de texto, a professora pode ter perguntado assim, o que você sente quando você lê esse texto?

**[46:41](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2801s)** O que você acha que o texto quer dizer? Você pode achar várias coisas, muitas delas ou todas erradas, mas o autor original tinha um propósito. Ele escreveu aquilo por um motivo específico. E a gente precisa saber qual foi esse motivo específico para poder interpretar aquele texto, para poder compreender aquele texto da forma correta.

**[47:03](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2823s)** Podemos identificar este motivo vendo os temas principais abordados naquele livro. Também as repetições nos falam muito do motivo. você provavelmente não vai encontrar em todos os livros da Bíblia, o autor dizendo assim, eu escrevi essa carta porque ou para que.

**[47:24](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2844s)** Mas se você for lendo, estudando, lendo, estudando, você vai perceber que certos temas costumam se repetir. Certas frases costumam se repetir. Então, por exemplo, eu dei o caso de juízes. E juízes, a gente vai vendo que tem vários ciclos.

**[47:44](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2864s)** que o povo vai passando a cada juiz. Então, o povo peca, ele fica cativo de alguma nação ali vizinha, que oprime ele. Ele se arrepende, clama a Deus por misericórdia, Deus manda um juiz que liberta o povo daquele cativeiro.

**[48:02](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2882s)** Aí o povo peca de novo e assim por diante. Isso é muito repetido em todos os livros de juízes. E ao final do livro, nós começamos a ver aquela frase recorrente que dizia assim, E isso acontecia porque naquela época cada um fazia o que era correto aos seus próprios olhos.

**[48:21](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2901s)** E com isso nós percebemos que o livro de Juízes quer mostrar a bagunça que é quando o povo é deixado aos seus próprios desejos. O que acontece quando uma nação não tem em Deus o seu principal líder e na sua palavra as suas diretrizes de como viver.

**[48:40](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2920s)** Então, a gente precisa sempre buscar responder por que certa obra, certo livro da Bíblia foi escrito. Isso costuma ser muito mais fácil, por exemplo, quando a gente vai para as cartas do Novo Testamento. Porque nessas cartas, normalmente, Paulo ou Pedro, enfim, eles vão falar por que eles estão escrevendo isso.

**[49:02](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2942s)** Ah, eu escrevi essa carta para aquela necessidade específica que eles estavam passando. para aquele conflito que eles estavam passando. Bom, eu cheguei ao fim aqui das perguntas arqueológicas e eu queria, então, finalizar com as palavras da Jean Wilkin.

**[49:25](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2965s)** Ela fala assim, não entre em pânico. Você não precisa saber de cor as respostas dessas cinco perguntas para todos os livros da Bíblia. E você não precisa estudar e chegar às conclusões sozinha sempre. Você pode contar com ajuda.

**[49:44](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=2984s)** Então, aqui ela vai falar assim, que uma Bíblia de estudo confiável, como a Bíblia de estudo de Genebra, é um ponto de partida indispensável. E aqui eu queria convidar você a ver se as suas ferramentas de arqueologia estão corretas.

**[50:00](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3000s)** Qual a versão da Bíblia que você tem usado para estudar? É uma versão que você tem que gastar mais tempo no dicionário do que na concordância bíblica, porque você não entende as palavras. Então, talvez seja melhor você buscar uma Bíblia em uma linguagem que seja mais acessível.

**[50:15](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3015s)** Uma NVI, por exemplo, uma NAH, que é a nova tradução atualizada. Eu não lembro agora quais são as siglas extensas. Enfim, ou uma Bíblia de estudo, como a sugerida aqui, a Bíblia de estudo de Genebra. E tantas outras. Talvez a Bíblia de estudo que você tenha está cheia de ababrinha.

**[50:37](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3037s)** E você está percebendo algumas incoerências entre aquilo que é pregado aqui de domingo e as coisas que a gente estuda juntas e aquilo que está falando na sua Bíblia de estudo. Não está sendo coerente. Então, talvez você tenha que ver se a sua Bíblia de estudo não é uma ferramenta ruim, uma ferramenta defasada.

**[50:57](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3057s)** Enfim, não entre em pânico. Tudo isso a gente tem a vida inteira para nós estudarmos. precisamos também buscar boas ferramentas para isso. No próximo estudo nós vamos estudar o próximo P, que é paciência. Como que nós devemos estudar com paciência para desenvolvermos um estudo saudável.

**[51:20](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3080s)** E eu espero as irmãs daqui duas semanas queira Deus que presencialmente, se assim ele permitir. A gente não pode confirmar isso ainda, mas eu espero que assim seja. eu tenha conseguido também transmitir tudo o que a gente tem nesse capítulo 4.

**[51:36](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3096s)** Por favor, se vocês tiverem alguma dúvida, escrevam no chat do YouTube, que eu vou acessar agora. E não tem nenhuma pergunta aqui. Mas, irmãs, eu queria deixá-las também muito à vontade. Se as irmãs percebem essa dificuldade mais séria em relação à compreensão textual e que não se resume só ao estudo da palavra, se você percebe que você tem dificuldade com outros tipos de livro, procure a mim, procure a Paola.

**[52:13](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3133s)** Você não está sozinha, de verdade. Não está mesmo. Eu já vi pós-graduados que não sabiam ler direito. Então, não sabiam escrever uma carta, um e-mail direito. Isso não é incomum no nosso país. Mas, infelizmente, as pessoas têm uma noção errada de que elas sabem ler, sabem escrever, mas, na verdade, elas não sabem, elas são escravas da ignorância.

**[52:35](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3155s)** Se elas pegam qualquer coisa que seja um pouquinho mais avançado para aquilo que elas estão habituadas, elas não vão entender o que elas estão lendo. Então, eu queria deixá-las muito à vontade para, se você percebe essa dificuldade, você nos procurar, a minha, a Paola, enfim, e nós queremos ajudar você.

**[52:52](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3172s)** Se você sabe também, por exemplo, não é só você, você tem um filho, um esposo, enfim, alguém, um amigo, que você percebe que também tem essa dificuldade, a nossa igreja está aqui à disposição. Nós, cristãos, sempre protestantes, fomos conhecidos por esse amor ao estudo, amor ao livro.

**[53:12](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3192s)** E isso começa por sabermos ler bem. Por isso que Calvino falava que do lado de toda igreja deveria ter uma escola, que esse é o caso. então aproveite que você está em um ambiente seguro e que vai acolher essa sua necessidade com diligência tá bom? eu vou fazer uma oração pra gente encerrar e me coloco à disposição pra futuras dúvidas também caso elas apareçam Senhor, muito obrigada por esse momento de estudo

**[53:40](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3220s)** e reflexão em formas de nos aproximarmos das tuas escrituras Senhor, eu te peço que o Senhor nos ajude Boas arqueólogas, Deus. Não nos deixe nos aproximarmos da Tua palavra, achando que somos as primeiras a abrirmos, mas que nós possamos respeitar o autor original que o Senhor escolheu para escrever aquele texto, o contexto histórico, a cultura, os primeiros leitores.

**[54:11](https://www.youtube.com/watch?v=UgMkQ_QU3jQ&t=3251s)** Que tudo isso possa nos ajudar, Senhor, a entender melhor a Tua palavra, entender melhor o Teu caráter, e como todas essas verdades fazem diferença para nós aqui hoje. Em nome de Jesus é que eu oro. Amém. Deus abençoe a todas.

---

*Gerado por [Lume](https://acervo.moretes.com) — biblioteca de pregações da Igreja Batista Reformada de São Bernardo do Campo. Textos de IA precisam ser verificados na fonte.*