# Noite Musical - Quarteto Metrópolis

**Data:** 2021-09-18  
**Pregador:** —  
**Tipo:** Culto  
**Duração:** 81 min  
**YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0  
**Página:** https://acervo.moretes.com/cultos/PPyESiyJPk0

> "A música é a linguagem da alma, um reflexo da experiência humana e um caminho para a adoração, moldada e preservada pela igreja através dos séculos."

**Temas:** Adoração, Consolo e esperança, Criação, Doutrina da Igreja, Piedade e vida devocional

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## Guia de Estudo

### 1. Texto-base e contexto

**Noite Musical - Quarteto Metrópolis**

Uma apresentação musical que explorou a história da música de câmara, sua evolução e suas diversas formas de expressão, desde o canto gregoriano até o século XX, contextualizando o papel da igreja e da cultura ocidental na preservação e desenvolvimento musical.

### 2. Ideia central

A música, em suas diversas formas e ao longo da história, é uma poderosa manifestação da experiência humana e da expressão do belo, tendo a Igreja como guardiã e impulsionadora de grande parte do desenvolvimento musical ocidental, oferecendo um meio único de adoração e reflexão.

### 3. Exposição

A apresentação do Quarteto Metrópolis traçou um panorama fascinante da música de câmara, revelando como este gênero reflete e se entrelaça com a história, a cultura e a fé. Partindo das raízes vocais da música, uma expressão natural dos estados de espírito humanos, fomos levados à Idade Média, onde o canto gregoriano exemplifica a música sacra e a tentativa de uniformizar a adoração na Igreja. A Igreja, como repositório principal da cultura ocidental, desempenhou um papel crucial na preservação e evolução musical. 

Através dos séculos, a música se desenvolveu da monofonia solene para a complexidade polifônica de Bach, que, com suas composições intrincadas, ilustrou a 'dança' das circunstâncias da vida. A ascensão da burguesia no período clássico, com compositores como Haydn, trouxe a necessidade de uma música mais clara e formal, refletindo o pensamento iluminista. O romantismo, com Borodin, destacou a música como expressão de emoções pessoais profundas, como o amor. Finalmente, o século XX, com Villa-Lobos, demonstrou a experimentação e a reflexão da dúvida que caracterizou a era moderna.

Cada período musical, cada forma e cada composição apresentada, não apenas demonstrou a beleza artística, mas também serviu como uma janela para a alma humana e para o contexto social e espiritual de sua época. A música, desde a adoração coletiva até a expressão individual, é um dom que nos conecta à transcendência e à beleza da criação.

### 4. Esboço da mensagem

1. **I. Introdução e Agradecimentos**
   Boas-vindas, oração e apresentação da proposta da noite musical.
2. **II. A Música como Expressão Humana Universal**
   As raízes vocais da música, manifestação de estados de espírito e sua transitoriedade.
3. **III. A Música na Idade Média: O Canto Gregoriano e a Adoração**
   A influência da Igreja na preservação da música ocidental; uniformização e solenidade na adoração. Exemplo: 'Veni, Veni, Emmanuel'.
4. **IV. Do Canto Solitário à Polifonia: A Descoberta da Harmonia**
   Evolução da combinação de vozes e instrumentos para criar sons agradáveis.
5. **V. O Período Barroco: Johann Sebastian Bach e a Complexidade**
   Desenvolvimento da notação rítmica e independência das vozes instrumentais. A música como metáfora das 'circunstâncias da vida'. Exemplo: Ária em Ré maior.
6. **VI. O Período Clássico: Joseph Haydn e a Clareza Formal**
   Ascensão da burguesia e a demanda por uma música mais inteligível. A forma sonata e o 'discurso claro'. Exemplo: Quarteto Opus 33, nº 3.
7. **VII. O Romantismo: Alexander Borodin e a Expressão Pessoal**
   A música como reflexo de emoções profundas e histórias pessoais. O coração 'descompassado' do apaixonado. Exemplo: Quarteto em Ré maior, Op. posth.
8. **VIII. O Século XX: Heitor Villa-Lobos e a Experimentação**
   A busca por novas sonoridades e a reflexão da dúvida moderna. Influência de Villa-Lobos na música brasileira. Exemplo: Primeiros quartetos de cordas.

### 5. Doutrinas (Confissão de 1689)

- Doutrina da Igreja (Influência cultural e histórica) — *Cap. 26 - Da Igreja*
- Adoração (Papel da música no culto) — *Cap. 22 - Da Adoração e do Dia de Descanso*
- Divina Providência (Deus orquestrando as circunstâncias da vida) — *Cap. 5 - Da Divina Providência*
- Deus e seus atributos (O belo, o verdadeiro e o bom como reflexos divinos) — *Cap. 2 - De Deus e da Santíssima Trindade*

### Aplicações

**Pessoal**
- Dedique tempo para apreciar diferentes formas de música, buscando entender a mensagem e as emoções que ela transmite, tanto em contextos sagrados quanto seculares.
- Reconheça a música como um dom da Criação que pode expressar as profundezas da alma, do louvor à tristeza, e use-a como ferramenta para a piedade e a reflexão pessoal.
- Perceba como a música pode ser um espelho de sua própria jornada, com suas complexidades e harmonias, e busque a coerência em sua própria 'melodia de vida' em Cristo.

**Na família**
- Promova momentos de escuta musical em família, explorando diferentes gêneros e períodos históricos, incentivando o diálogo sobre o que a música evoca e ensina.
- Incentive a participação em atividades musicais (canto, instrumento) como forma de desenvolver a criatividade e a sensibilidade, celebrando a arte como expressão da imagem de Deus no homem.
- Utilize a música em momentos devocionais em família, como forma de adoração e para memorização de Escrituras ou cânticos que edificam a fé.

**Na igreja**
- Valorize a música na liturgia da igreja, buscando um equilíbrio entre a tradição e a relevância, reconhecendo seu poder de edificar a congregação e glorificar a Deus.
- Considere a influência histórica da Igreja na música ocidental e como podemos continuar a ser um farol para a excelência e a beleza na arte musical, direcionando-a para a glória de Deus.
- Encoraje o desenvolvimento de talentos musicais na comunidade, vendo-os como dons do Espírito para o serviço e a adoração coletiva.

