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EBD - Estudo do Evangelho de Lucas - Lucas 6:12-16

"A escolha divina para o serviço divino, precedida pela oração e fundamentada na soberania de Deus."
Autoridade e suficiência das EscriturasDiscipuladoGraça e eleiçãoOraçãoPessoa e obra de CristoSoberania e providência de Deus
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Texto-base e contexto

Lucas 6:12-16

Lucas 6:12-16 narra um momento crucial no ministério de Jesus, onde Ele passa a noite em oração antes de escolher seus doze apóstolos. O contexto literário de Lucas é apresentado como o de um historiador, médico e teólogo, que busca demonstrar a continuidade da obra de Deus desde o Antigo Testamento até Jesus, usando 'ecos' e paralelos. Ele enfatiza a divindade e a autoridade de Jesus, que, diferente dos mestres da época, escolhe Seus discípulos soberanamente para dar continuidade à Sua missão.

Ideia central

A eleição dos doze apóstolos por Jesus é um ato soberano e divino, precedido por profunda oração, que manifesta a continuidade da ação de Deus na história e estabelece o fundamento para o discipulado e a proclamação do evangelho.

Exposição

O texto de Lucas 6:12-16 apresenta um momento pivotal no ministério de Jesus: a escolha dos doze apóstolos. O sermão enfatiza que essa escolha não foi aleatória, mas um ato profundamente deliberado e divino, precedido por uma noite inteira de oração de Jesus. Essa oração destaca a dependência de Jesus em relação ao Pai e a natureza divina da Sua decisão. A escolha de 'doze' apóstolos não é um número casual, mas um 'eco' do Antigo Testamento, remetendo às doze tribos de Israel, sinalizando a continuidade da história da salvação e o estabelecimento de um novo Israel, a Igreja. Além disso, a exposição ressalta o caráter soberano dessa eleição. Enquanto na cultura da época eram os discípulos que escolhiam seus mestres, Jesus inverte essa lógica, sendo Ele quem escolhe e designa os apóstolos. A palavra 'designou' (nomeou) apóstolos é significativa, pois aponta para a autoridade de Jesus em conferir uma função específica e uma identidade de 'enviado' a esses homens. Os apóstolos, longe de serem figuras de elite, eram pessoas comuns — pescadores, publicanos, um zelote — o que reforça a ideia de que a escolha divina se baseia na graça e na soberania de Deus, e não nos méritos humanos. A função principal desses apóstolos, como destaca o pregador, não era a de guerrear ou dominar, mas a de pregar e anunciar a mensagem de Jesus. Eles foram escolhidos para passar tempo com o Mestre, aprender dEle e, posteriormente, dar continuidade à Sua missão. Essa narrativa sublinha a autoridade de Jesus como o Mestre e Senhor, que não apenas ensina, mas também elege e capacita seus seguidores para o serviço do Reino, demonstrando que Deus governa e age em todas as circunstâncias, inclusive no 'caos' de Jerusalém ou no coração humano.

Esboço da mensagem

  1. A Oração Preparatória de Jesus (v.12)

    Jesus busca o Pai em oração a noite toda antes de tomar uma decisão crucial, demonstrando dependência divina e a seriedade da escolha.

  2. A Escolha Soberana dos Doze (v.13)

    Jesus, com autoridade divina, elege 12 homens dentre Seus discípulos, contrariando a prática cultural da época onde discípulos escolhiam seus mestres.

  3. A Designação e Significado de 'Apóstolos' (v.13b)

    'Apóstolo' significa 'enviado' ou 'mensageiro', indicando uma função específica e uma autoridade conferida por Jesus para uma missão de continuidade.

  4. O Eco do Antigo Testamento nos 'Doze'

    O número doze faz alusão às doze tribos de Israel, simbolizando a continuidade da obra de Deus e o estabelecimento do novo Israel através de Jesus.

  5. Os Nomes e o Perfil dos Escolhidos (v.14-16)

    A lista de nomes revela que Jesus escolheu pessoas comuns e diversas (pescadores, publicanos, zelotes), sublinhando que a eleição divina não se baseia em status social ou capacidade humana.

Doutrinas — Confissão de 1689

Deus e seus atributosCap. 2 - De Deus e da Santíssima Trindade
Soberania e providência de DeusCap. 5 - Da Divina Providência
Pessoa e obra de CristoCap. 8 - De Cristo, o Mediador
Graça e eleiçãoCap. 10 - Da Vocação Eficaz
Autoridade e suficiência das EscriturasCap. 1 - Das Sagradas Escrituras
AdoraçãoCap. 22 - Da Adoração e do Dia de Descanso

Aplicação pessoal

  • Antes de tomar decisões importantes, buscar a Deus em oração profunda e prolongada, seguindo o exemplo de Jesus.
  • Reconhecer que nossa vida e serviço a Deus são fruto de Sua soberana eleição, não de nossos méritos.
  • Aceitar e servir a Deus com os talentos e contexto que Ele nos deu, entendendo que Ele nos capacita independentemente de nossa origem.

Na família

  • Ensinar aos filhos sobre a importância da oração como primeiro recurso em todas as circunstâncias da vida.
  • Incentivar os membros da família a reconhecerem os dons uns dos outros e a servirem uns aos outros no chamado de Deus.
  • Lembrar que a família é um espaço onde Deus também age soberanamente, e nossos planos devem se alinhar à Sua vontade.

Na igreja

  • Valorizar a oração comunitária como fundamento para a tomada de decisões e para o avanço da missão.
  • Reconhecer e apoiar os líderes chamados por Deus, lembrando que o apostolado moderno é a continuidade do evangelho através de pessoas comuns.
  • Promover o discipulado ativo, onde membros mais experientes guiam os mais novos, seguindo o modelo de Jesus com Seus apóstolos.

Perguntas para estudo

  1. Por que Lucas enfatiza que Jesus passou a noite orando antes de escolher os doze apóstolos? O que isso nos ensina sobre a oração e a tomada de decisões?
  2. Qual o significado do número 'doze' no contexto do Antigo e Novo Testamento, conforme explicado no sermão? Como isso demonstra a continuidade da obra de Deus?
  3. O sermão afirma que a escolha dos apóstolos foi um ato de eleição divina. Como essa verdade impacta nossa compreensão do chamado para o serviço cristão?
  4. Jesus escolheu pessoas comuns (pescadores, publicano, zelote). O que a diversidade dos apóstolos nos ensina sobre quem Deus chama para o Seu serviço?
  5. Qual a diferença entre a escolha de mestres e discípulos na época de Jesus e a forma como Jesus escolheu Seus apóstolos? Que verdade central isso revela sobre Cristo?
  6. Como a ideia de que 'Deus governa o caos' (em Gênesis 1, nos ventres estéreis e na Jerusalém da época) se relaciona com a escolha dos apóstolos e a situação de nossa própria vida ou sociedade?

Versículo para memorizar

"Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus."

Lucas 6:12

Textos paralelos

Colossenses 1:1Gênesis 1:1-2Gênesis 35:23-26Josué 4:1-9Esdras 8:28-30Lucas 1:5-80Lucas 2:21-40Efésios 2:1-5

Próximo passo: Estudar o caráter e o ministério de cada um dos doze apóstolos individualmente para compreender melhor o impacto da escolha divina em suas vidas.