### 6. Perguntas para estudo

1. Como a música, em sua transitoriedade, nos ajuda a refletir sobre a natureza efêmera da vida e a importância de viver o 'agora' para a glória de Deus?
2. De que forma a tentativa de uniformizar a música na adoração medieval (canto gregoriano) revela princípios ou desafios sobre a unidade e a expressão na igreja hoje?
3. A analogia de Bach sobre as notas e as 'circunstâncias da vida que a gente não percebe' o que nos ensina sobre a providência divina em nossa jornada pessoal?
4. Pensando na transição do Barroco para o Clássico (Bach para Haydn), como a busca por 'clareza' na arte pode se relacionar com a necessidade de clareza e inteligibilidade na pregação do Evangelho?
5. Como a música romântica de Borodin, que expressa paixões e histórias pessoais, nos lembra que toda emoção humana pode ser santificada e direcionada para o louvor de Deus?
6. A 'dúvida' expressa na música moderna (Villa-Lobos) nos desafia a firmar nossas convicções na verdade imutável de Deus em um mundo de incertezas?

### Versículo para memorizar

> "Todo ser que respira louve ao SENHOR! Aleluia!"
> — **Salmo 150:6**

### Textos paralelos

Colossenses 3:16  ·  Efésios 5:19-20  ·  Tiago 5:13  ·  Gênesis 4:21  ·  1 Crônicas 16:9

**Próximo passo:** Explore mais a fundo a Confissão de Fé Batista de Londres de 1689 nos capítulos relacionados às doutrinas apresentadas. Dedique-se a uma audição intencional de diferentes gêneros musicais, buscando discernir como a beleza, a verdade e a bondade se manifestam através da arte, e como isso pode enriquecer sua vida de adoração e piedade.

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## Mapa mental

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- Texto-base
  - Noite Musical - Quarteto Metrópolis
    - Uma apresentação musical que explorou a história da música de câmara, sua evolução e suas diversas formas de expressão, desde o canto gregoriano até o século XX, contextualizando o papel da igreja e da cultura ocidental na preservação e desenvolvimento musical.
- Ideia central
  - A música, em suas diversas formas e ao longo da história, é uma poderosa manifestação da experiência humana e da expressão do belo, tendo a Igreja como guardiã e impulsionadora de grande parte do desenvolvimento musical ocidental, oferecendo um meio único de adoração e reflexão.
- Esboço da mensagem
  - I. Introdução e Agradecimentos
    - Boas-vindas, oração e apresentação da proposta da noite musical.
  - II. A Música como Expressão Humana Universal
    - As raízes vocais da música, manifestação de estados de espírito e sua transitoriedade.
  - III. A Música na Idade Média: O Canto Gregoriano e a Adoração
    - A influência da Igreja na preservação da música ocidental; uniformização e solenidade na adoração. Exemplo: 'Veni, Veni, Emmanuel'.
  - IV. Do Canto Solitário à Polifonia: A Descoberta da Harmonia
    - Evolução da combinação de vozes e instrumentos para criar sons agradáveis.
  - V. O Período Barroco: Johann Sebastian Bach e a Complexidade
    - Desenvolvimento da notação rítmica e independência das vozes instrumentais. A música como metáfora das 'circunstâncias da vida'. Exemplo: Ária em Ré maior.
  - VI. O Período Clássico: Joseph Haydn e a Clareza Formal
    - Ascensão da burguesia e a demanda por uma música mais inteligível. A forma sonata e o 'discurso claro'. Exemplo: Quarteto Opus 33, nº 3.
  - VII. O Romantismo: Alexander Borodin e a Expressão Pessoal
    - A música como reflexo de emoções profundas e histórias pessoais. O coração 'descompassado' do apaixonado. Exemplo: Quarteto em Ré maior, Op. posth.
  - VIII. O Século XX: Heitor Villa-Lobos e a Experimentação
    - A busca por novas sonoridades e a reflexão da dúvida moderna. Influência de Villa-Lobos na música brasileira. Exemplo: Primeiros quartetos de cordas.
- Doutrinas · Confissão de 1689
  - Doutrina da Igreja (Influência cultural e histórica)
    - Cap. 26 - Da Igreja
  - Adoração (Papel da música no culto)
    - Cap. 22 - Da Adoração e do Dia de Descanso
  - Divina Providência (Deus orquestrando as circunstâncias da vida)
    - Cap. 5 - Da Divina Providência
  - Deus e seus atributos (O belo, o verdadeiro e o bom como reflexos divinos)
    - Cap. 2 - De Deus e da Santíssima Trindade
- Aplicações
  - Pessoal
    - Dedique tempo para apreciar diferentes formas de música, buscando entender a mensagem e as emoções que ela transmite, tanto em contextos sagrados quanto seculares.
    - Reconheça a música como um dom da Criação que pode expressar as profundezas da alma, do louvor à tristeza, e use-a como ferramenta para a piedade e a reflexão pessoal.
    - Perceba como a música pode ser um espelho de sua própria jornada, com suas complexidades e harmonias, e busque a coerência em sua própria 'melodia de vida' em Cristo.
  - Família
    - Promova momentos de escuta musical em família, explorando diferentes gêneros e períodos históricos, incentivando o diálogo sobre o que a música evoca e ensina.
    - Incentive a participação em atividades musicais (canto, instrumento) como forma de desenvolver a criatividade e a sensibilidade, celebrando a arte como expressão da imagem de Deus no homem.
    - Utilize a música em momentos devocionais em família, como forma de adoração e para memorização de Escrituras ou cânticos que edificam a fé.
  - Igreja
    - Valorize a música na liturgia da igreja, buscando um equilíbrio entre a tradição e a relevância, reconhecendo seu poder de edificar a congregação e glorificar a Deus.
    - Considere a influência histórica da Igreja na música ocidental e como podemos continuar a ser um farol para a excelência e a beleza na arte musical, direcionando-a para a glória de Deus.
    - Encoraje o desenvolvimento de talentos musicais na comunidade, vendo-os como dons do Espírito para o serviço e a adoração coletiva.
- Perguntas para estudo
  - Como a música, em sua transitoriedade, nos ajuda a refletir sobre a natureza efêmera da vida e a importância de viver o 'agora' para a glória de Deus?
  - De que forma a tentativa de uniformizar a música na adoração medieval (canto gregoriano) revela princípios ou desafios sobre a unidade e a expressão na igreja hoje?
  - A analogia de Bach sobre as notas e as 'circunstâncias da vida que a gente não percebe' o que nos ensina sobre a providência divina em nossa jornada pessoal?
  - Pensando na transição do Barroco para o Clássico (Bach para Haydn), como a busca por 'clareza' na arte pode se relacionar com a necessidade de clareza e inteligibilidade na pregação do Evangelho?
  - Como a música romântica de Borodin, que expressa paixões e histórias pessoais, nos lembra que toda emoção humana pode ser santificada e direcionada para o louvor de Deus?
  - A 'dúvida' expressa na música moderna (Villa-Lobos) nos desafia a firmar nossas convicções na verdade imutável de Deus em um mundo de incertezas?
- Versículo para memorizar
  - Salmo 150:6
    - “Todo ser que respira louve ao SENHOR! Aleluia!”
- Textos paralelos
  - Colossenses 3:16
  - Efésios 5:19-20
  - Tiago 5:13
  - Gênesis 4:21
  - 1 Crônicas 16:9
- Próximo passo
  - Explore mais a fundo a Confissão de Fé Batista de Londres de 1689 nos capítulos relacionados às doutrinas apresentadas. Dedique-se a uma audição intencional de diferentes gêneros musicais, buscando discernir como a beleza, a verdade e a bondade se manifestam através da arte, e como isso pode enriquecer sua vida de adoração e piedade.
- Temas
  - Adoração
  - Consolo e esperança
  - Criação
  - Doutrina da Igreja
  - Piedade e vida devocional

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## Transcrição (106 trechos)

**[0:09](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=9s)** Boa noite. Boa noite a todos. Eu saúdo a todos com a graça e com a paz do nosso Senhor Jesus. Gostaria de agradecer a presença de todos nessa noite, nosso primeiro evento cultural que nós estamos realizando aqui, nas dependências da igreja, da escola e também da editora.

**[0:25](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=25s)** Eu falo aqui em nome da Igreja Batista Reformada de São Bernardo do Campo, Falo também em nome da editora Trinitas e do Colégio Cristão Clássico Trinitas também. Eu gostaria de dar início a essa noite com uma palavra de oração.

**[0:40](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=40s)** Logo após a palavra de oração, nós faremos ou entoaremos o hino nacional. E após o hino nacional, nós começaremos a nossa apresentação com o Quarteto Metrópolis. Vamos orar? Senhor nosso Deus, te agradecemos por essa oportunidade.

**[0:56](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=56s)** oportunidade, ó Deus, de ouvirmos aqui uma boa, uma boa cultura. Pedimos que o Senhor possa nos conduzir nessa noite, nos proteger e darmos aqui um bom momento, um bom tempo, todos juntos. Em nome de Cristo que nós oramos.

**[1:11](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=71s)** Amém. Gostaria de convidar todos a se colocarem de pé para nós entornarmos o hino nacional. O Quarteto Metrópole, depois do hino nacional, está com a palavra ou com a . Tchau, tchau. A CIDADE NO BRASIL Muito boa noite a todos.

**[5:44](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=344s)** É uma alegria estar aqui com o Quarteto Metrópolis, na editora Trinitas, colégio Trinitas, igreja batista reformada de São Bernardo do Campo. Nós começamos com o hino nacional. Alguém aí sabe quem foi que escreveu o hino nacional?

**[6:07](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=367s)** É bem difícil de a gente saber, a gente acaba não sabendo. Oi? Isso, tem um compositor que fez a letra e outro que fez a . O Gabriel estava me lembrando aqui. E, para quem não sabe, o hino nacional foi composto para a coroação de Dom Pedro II.

**[6:25](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=385s)** Não era o hino nacional, era chamado de hino da coroação de Pedro II. Tinha uma outra letra exaltando as virtudes do jovem príncipe que era então coroado. Para quem não lembra, ele foi coroado aos 14 anos. Embora, na maioria das vezes na história, quando alguém é coroado bem novinho assim, as coisas dão errado, no caso dele, deu bem certo.

**[6:46](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=406s)** Foi um dos grandes estadistas de sua época. Mas eu não estou aqui para falar a história do Brasil exatamente. Estou me empolgando um pouco. Nós vamos fazer agora uma viagem. A gente preparou essa noite para vocês uma viagem no tempo para conhecer um pouco mais da instrumental.

**[7:06](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=426s)** A gente tem aqui um quarteto de cordas. O quarteto de cordas é uma formação que surgiu no século XVIII. Ela surgiu antes, mas ela se estabeleceu no século XVIII, se tornou uma prática, ganhou popularidade na Europa no século XVIII e se manteve como o mais consagrado dos estilos de de câmara.

**[7:27](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=447s)** Alguém aqui sabe o que é de câmara? Alguém? Alguém? Faz assim para não, assim para assim? Bom, ninguém conhece. Alguém já assistiu uma apresentação de quarteto de cordas antes? De orquestra? De choro, de cavaquinho, flauta, violão?

**[7:47](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=467s)** Ufa! Olha, tem bastante gente aqui que gosta de , então. Eu vou só tirar a máscara, gente, senão vai começar a me embaçar um pouquinho. Com licença. Bom, melhor agora. Antes, eu vou apresentar os nossos nomes. No primeiro violino, nós temos Pedro Escher.

**[8:17](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=497s)** Uma salva de palmas, por favor. No segundo violino, Igor Dutra. no violoncelo Gabriel Alvico e este que vos fala, Dimas Venâncio. Eu estou tocando viola. Para quem não sabe, aliás, já é legal mostrar a diferença. Se você puder vir aqui, senão eu vou perder.

**[8:50](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=530s)** Dá para perceber a diferença? Vou mostrar aqui para o pessoal. Todo mundo percebe que a viola é um pouquinho maior que o violino e ela tem uma razão para isso. A razão se dá porque a começou vocal. Os primeiros registros que a gente tem na história da e os primeiros relatos que se tem são voltados à vocal, que é natural do ser humano.

**[9:21](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=561s)** O ser humano, quando começa a se empolgar, começa a cantar de alegria, começa a dançar. As manifestações artísticas têm muito a ver com os nossos estados de espírito. A foi uma delas. Ela surgiu especialmente para marcar momentos cívicos, cantando o hino das nações ou se preparando para as batalhas, ou, então, em momentos religiosos, cantando hinos às divindades de cada um dos povos que se reuniam.

**[9:50](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=590s)** E a cultura ocidental, muito moldada pela igreja, pelo cristianismo, foi o principal arquivo que a gente tem da . A maior parte dos registros musicais que são anteriores ao cristianismo ou do período do cristianismo primitivo são muito escassas, muito poucas.

**[10:13](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=613s)** A gente tem ali uns relatos, umas gravuras em rocha, umas gravuras em pedra, de da Grécia, em alguns lugares de indiana e até alguma coisa de egípcia. como soava, porque a tem essa característica. Ela só existe enquanto ela existe.

**[10:32](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=632s)** Ela só existe naquele momento. Ela não é como um quadro, uma escultura, um prédio, outras manifestações artísticas. A só acontece no agora. Acabou a última nota, a não existe mais. Ela só existe agora nas nossas mentes, nos nossos corações.

**[10:48](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=648s)** E uma das músicas que a gente quer mostrar para vocês, eu vou pedir agora o exemplo 1. é um hino que remete a esse período mais antigo da história da Igreja. É um hino que não tem um autor estabelecido. Ele é atribuído ao Papa Gregório, aos cantos gregorianos.

**[11:07](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=667s)** Alguém aqui já ouviu falar disso na aula de História da Arte, na aula de História da Escola? Os cantos gregorianos foram uma medida que o Papa Gregório tomou para tentar uniformizar a , porque cada região tem uma diferente.

**[11:22](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=682s)** Você pode ver isso com clareza. Você vai lá no Sul, você vai ver um Vaneirão, a Milonga, os estilos lá do Sul. Vem para São Paulo, Minas, você vai ver a caipira, a moda de viola. Você vai subindo para o samba, na Bahia, no Rio de Janeiro.

**[11:36](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=696s)** Você chega no Axé também, na Bahia, e vai indo. Forró, os estilos mais caribenhos que a gente tem lá no Norte, daquela famosa banda de erudita, Calypso. Em cada região tinha uma diferente nas igrejas E estava dando confusão na opinião do magistério da igreja católica E eles resolveram uniformizar, padronizar tudo Afinal, todos são iguais perante Deus Então, para fazer todos iguais, tinham que cantar todos iguais

**[12:07](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=727s)** E deixar tudo bonitinho Para, em qualquer lugar que um católico, um cristão Entrasse em uma igreja, ele pudesse conhecer a Então, datado do século XV, vamos tocar, Gabriel e eu, imitando como se fossem os monges daquela época, o hino Veni, Veni, Emmanuel.

**[12:31](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=751s)** Se puder mostrar aqui para o público, vai ser ótimo. Vocês estão vendo ali que tem umas bolinhas em cima de linhas? Essas bolinhas são as notas musicais. Na época em que a maioria dessas músicas foi feita, era um pouco diferente, a notação era mais rudimentar, mas ela era basicamente dessa forma.

**[12:52](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=772s)** Então vamos agora, Gabriel e eu. Mais uma vez. geralmente quem cantava apenas eram os clérigos, eram todos homens, então era sempre um som mais grave e um tom solene. Todo mundo já ficou um pouquinho mais solene ou sonolento depois de ouvir isso.

**[14:02](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=842s)** Eles perceberam que, por acaso, tinha uma coisa interessante. Eles colocavam, às vezes, crianças para cantar junto, alguns meninos. E aí acontecia isso. Por favor? Vamos lá, vamos lá. mais uma vez em início Quando juntavam os adultos e as crianças, acontecia isso.

**[15:29](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=929s)** Perceberam uma diferença? Eles descobriram que tinham outros sons que poderiam ser combinados. e combinados de uma maneira agradável ao ouvido. Começa a lembrar um pouco de Game of Thrones, né? E aí eles descobriram que dá pra colocar mais um.

**[17:01](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1021s)** Já começa a ficar mais legal, né? Isso, vocês devem ter percebido, a tem todo um ritmo meio parecido, né? Isso acontecia porque não tinha uma notação rítmica. Então, a gente hoje não sabe como duravam cada uma das notas.

**[17:20](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1040s)** Se tinha uma nota que era mais curta, mais longa... A gente estima que determinadas notas eram mais longas e outras mais curtas pelo texto. O texto era o que ajudava os músicos a saberem o momento de trocar de nota. E agora a gente vai mostrar para vocês completo com as quatro vozes, conforme a gente encontra aqui no Inário para o Culto Cristão da Igreja Batista Brasileira.

**[17:51](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1071s)** Obrigado. Amém. Amém. Uma salva de palmas para esse quarteto. Vocês devem ter percebido que o que a gente está fazendo hoje é um pouquinho mais descontraído do que uma apresentação no teatro. A de câmera, que eu não expliquei antes, e eu vou explicar ainda, espera, tem essa característica.

**[19:40](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1180s)** A de câmara era a feita nas casas. Na época em que não se tinha Spotify, não se tinha MP3, não se tinha CD, LP, vitrola, rádio, ou você aprendia para tocar em casa ou você ia ouvir, talvez, em alguma casa de festas, numa taverna, ou na igreja no domingo.

**[20:05](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1205s)** Essas eram as opções que as pessoas tinham para ouvir . Então, foi nisso que surgiu o quarteto de cordas. E lembra que eu falei que tinha uma razão para ter tamanhos diferentes? Da mesma forma que criança tem um tipo de voz, a mulher tem um tipo de voz, o homem tem um tipo de voz, os instrumentos tentam imitar.

**[20:25](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1225s)** Já que a veio da voz, a nossa principal referência é sempre a voz até hoje. Então, como se fosse num coral que tem quatro vozes, tenor e baixo, a gente tem no quarteto de cordas. O primeiro violino seria o soprano, o segundo violino o contralto, a viola o tenor e o violoncelo o baixo.

**[20:49](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1249s)** Mas a foi se desenvolvendo. A gente vai saindo da Idade Média, vai entrando na Renascença, vai entrando no período barroco, ali nos séculos XVI e XVII, e a gente começa a ter um desenvolvimento maior da tecnologia, da ciência, E na também.

**[21:07](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1267s)** A começa a ter agora uma notação rítmica, o que ajuda a organizar a entrada e a saída dos sons. E assim a gente consegue ver uma coisa muito legal. Agora, então, a gente vai ouvir a área de Johann Sebastian Bach, o celebrado mestre da .

**[21:27](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1287s)** Eu vou pedir para o Pedro tocar a primeira nota e eu vou pedir para o exemplo 2 ser colocado ali para o público. O exemplo 2. Eu vou pedir para o Pedro tocar os dois primeiros compassos. Agora vou pedir para o Igor tocar os dois primeiros compassos.

**[22:45](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1365s)** Está todo mundo vendo que tem ali a linhazinha violino 1 e embaixo a violino 2, certo? Vocês percebem que tem mais bolinhas ali no violino 1? Opa! O violino 1 tem uma escrita que está um pouquinho mais agitada. Tem mais notas acontecendo ao mesmo tempo de menos notas que o violino 2 está tocando.

**[23:05](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1385s)** E o efeito que dá é mais ou menos esse. Tudo junto até aqui. Interessante, não é? Johann Sebastian Bach era um mestre em fazer isso. Ele pegava as notas e ia colocando-as em momentos diferentes, como se fossem as circunstâncias da vida que a gente não percebe.

**[23:37](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1417s)** A gente está ali vivendo a nossa voz, a nossa vida. E outras coisas vão acontecendo. A gente conhece pessoas, a gente se aproxima. Algumas são mais agitadas, como é o violino 1 em relação ao violino 2. Algumas são mais parecidas, como vocês veem ali, o movimento da viola e do violino 2.

**[23:52](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1432s)** e algumas são mais constantes, como é ali a linha do contrabaixo, do violoncelo. Então, vamos ouvir esses dois primeiros compassos. Não, vamos ouvir tudo, vai. Vamos ouvir, então, de Johann Sebastian Bach, a área em Ré maior.

**[24:49](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1489s)** A CIDADE NO BRASIL Amém. A CIDADE NO BRASIL Lindo demais, não é? Bom, então a gente começou lá na Idade Média, século XV. A era feita na igreja, para adoração comunitária, coletiva, todo mundo junto. Essa que a gente acabou de tocar era feita para os nobres, era feita para pessoas que tinham muito tempo para o estudo, muito tempo para se dedicar a conhecer da arte, a conhecer do mundo, da beleza,

**[29:18](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1758s)** como são as três virtudes gregas? Beleza, bondade e verdade. Esse é um público culto, não é? O belo, o verdadeiro e o bom. E eles gostavam, não sei se vocês perceberam, nessa acontecia um monte de coisa ao mesmo tempo. Era uma nota longa ali, um monte de notinha rápida, o violoncelo ali ditando o ritmo, dando a pulsação, como se fosse o coração batendo.

**[29:45](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1785s)** E, para fazer isso tudo e para perceber isso tudo, demanda certa atenção, como a gente fez agora aqui uma explicação. E, conforme foi passando o tempo, foram mudando as dinâmicas da sociedade. E, mais para frente, no século XVIII, Bá viveu até 1750, até a metade do século XVIII.

**[30:09](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1809s)** No começo do século XVIII, se não me engano, em 1732, nasce Josef Heiden, na Áustria. Bach vivia em Leipzig, onde hoje é a Alemanha. E Heiden vivia na Áustria, viveu na Áustria. Ele conheceu essa de Bach, muito provavelmente, se não a do próprio Bach, o estilo em que ele compunha, porque era a que se fazia.

**[30:31](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1831s)** E ele era um menino prodígio, começou a cantar na igreja, como a gente ouviu, que a lá colocava os meninos para cantar. Haydn cantava num coro que canta até hoje. É o Coro de Meninos, Coral de Garotos de Viena, se não me engano, o nome.

**[30:49](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1849s)** E é um coro que funciona até hoje. Então, em 1700, e lá vai pancada, ele já estava em exercício quando o menino, Joseph, chegou lá para cantar. E chegou até hoje. Eles cantam até hoje. Se vocês procurarem lá colocar em inglês o título, que se encontram no YouTube.

**[31:06](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1866s)** É muito bonito, recomendo, vale a pena. Mas Haydn, para poder ganhar a vida, não podia só ficar cantando na igreja. A igreja muitas vezes dava um salário para os músicos, mas, conforme ele foi crescendo, a voz dele começou a mudar, e aí eles não gostaram muito da voz.

**[31:23](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1883s)** O menino Haydn era legal, agora o rapaz Haydn já não estava tão interessante para cantar no coro. Ele teve que correr atrás de trabalho, ele vinha de uma família muito pobre, e, assim, foi desenvolvendo o seu estudo musical, a composição.

**[31:37](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1897s)** E, na época dele, começou a ter aquilo que a gente aprende na aula de história de ascensão da burguesia, que é quando o cara que não tinha tanta instrução como aquele nobre dos tempos de Bach começa a ganhar dinheiro. Então, o cara estava lá, fazia sapatos, às vezes não sabia nem ler e escrever, mas vendia, fazia ótimos sapatos e estava lá ganhando dinheiro.

**[32:02](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1922s)** comprar uma casa grande, ele tem dinheiro, a empresa dele de sapatos está crescendo, que maravilha! E aí ele fala que queria desfrutar um pouquinho do bom e do melhor que o nobre desfrutava. Mas, quando chegava um cara e tocava uma que nem a do Bach, ele falava, bonito, mas não estou entendendo nada.

**[32:21](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1941s)** Está meio complicado, tem uma linha na viola, uma linha no violino, muita coisa, muita coisa. Para quem já viu uma pintura barroca ou uma arte barroca, ela é cheia de detalhes mesmo. Assim era a também. Então, os compositores começaram a tentar adequar para responder à demanda.

**[32:37](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1957s)** A demanda, então, era de pessoas que queriam ouvir uma boa , uma bonita, mas precisava ter um discurso mais claro, como era também o pensamento iluminista, que estava tentando deixar tudo muito bem iluminado, tudo bem claro, tudo bem tintim por tintim, as ideias organizadinhas, bonitinhas.

**[32:56](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=1976s)** E assim surge na a forma musical como uma coisa estabelecida ideias musicais. Então, vamos agora ver um exemplo. E esse não tem... Ah, mentira, tem sim. É o terceiro exemplo do quarteto de Haydn. Essa peça não foi composta para um burguês, ela foi composta para um príncipe da Rússia, mas ela já seguia esse estilo, que foi a moda que pegou na época.

**[33:24](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2004s)** Então, vou pedir de novo para o Pedro tocar a linha dele. Vocês estão vendo ali o violino 1, lá em cima uma bolinha. Até aqui. Mais uma vez. Aí agora, o compasso onde começa a notar lá. A segunda entrada. Não, não. A segunda entrada.

**[33:55](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2035s)** A segunda entrada ali. Depois da pausa. Perceberam que era parecido a primeira e a segunda? Mas era diferente, né? Toca a primeira mais uma vez. Aí a segunda. Isso é o que os músicos chamavam de tema. Chamam até hoje, né? Nós chamamos de tema.

**[34:28](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2068s)** seria o assunto que vai basear a nossa redação musical. Essa que a gente vai tocar agora, o quarteto Opus 33, número 3, isso quer dizer que a obra, número 33 do catálogo, a terceira obra, por isso, Opus 33, número 3, de Haydn, ela tem essa característica, ela é o que a gente chama de sonata.

**[34:50](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2090s)** A sonata é muito parecida com a redação. Professores de língua portuguesa, gramática, me corrigem se eu falar errado. Tem algum professor aqui? Não? Professor de língua portuguesa? Não? Ufa! De repente, tem alguém assistindo a gente.

**[35:06](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2106s)** Mas, se eu não me engano, a forma da redação, você tem lá a apresentação do assunto, aí tem um desenvolvimento da ideia e, depois, você faz uma conclusão, uma recapitulação da ideia e fala que teve a ideia A, a ideia B e concluímos a ideia C.

**[35:22](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2122s)** A forma sonata funciona assim com a . Eu não vou pedir para colocar ali no exemplo, mas vou pedir para vocês tocarem, ali depois da letra C, o Igor e o Pedro, para a gente ver o que seria a segunda ideia. Aquela lá foi a primeira ideia, e agora a segunda ideia.

**[35:52](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2152s)** Obrigado. Então, ele tem a primeira ideia. Toca a primeira ideia mais uma vez. Pode ser junto? Eu até tocaria, mas... Ele está fazendo a minha linha. Mais uma vez, mais uma vez. O Gabriel está fazendo a linha da viola, só para me cobrir aqui enquanto estou.

**[36:22](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2182s)** Aí a segunda parte. Até aqui. Obrigado. Vocês perceberam que a primeira parte, a linha do Pedro, tinha uma nota bem longa e depois, enquanto a linha aqui de baixo, notas bem rapidinhas e repetidas. A nota era sempre a mesma.

**[36:47](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2207s)** olharem ali na partitura, a bolinha não muda de lugar, a do violino 2. Já o segundo tema, ele tinha notas mais curtinhas. Esse era o contraste. E o interesse que a vai propor para a gente agora vai ser vocês repararem quando aparece o primeiro tema, as elaborações que tem, como vocês veem ali, vai ter um monte de notinhas que vão aparecer.

**[37:14](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2234s)** E depois, o contraste essa que é uma nota mais longa, mais cantada, para a segunda, que é mais brincalhona. E aí elas vão voltar e vai ter uma espécie de debate entre as duas ideias. Vamos ouvir agora o quarteto Op. 33, número 3.

**[37:31](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2251s)** Vale a pena falar do pássaro, não é? Toca mais uma vez, então, o começo. O Haydn tinha um senso de humor muito peculiar. do piado do pássaro e colocou na . Então, convido vocês agora a reparar onde aparece. Ele vai aparecer espalhado aqui entre nós quatro enquanto a gente faz esse quarteto.

**[38:00](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2280s)** Mais uma coisa interessante para vocês perceberem como a linha dos outros instrumentos, que não são o primeiro violino, como o Pedro, vão ser muito mais comedidas do que era no Bach. No Bach estava todo mundo ali com um certo protagonismo.

**[38:14](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2294s)** Aqui, para ter uma clareza na ideia musical, A melodia fica sempre com o primeiro violino, raras exceções vão passar pelos outros instrumentos, mas ela está sempre ali com o primeiro violino, como se ele fosse o protagonista da história e nós estivéssemos fazendo o coadjuvante.

**[38:32](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2312s)** Nós somos os atores coadjuvantes que damos o apoio para a história que ele está contando. Então, chega de falar e vamos tocar. E aí . . . E aí A gente falou ali de sacra, para o prazer intelectual, para a compreensão racional, só para parecer que é diferente.

**[45:53](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2753s)** Agora, e quando o compositor não está compondo porque alguém pediu? E quando ele compõe pelo próprio desejo de expressar alguma coisa que aconteceu? Por exemplo, fazer uma quando o papel não te obedece. Aí você faz uma agitada e sofrida.

**[46:15](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2775s)** Meu Deus, eu vou conseguir. Foi o caso de Alexander Borodin. Ele não fez porque o papel não obedeceu, não. Ele fez porque conheceu uma moça, gostou da moça, casou com a moça. 20 anos depois, para celebrar o seu aniversário de casamento, ele escreveu para sua esposa, Ekaterina, um quarteto de cordas que fez a ilustrar mais ou menos como foi a história dos dois.

**[46:54](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2814s)** Então, a gente vai ver uma melodia que aparece. Eu vou pedir para colocar o exemplo 5. É o 5, é o 5. No exemplo 5, vocês vão ver que vai ter uma melodia que começa com o violoncelo. Lembra que eu falei que o violoncelo fazia a voz do homem?

**[47:18](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2838s)** Se a gente fosse colocar em termos de um coral, seria a voz grave de um homem. Então, ele coloca... É o exemplo 5 mesmo. Isso. É que eu não sei contar. Eu sou músico. Aí eu troco os números. Se pudesse subir um pouquinho essa...

**[47:34](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2854s)** Isso. Perfeito. Vocês estão vendo ali a linha do violoncelo? Ela está bem longe das linhas padrão, por assim dizer. Ela está lá no agudo, numa região aguda, onde o Gabriel vai tocar o tema que representa o Alexander Borodin.

**[48:04](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2884s)** Mais uma vez, para vocês entenderem como ele já estava apaixonado logo de cara. Agora, uma coisa que eu estava reparando. Vocês estão vendo essas barras que têm, essas linhas? A gente chama de compassos. Cada compasso ajuda a gente a saber onde está a .

**[48:29](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2909s)** E o segundo compasso do violoncelo, ele tem uma nota que muda e uma nota que repete. Eu imagino que era o Alexandre. Ele viu a moça ali, aí ele estava assim, opa. e olha de novo e olha de novo porque começou a mexer o coração dele.

**[48:46](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2926s)** E aí tem a voz que o Pedro vai fazer que representa a voz da Hecaterina ou a personagem da Hecaterina. Mais uma vez. Parece que a Ekaterina também gostou do que viu. E aí a gente tem o segundo violino e a viola para fazer o cenário.

**[49:27](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2967s)** Eu imagino que, enquanto o segundo violino está fazendo ali a noção do tempo passando devagar, ele tem notas bem lentas. Toca aí os três primeiros compassos. Obrigado. E aí o Gabriel vai tocar a linha da viola. E a linha da viola tem uma característica.

**[49:50](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=2990s)** Se fosse uma como a do Haydn, ela provavelmente ia ser na cabeça do tempo. Ela ia ser... Ou então em semínimas. Ela ia ser assim. Mas a gente está falando de um cara apaixonado. Então as coisas ficam tudo meio fora do compasso.

**[50:11](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3011s)** Nunca está junto? É sempre depois? É que nem o coração do apaixonado. Começa tudo a ficar meio fora do lugar. Descompassado. Juntando tudo, vai dar isso aqui. A CIDADE NO BRASIL Amém. Amém. A CIDADE NO BRASIL Amém. A CIDADE NO BRASIL foi composto no século XIX.

**[59:35](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3575s)** Então, fomos no século XV, XVI, XVII, XVIII, e agora estávamos no XIX, onde tinha esse estilo de que, curiosamente, era chamado de romantismo. Nem toda tinha a ver com amor exatamente, assim como na literatura. O romance era o estilo literário e assim também era a .

**[59:55](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3595s)** Tinha esse estilo muito apaixonado de se fazer a . E agora a gente vai para o século XX, onde a gente finalmente chega no Brasil para tocar um pouquinho de Heitor Villa-Lobos. Heitor Villa-Lobos nasceu bem no finzinho do século XIX, fez pela primeira metade do século XX, durante a primeira metade.

**[1:00:20](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3620s)** E uma das músicas que ele compôs, a gente vai tocar agora, é o primeiro quarteto de cordas, para a gente ver. O quarteto de cordas começou lá na época do Haydn. O Haydn foi o compositor que estabeleceu e popularizou este estilo.

**[1:00:35](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3635s)** E popularizou ao ponto de chegar aqui no Brasil, lá no Rio de Janeiro, no começo do século XX, a gente ter uma peça do Villa-Lobos. A gente falou um pouquinho das estruturas, como tinham as formas. Pode ir para o Exemplo 4 agora, por favor.

**[1:00:52](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3652s)** Não sei se vocês perceberam, nessa agora que a gente tocou, que era aquela melodia que foi apresentada pelo violoncelo e pelo violino, que voltava. Hora ou outra ela voltava. E depois tinham outras melodias que também ficavam ali dialogando, que foi a influência daquela do Haydn.

**[1:01:11](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3671s)** Então, a gente tem o conhecimento da harmonia ali na sacra, que foi o Veni, Veni, Emmanuel, que a gente tocou. Aí a gente tem o desenvolvimento da escrita com o Bach, onde a gente aprende a escrever as vozes de maneira independente.

**[1:01:26](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3686s)** a organização das ideias com o Borodin. A gente tem a querendo exemplificar coisas não musicais, como foi a história de amor entre eles. E aí a gente vai para o século XX, onde eles resolvem experimentar, passar os limites e experimentar as sonoridades diferentes.

**[1:01:46](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3706s)** Então, agora a gente vai ouvir de Heitor Villa-Lobos o primeiro e o segundo movimento. vocês vão perceber que tem um quê de bossa nova bem rudimentar. O Villa-Lobos foi a grande influência de Tom Jobim, que é o grande mestre da bossa nova.

**[1:02:08](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3728s)** Então, com vocês... Ah, eu vou mostrar uma coisinha. Vamos tocar um acorde de dó maior para a gente ver um dó maior como seria, desde o período da Idade Média até o século XIX, o dó maior costumava ser desse jeito aqui.

**[1:02:23](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3743s)** E dá um som. Tudo tranquilo, né? Bonito, normal. Mais uma vez. No século XX, especialmente, né? Já faziam antes, mas no século XX eles resolvem experimentar fazer isso aqui. Mais uma vez. Outra. Outra. Não percebe a diferença?

**[1:03:17](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3797s)** Ele não é tão fechadinho como o anterior. Ele tem um quê de dúvida? que é característico do século XX, que é onde surge dúvida sobre tudo. Nada mais está certo, tudo é questionável. Então, com vocês um pouquinho de Villa-Lobos.

**[1:03:34](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3814s)** Ele não estava tão em dúvida assim, ele tinha algumas convicções, a gente vai perceber que a dele, a gente percebe onde começa, onde termina. Mas os contrastes e os detalhes, eles são menos claros do que a gente viu no Haydn.

**[1:03:49](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=3829s)** Então, com vocês, Cantilena e depois Brincadeira, de Heitor Villa-Lonso. A CIDADE NO BRASIL Amém. A CIDADE NO BRASIL A CIDADE NO BRASIL Bom, estamos chegando ao final da nossa noite. E a gente viu, então, a pelas eras. A gente viu a na Idade Média, toda solene e feita de uma maneira mais simples.

**[1:08:10](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4090s)** E a gente vê a , no período barroco, começar a ganhar um contorno mais elaborado, mais sofisticado. No classicismo, a clareza nas ideias. Classicismo, período do Haydn, não sei se falei antes. No romantismo, a extrapolação das emoções.

**[1:08:29](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4109s)** No século XX, a extrapolação das ideias e das emoções. Aqui a gente deu só uma palinha para vocês do Vila-Lobos. Aliás, cada uma dessas peças, o quarteto do Haydn, o quarteto do Borodin e o quarteto de Villa-Lobos, eram apenas pedaços dos quartetos.

**[1:08:50](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4130s)** Cada um desses quartetos tem mais movimentos. Como esse aqui, a gente tocou dois dos movimentos. O Villa-Lobos compôs em seis partes, esse quarteto. Cada uma dessas músicas... A gente fala que costumamos tocar os clássicos porque são músicas que sobreviveram ao teste do tempo.

**[1:09:11](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4151s)** Agora a gente vai pegar um clássico, que aí já pode desligar os exemplos, que esse nem precisa de exemplo. É um clássico que é mais recente. E a principal característica que a gente gosta de ressaltar é que essa peça não é para um quarteto de cordas, com exceção do hino, que também não era, porque nem existia, quarteto de cordas.

**[1:09:37](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4177s)** Essa peça foi composta por uma banda liderada por um cara chamado Faruk Bulsara. Não sei dizer exatamente, porque o meu peça não é muito bom. Mas ele era mais conhecido como Fred Mercury. Ela tem uma influência muito forte de tudo isso que vimos, das formas musicais, da extrapolação das ideias.

**[1:10:04](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4204s)** E ela chega para a gente dessa maneira agora, arranjada para quarteto de cordas, pelo Gabriel Alvico. Uma salva de palmas já de antemão. O Quarteto Metrópolis tem essa característica. A gente sempre apresenta arranjos nossos, arranjos ou composições.

**[1:10:27](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4227s)** A gente está fazendo um aninho, daqui a um mês, mais ou menos. A gente já teve alguns arranjos que a gente escreveu nesse período de pandemia. Para quem não sabe, a gente começou o quarteto por causa da pandemia. Saudade de tocar na orquestra.

**[1:10:41](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4241s)** Todos nós tocavamos juntos na Orquestra Jovem Tom Jobim. E, conforme a pandemia nos impediu de ter os ensaios, a gente resolveu montar o quarteto para poder levar um pouco de para as pessoas em lugares que não são tão habituados a receber instrumental.

**[1:10:59](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4259s)** Então, agradecemos a presença de todos vocês, a esse público atento e tão curto que tivemos aqui hoje. E com vocês, do Queen... Não precisa nem falar o nome, nem vou falar. A luta com papel, mais uma vez. É ao vivo, né? Ao vivo tem dessas coisas.

**[1:12:54](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4374s)** A CIDADE NO BRASIL uma vez ao quarteto e também à presença de todos que puderam vir nesse primeiro evento cultural que nós estamos realizando aqui. Já gostaria de convidá-lo a colocar na sua agenda no próximo dia 16 do mês que vem. Nós teremos a nossa segunda noite cultural.

**[1:19:20](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4760s)** Essa ocorrerá no sábado, sábado dia 16 de outubro. Nós teremos a presença do pastor Renato Vargens, que fará o lançamento do seu próximo livro, um livro que trata de famílias, de criação de filhos. Então, eu gostaria de convidar a todos que desejarem estarem presentes aqui no dia 16 de outubro.

**[1:19:43](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4783s)** Também, aqueles que não conhecem, nós temos aqui uma igreja, Igreja Batista Reformada de São Bernardo do Campo, eu ia falar de São Paulo, São Bernardo do Campo. Nós temos alguns eventos. Amanhã, pela tarde, às 16 horas, as mulheres terão uma reunião, onde elas estão fazendo o estudo do livro de Jonas.

**[1:20:03](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4803s)** Às 19 horas, nós temos um grupo de estudo, onde nós estamos estudando os 10 mandamentos da esquerda cristã, que é um livro que nós lançamos pela editora Trinitas, que trata do liberalismo teológico infiltrando-se nas igrejas.

**[1:20:23](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4823s)** às 9 horas nós temos a Escola Dominical, seguida do culto às 10h30, e também às 18h30 nós temos o culto da noite. Todos estão convidados, e se você puder, venha fazer uma visita a nós nessas próximas programações. Queria agradecer mais uma vez ao Quarteto e a todos, e um ótimo final de semana.

**[1:20:44](https://www.youtube.com/watch?v=PPyESiyJPk0&t=4844s)** Muito obrigado.

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*Gerado por [Lume](https://acervo.moretes.com) — biblioteca de pregações da Igreja Batista Reformada de São Bernardo do Campo. Textos de IA precisam ser verificados na fonte.*